#ÀFlorDaPele: irmandade feminina – Outras coisas

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Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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Depois de meses confinados e de um verão onde fomos esquecendo que o pior já passou, eis que chegámos ao outono apreensivos perante números de uma pandemia que não acabou e que nos mostra, dia após dia, que esta nova realidade de distanciamento social e de máscaras que nos tapam o rosto e nos impedem de visualizar sorrisos, veio mesmo para ficar.

Os efeitos sociais e psicológicos que toda esta mudança brutal provocou nas vidas de todas as pessoas são imensos. E não reagimos a eles da mesma maneira. O desemprego não pára de subir, a ansiedade, as insónias e as depressões manifestam-se e deixam marcas. Há quem não veja familiares há meses, quem tenha passado a quarentena sozinho e anseie por um pouco de contacto físico, de conforto emocional e de colo, essa coisa tão essencial, que temos tendência a esquecer que não deve ser apenas exclusiva dos mais pequenos.

créditos: foto Katarzyna Grabowska/Unsplash

Para contrariar tudo isso, e porque todos temos motivos e razões diferentes – e todos são válidos – eu e mais duas amigas decidimos que o que precisávamos era de estar juntas, mas juntas a sério, daqueles programas que fazem bem à alma – e à beleza – de todas nós, a começar pelo interior. Uma noite para carpir mágoas, longe de filhos, maridos, namorados, ou de quem perturbasse o nosso desígnio de irmandade feminina, daquela que se junta e se apoia nos momentos difíceis e nas alegrias. Irmandade ou, como o nome indica, “relação de união, de afeição ou de amizade, semelhante à que idealmente haveria entre irmãos. Fraternidade.”

E foi isso que fizemos. Alugámos uma casa, metemo-nos no carro, deixámos as crianças bem entregues, colocámos as máscaras e o álcool-gel nas malas, e partimos, sem culpas nem pesos de consciência, para um fim-de-semana de mulheres onde o nosso bem-estar e pequenos prazeres mundanos imperariam. E isso, tanto podia significar empanturrarmo-nos de chocolate, dormir 12 horas sem despertador a ditar o regresso, fazer máscaras faciais caseiras em conjunto, ver um filme sem ser interrompida 1345 vezes ou, pura e simplesmente, ter quem ouvisse o que mais nos preocupa nestes tempos estranhos que vivemos. Ter apoio e ser transparente. Sem julgamentos e sem vergonhas.

E se faz maravilhas à alma, faz igualmente maravilhas à pele, ao coração e à Beleza. Por isso, aqui ficam algumas pequenas sugestões de como podem replicar a ideia, adaptando-a às vossas necessidades:

Não deixem de se reunir por causa de um sítio ou de um orçamento.

Sejamos realistas, há muita gente que perdeu rendimentos, trabalho e, como tal, alugar um sítio para passar uma noite pode não ser algo ao alcance de muitos. Mas não se deixem demover por isso. Há sempre uma amiga que está sozinha em casa e que vos poderá receber, ou outra que tem uma casa de família ou de férias que está fechada, ou até, na impossibilidade disso tudo, um quarto que mesmo tendo gente em casa, seja só vosso por uma noite, interdito a mais ninguém. Essa é a regra.

Os verdes são bons e fazem bem à saúde, mas por hoje podem esperar.

Não estou a dizer para rebentarem a escala do colesterol, mas por uma noite são permitidos aqueles pecados de guilty pleasures a que poucas conseguem resistir. Por isso, se gostam de chocolate, de pipocas salgadas, ou um bom copo de vinho, esta noite é vossa, mimem-se como merecem.

Aproveitem para uma noite de “treat yourself”.

E se isso passar por fazerem máscaras caseiras faciais e tratar da pele enquanto falam do ex que vos tramou a vida, ou de como o vosso casamento está em rota de colisão depois de meses de confinamento, então aproveitem. E, já agora, partilhem dicas de Beleza, produtos que usam e que resultam convosco, truques de maquilhagem, vale tudo – desde que vos faça sentir bem, a noite é vossa, aproveitem-na.

Criem e reforcem laços, sintam-se amparadas.

Porque num momento em que os contactos físicos são reduzidos e andamos todos ansiosos, carentes, com medo e cada vez mais fechados sobre nós próprios, rodeados dos nossos próprios fantasmas… então, contrariem-nos e afoguem-nos em amor. E esse pode vir das mais variadas formas, não tem de ser apenas físico, intenso e ardente. Pode ser assim, no colo dos(as) outros(as), morno, acolhedor.

Estejam atentas àquela amiga que pode estar a atravessar sérias dificuldades, à amiga mãe solteira que anda exausta por ter de gerir filhos e trabalho e obrigações, à amiga que perdeu o emprego, à amiga que não tem tempo para passar uma noite sozinha com outras amigas. Olhem por elas, mostrem que estão ali para elas e que este momento é para vocês, que o merecem. Esforcem-se por criar e proporcionar entre-ajuda.

O importante é que reúnam a vossa irmandade feminina (mas atenção, não convém serem muitas nesta fase, lembrem-se disso!) e depois fazerem aquilo que vos dita o coração. Ou abri-lo, sem medos. Verão como ficarão de baterias carregadas de boas energias, em como vos deixará a alma florida, vos colocará um sorriso no rosto, vos deixará leves.

E não há maior Beleza do que essa.

Mafalda Santos fez das palavras profissão, tendo já passado pelo jornalismo, assessoria de imprensa, marketing e media relations. Acredita em quebrar tabus e na educação para a diferença, temas que aborda duas vezes por mês, na Miranda, em #ÀFlorDaPele.



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