Apostila sobre Drenagem Linfática Manual – Terapias Manuais

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- Pacientes cardiopatas e asmáticos. 
- Tumores malignos não-controlados. 
- Trombose venosa profunda, flebites ou tromboflebites. 
8. PREPARAÇÃO PARA AS MANOBRAS 
8.1 Fisioterapeuta 
O fisioterapeuta deverá estar com as mãos limpas, sem uso de creme e com asseio 
adequado nas unhas. As duas mãos serão utilizadas simultaneamente com os dedos juntos e o 
toque na pele do paciente deve ser suave. 
O método Leduc descreve que o fisioterapeuta pode realizar a drenagem linfática apenas 
no membro com a situação patológica, não necessitando ser no corpo todo. As manobras devem 
ser ritmadas, deslocando a linfa até os gânglios linfáticos mais próximos. Em locais com 
fibroses, o fisioterapeuta pode aplicar manobras um pouco mais profundas. As manobras devem 
ser executadas do segmento proximal do membro e após para o segmento distal do ponto de 
evacuação. 
8.2 Paciente 
O paciente deve estar com o membro em declíve, para favorecer a drenagem e com os 
membros desnudos para que o fisioterapeuta possa realizar as manobras. 
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9. MANOBRAS ESPECÍFICAS DE DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL 
O fisioterapeuta deve satisfazer dois processos: captação u2013 realizada no mesmo nível da 
infiltração - e evacuação u2013 transferir os líquidos captados para distante da região de captação. 
Os movimentos realizados pelo fisioterapeuta são circulares, tipo borboleta e pressões em 
braceletes (Figuras 3a-c). As pressões em braceletes são utilizadas quando o perímetro do 
membro a ser tratado não pode ser envolvido pelas duas mãos do fisioterapeuta. 
Inicialmente, movimentos circulares do punho devem ser realizados sobre os gânglios 
linfáticos para auxiliar a captação. 
Figura 3: a) Movimentos circulares na região dos linfonodos axilares. b) Movimentos em borboleta no decorrer do trajeto da 
linfa. c) Pressão em bracelete, com as mãos realizando movimentos transversais ao braço, em sentidos contrários. 
9.1 Drenagem dos gânglios linfáticos 
Nesta manobra, as mãos entram em contato com a pele do paciente iniciando pelo dedo 
indicador; a mão do fisioterapeuta repousa sobre a pele do paciente, realiza uma leve pressão. 
Os dedos devem ser posicionados perpendicularmente a direção da evacuação dos gânglios. As 
duas mãos podem ser utilizadas para realizar o movimento, porém sem aumentar a pressão. 
Esta manobra é importante para estímulo inicial dos ductos linfáticos e os troncos linfáticos 
(Figura 4). 
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Figura 4: Estimulo dos ductos e troncos linfáticos. 
9.2 Drenagem linfática manual dos membros superiores 
Deve ser iniciada por movimentos circulares nos linfonodos axilares, direcionando a 
pressão para os gânglios subclaviculares. Séries de 5 movimentos leves devem ser realizados 
para auxiliar na liberação dos coletores linfáticos. Após o fisioterapeuta executa o movimento 
de borboleta ou pressões em bracelete para mobilizar a linfa ao longo dos vasos linfáticos, 
conduzindo até os gânglios estimulados (Figura 5). 
Figura 5: A esquerda, o fisioterapeuta estimula dos linfonodos axilares, direcionando a drenagem para os gânglios 
subclaviculares. A direita, o fisioterapeuta utiliza os movimentos em borboleta para estimular o fluxo da linfa até 
os gânglios estimulados. 
Em seguida inicia-se a drenagem dos gânglios supra-epitrocleares com as pontas dos 
dedos, as monobras na região do antebraço são executadas no sentido de direcionar a linfa para 
a região do estímulo ganglionar (Figura 6). O fluxo da linfa deve ser direcionado para os 
gânglios axilares. 
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Figura 6: A esquerda, o fisioterapeuta estimula dos linfonodos supra-epitrocleares. A direita, o fisioterapeuta 
utiliza os movimentos em borboleta para estimular o fluxo da linfa até os gânglios estimulados. 
Na região do punho, o fisioterapeuta deve realizar movimentos com as pontas dos dedos 
e polegares, bem como os dedos que devem ser drenados um a um, com movimentos circulares 
até as articulações metacarpofalangeanas. E finalmente os movimentos serão finalizados nos 
gânglios axilares. 
9.3 Drenagem linfática manual dos membros inferiores 
Paciente em decúbito dorsal, membros inferiores elevados, iniciar com movimentos 
circulares na região dos gânglios inguinais (Figura 7a). Utilizando os mesmos movimentos de 
pressão em bracelete ou borboleta (Figura 7b-c), deve-se aumentar o contato das mãos com a 
coxa para auxiliar a evacuação da linfa em direção aos gânglios. 
Figura 7: a) terapeuta realiza círculos suaves para drenar os gânglios inguinais. b) Movimentos em borboleta e c) 
bracelete devem ser realizados, orientando a linfa até os gânglios inguinais e internos da coxa. 
Para realizar a drenagem da perna e dos joelhos, a região poplítea deve receber 
movimentos suaves e circulares (Figura 8a). Toda a região do joelho, inserções dos músculos 
da pata de ganso e quadríceps podem ser drenadas com as pontas dos dedos e polegares, 
carreando a linfa em direção aos gânglios poplíteos. A perna é drenada em seguida, através de 
manobras combinadas de braceletes e círculos com os polegares (Figura 8b). A linfa então é 
levada até os gânglios inguinais. 
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Figura 8: a) movimentos circulares na região poplítea para drenar os gânglios dessa área. b) manobra: bracelete 
sobre a perna, carreando a linfa em direção à região poplítea. 
É importante drenar os tornozelos e os pés, orientando a linfa pela região maleolar. 
Deve-se repetir todo o processo na região posterior, respeitando o mapa linfático e a fisiologia 
do sistema linfático. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BOGLIOLO, Luigi; BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo patologia. Guanabara-
Koogan, 2011. 
COELHO, Eduardo Barbosa. Mecanismos de formação de edemas. Medicina (Ribeirão 
Preto. Online), v. 37, n. 3/4, p. 189-198, 2004. 
DANGELO, Jose Geraldo; FATTINI, Carlo Americo. Anatomia humana e sistêmica e 
segmentar. In: Anatomia humana e sistêmica e segmentar. 2004. p. 671-671. 
DE GODOY, José Maria Pereira; GODOY, Maria de Fátima Guerreiro. Drenagem linfática 
manual: novo conceito. J Vasc Br, v. 3, p. 77-80, 2004. 
LEDUC, Albert; LEDUC, Olivier. Drenagem linfática: teoria e prática. Manole, 2007. 
MESCHER, Anthony L. Junqueira's basic histology: text and atlas. Mcgraw-hill, 2013. 
Null, Manda; Agarwal, Manuj. Anatomy, Lymphatic System. Disponível em 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK513247/ 
WITTLINGER, Günther; WITTLINGER, Hildegard. Textbook of Dr. Vodder's manual 
lymph drainage. Thieme, 2004. 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK513247/



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