Banco de Tecidos do HC faz doação de pele em ato humanitário – Jornal da USP

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O Brasil doou 20 mil cm² de pele humana para vítimas de uma explosão ocorrida no Peru, no mês passado. Metade da doação foi do Banco de Tecidos da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da USP. “Foi um momento de retribuição. O Brasil teve um momento muito grave em 2013, com o incêndio da Boate Kiss no Rio Grande do Sul, e o Brasil teve auxílio de diversos países [vizinhos] recebendo pele. Nesse momento da tragédia no Peru, chegou nossa hora de devolver e retribuir essa caridade, ajudando nossos irmãos peruanos”, conta André Paggiaro, responsável pelo Banco de Tecidos do HC, em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

Banco de tecidos – Foto: HC/FMUSP

Ao todo, o Brasil possui quatro bancos de tecidos, localizados em São Paulo-SP, Curitiba-PR, Rio de Janeiro-RJ e Porto Alegre-RS. Foi da capital gaúcha que vieram os outros 10 mil cm² de pele, possível graças à rápida ação e consulta ao Sistema Nacional de Transplantes. Para realizar o transporte, foi necessária uma grande ação que interligou os bancos de doação do País e a montagem de caixas para garantir a integridade do material. “Todo processo foi feito ao longo de um sábado e o Ministério da Saúde tem uma parceria com as companhias aéreas para transporte do material. Foi uma grande ação entre os países, exigindo a coordenação das equipes dos bancos de tecidos, das cias aéreas, do Ministério da Saúde brasileiro e peruano, que no final deu tudo certo.”

O tipo de pele doada foi a alógena, de doadores que vieram a óbito, que serve como curativo biológico. O uso dessa pele ajuda no tratamento de quem sofreu queimaduras entre duas e três semanas, até que seja possível o uso da pele autógena, ou seja, pele do próprio corpo do paciente retirada de uma área não atingida. Não são raros os acidentes, individuais ou em grupo, que levam ao uso de pele para queimaduras, por isso, é muito importante que haja bancos com grandes estoques e que seja feita a doação desse órgão.

“A demanda por doadores de pele é sempre importante. Em geral, as pessoas têm muito medo em doar pele, tendo mais facilidade para doar outros órgãos, como fígado e rins. Elas têm medo de serem estigmatizadas e que, ao enterrarem o ente querido, tenha alguma marca. Mas eu queria deixar claro que isso não acontece, a pele só é retirada de áreas que ficam escondidas e é uma camada muito fininha. A importância dessa doação é muito grande e salva muitas vidas.”

Ouça a entrevista na íntegra no player acima.


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