Bombeiro dá dicas de cuidados com caravelas-portuguesas durante o verão | Verão 2020

    0
    74

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O surgimento de caravelas-portuguesas (Physalia physalis) nas praias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, tem sido frequente nesse verão. Segundo explicado pelo biólogo Éric Comin, é comum o animal aparecer nessa época do ano devido a correnteza marítima, por meio de um fenômeno de massa de água chamado Água Central do Atlântico Sul (ACAS).

    A espécie oferece grande risco para os turistas, pois pode causar queimaduras de terceiro grau devido aos seus tentáculos, que soltam um substância extremamente urticante. Por isso, o major Ricardo Antoniazzi Pelliccioni traz dicas dos cuidados que a pessoa deve ter caso seja surpreendida por uma caravela.

    De acordo com Pelliccioni a água-viva e a caravela são semelhantes. “A água-viva assemelha-se mais a um cogumelo e a caravela tem um formato mais de meia lua e é colorida. Porém, a caravela é muito mais perigosa”, acrescenta.

    Animal apareceu nas praias de Cananeia e Ilha Comprida — Foto: Divulgação/Tauany Bitencourt Mori Mitsunaga

    Animal apareceu nas praias de Cananeia e Ilha Comprida — Foto: Divulgação/Tauany Bitencourt Mori Mitsunaga

    No caso da água-viva, são os tentáculos que queimam, que são praticamente invisíveis dentro da água. “Ao tocar na nossa pele, ela libera micro bolinhas que contém toxina. Essa toxina se rompe e causa aquela ardência”, explica o major.

    De acordo com ele, em caso de queimadura, não se pode, de forma alguma, urinar no ferimento, passar pasta de dente ou jogar água doce. Essas ações podem aumentar a gravidade da lesão. “Nestes casos, caso haja algum salva-vidas por perto, pode-se pedir ajuda, já que eles são orientados para situações como essa”.

    O Major também destaca que o vinagre é uma boa solução para aliviar o efeito da toxina. “Casa a pessoa não tenha um vinagre por perto, o que ela pode fazer, primeiramente, é jogar bastante água do mar, que tende a liberar a toxina que se restou e ainda não se rompeu. Se for uma praia que tem aquela areia bem fina, pode polvilhar a areia e com muito cuidado tirar essas micro bolinhas para que a toxina que sobrou não se rompa”.

    Em alguns casos, devido a gravidade do ferimento, a pessoa deve ser conduzida ao Pronto Socorro, onde receberá acompanhamento médico.

    Major do Corpo de Bombeiros explica cuidados com caravelas-portuguesas

    Major do Corpo de Bombeiros explica cuidados com caravelas-portuguesas



    Fonte



    Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


    Lima & Santana Propaganda