Bombeiros fazem cortejo e homenagens à cabo que morreu soterrado em Guarujá, SP | Santos e Região

    0
    66

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O corpo do bombeiro Marciel de Souza Batalha foi encontrado, na noite da última segunda-feira (9). Ele foi soterrado quando ajudava vítimas na madrugada do dia 3 de março no Morro do Macaco Molhado, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Nesta terça-feira (10), bombeiros, familiares e policiais militares fizeram um cortejo e homenagens ao cabo, que foi considerado um herói ao morrer tentando resgatar uma família.

    O Cabo PM Marciel de Souza Batalha tinha 46 anos, era natural de Juiz de Fora (MG), filho de Ismael e Maria. Batalha era casado com Vanessa e pai da jovem Dyane. Ele trabalhava na corporação há 20 anos e 9 dias, segundo o Corpo de Bombeiros.

    Batalha morreu enquanto tentava ajudar Thatiana Lopes de Lima Gomes, de 25 anos e o filho dela, Arthur Rafael de Lima, de 10 meses, que também vieram a óbito. Além do cabo Batalha, o bombeiro Rogério de Moraes Santos também morreu após o deslizamento.

    O corpo do cabo Batalha foi encontrado às 21h25 desta segunda-feira (9) e foi encaminhado ao IML de Guarujá. Por volta das 10h desta terça, o caixão com o corpo saiu da funerária, foi colocado no caminhão do Corpo de Bombeiros e coberto com uma bandeira do Brasil.

    Familiares, bombeiros e policiais realizaram um cortejo pelas ruas de Guarujá. O caminhão da corporação, carregando o corpo, passou pelo Morro do Macaco Molhado e pela Barreira do João Guarda, onde ainda são realizadas as buscas por vítimas dos deslizamentos.

    De lá, o cortejo seguiu para o Cemitério da Consolação, em Vicente de Carvalho. Um pequeno velório será realizado no local. O sepultamento está marcado para às 13h30.

    Bombeiros prestam última homenagem à cabo, que morreu ao tentar resgatar duas pessoas soterradas em Guarujá (SP) — Foto: Nina Barbosa/G1

    Bombeiros prestam última homenagem à cabo, que morreu ao tentar resgatar duas pessoas soterradas em Guarujá (SP) — Foto: Nina Barbosa/G1

    A Polícia Militar também orientou os demais policiais a prestarem uma homenagem à Batalha nesta terça-feira. No mesmo horário do sepultamento, os policiais militares que não estavam no atendimento de ocorrências, estacionaram o veículo, acionaram os dispositivos luminosos e sonoros da viatura por um minuto.

    Durante a homenagem, os policiais foram orientados a desembarcar da viatura, permanecer na posição de sentido e prestar continência. A Polícia Militar também orientou os comandantes a adotar procedimentos para que o efetivo administrativo preste as devidas homenagens.

    Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1

    Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1

    As buscas pelas vítimas soterradas após deslizamentos durante o temporal que atingiu a Baixada Santista, no litoral de São Paulo, continuam nesta terça-feira (10). Até o momento são 44 pessoas mortas, segundo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Estado de São Paulo. Ainda há 34 pessoas desaparecidas. Geólogos e técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) auxiliam as equipes a definir as melhores estratégias de trabalho neste 8º dia de buscas.

    As buscas foram encerradas no Morro do Macaco Molhado, em Guarujá, passaram a ser concentradas apenas na Barreira do João Guarda. Já as buscas em Santos e São Vicente foram encerradas no sábado (7), após os corpos das pessoas desaparecidas terem sido encontradas.

    Moradores e voluntários ajudam os bombeiros nas buscas pelas vítimas utilizando equipamentos de segurança como capacete e luvas. Máquinas também são utilizadas para ajudar nos trabalhos de remoção nos morros.

    Na manhã desta terça-feira, as equipes continuaram no trabalho de retirada de terra e lama na Barreira do João Guarda. Geólogos e técnicos do IPT e da Defesa Civil, que monitoram o local desde os deslizamentos, fizeram uma nova vistoria. O foco é verificar exatamente a origem da água, no alto do morro. Eles planejam mudar o curso água para facilitar as buscas.

    Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1

    Geólogos e técnicos do IPT auxiliam no 8º dia de buscas por vítimas de deslizamentos em Guarujá, SP — Foto: Solange Freitas/G1

    Veja onde ocorreram as mortes:

    • Guarujá: 33 mortes
    • Santos: 8 mortes
    • São Vicente: 3 mortes

    Na manhã de sábado, a pedido da prefeitura, soldados do Exército chegaram à cidade para oferecer ajuda humanitária. As equipes foram para a Escola Municipal Profª Dirce Valério Gracia, onde estavam os 336 desabrigados do município. Serão cerca de 25 militares atuando na ação diariamente.

    “Foi solicitada pela Prefeitura de Guarujá o apoio de militares do exército à Defesa Civil do município. A ajuda foi autorizada pelo comando militar do Sudeste, e o exército está sempre pronto para auxílio. Vamos ajudar na seleção dos donativos, preparação dos kits e entrega das doações nas comunidade impactadas”, explicou o tenente coronel Carlos Rocha, comandante da Fortaleza de Itaipu.

    De acordo com a Defesa Civil do Estado, até a tarde deste domingo (8), havia 336 pessoas desabrigadas em Guarujá e 185 em Santos. Eles estão sendo recebidos em abrigos e escolas. Em Peruíbe, são 102 desabrigados, que deixaram temporariamente suas casas e foram recebidos no Centro Comunitário do Caraminguava.

    Soldados do Exército chegam a Escola Municipal Profª Dirce Valério Gracia, em Guarujá (SP), para ajuda humanitária — Foto: Solange Freitas/G1Soldados do Exército chegam a Escola Municipal Profª Dirce Valério Gracia, em Guarujá (SP), para ajuda humanitária — Foto: Solange Freitas/G1

    Soldados do Exército chegam a Escola Municipal Profª Dirce Valério Gracia, em Guarujá (SP), para ajuda humanitária — Foto: Solange Freitas/G1

    Em São Vicente, o corpo da terceira e última vítima da tragédia na cidade foi encontrado na região do Parque Prainha, no sábado. Segundo a prefeitura, trata-se de um homem de 69 anos, que morreu no deslizamento de solo. Com isso, o capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, informou que as buscas foram encerradas na cidade. Os agentes foram deslocados para o Guarujá.

    Além deste senhor, morreram outras duas pessoas em São Vicente: uma mulher de 60 anos, que faleceu no mesmo deslizamento de solo, e um idoso de 86 anos, que estava em uma clínica de repouso particular na Vila Valença, quando o chão de um cômodo cedeu.

    Bombeiro realiza busca à família desaparecida sob escombros no Morro São Bento em Santos. — Foto: Reprodução/Felixx DroneBombeiro realiza busca à família desaparecida sob escombros no Morro São Bento em Santos. — Foto: Reprodução/Felixx Drone

    Bombeiro realiza busca à família desaparecida sob escombros no Morro São Bento em Santos. — Foto: Reprodução/Felixx Drone

    Em Santos, as quatro pessoas que estavam desaparecidas foram encontradas entre a madrugada e manhã deste sábado. O município registra 8 vítimas da tragédia e, com a localização das quatro últimas vítimas, que seriam da mesma família, o trabalho do Corpo de Bombeiros foi encerrado no Morro São Bento.

    Em Guarujá, a última vítima foi localizada no Morro do Macaco Molhado na noite da última segunda-feira. O cabo Marciel de Souza Batalha foi soterrado enquanto tentava resgatar uma mãe e bebê, que também vieram a óbito. Com a localização de Batalha, as buscas no morro foram encerradas e passam a ser concentradas no Morro da Barreira do João Guarda.

    Em um período de 24h, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), choveu 320 mm em Guarujá, valor muito acima da média de 263 mm prevista para março. Em Santos, choveu 239 mm, perto da média de 257 mm. Já em São Vicente, foram registrados 207 mm de chuva, abaixo da média de 257 mm prevista para o mês todo.

    Dados das chuvas na Baixada Santista — Foto: Reprodução/TV GloboDados das chuvas na Baixada Santista — Foto: Reprodução/TV Globo

    Dados das chuvas na Baixada Santista — Foto: Reprodução/TV Globo

    As cidades da Baixada Santista estão recebendo doações para as famílias que foram prejudicadas pelo forte temporal. Há uma necessidade maior de doações de colchões, travesseiros e roupa de cama para as vítimas do temporal. Também são necessários itens como roupas de banho, alimentos em geral, água e produtos de higiene pessoal.

    Há postos de coleta em Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. Confira os postos aqui.

    Morro São Bento em Santos, na tarde de quinta-feira (5), após dois dias do deslizamento — Foto: Felixx DroneMorro São Bento em Santos, na tarde de quinta-feira (5), após dois dias do deslizamento — Foto: Felixx Drone

    Morro São Bento em Santos, na tarde de quinta-feira (5), após dois dias do deslizamento — Foto: Felixx Drone

    O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), esteve em Guarujá na quinta-feira (5) e anunciou R$ 50 milhões para investimento em infraestrutura para os municípios atingidos pela chuva. Doria também criticou o presidente Jair Bolsonaro por não ter se pronunciado diretamente com ele sobre as mortes e os efeitos das chuvas na Baixada Santista.

    O Governo de São Paulo já disponibilizou 21,2 toneladas em materiais de ajuda humanitária para o atendimento às vítimas das chuvas que caíram na Baixada Santista. Com apoio das prefeituras e de entidades assistenciais, o Governo do Estado está providenciando a remessa de colchões, cobertores, cestas básicas, água sanitária e água potável aos municípios afetados.

    O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), reconheceu o estado de calamidade pública em Guarujá e a situação de emergência em Santos e São Vicente, por conta das fortes chuvas. A decisão foi publicada na edição da quinta-feira (5) do Diário Oficial da União.

    Com a medida, as localidades poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais à população e reconstrução de estruturas públicas danificadas.

    Solo encharcado dificulta trabalho de buscas aos desaparecidos na Baixada Santista

    Solo encharcado dificulta trabalho de buscas aos desaparecidos na Baixada Santista

    O temporal começou na noite de segunda (2) e se estendeu durante toda a madrugada e manhã de terça-feira (3). Moradores registraram alagamentos, e ruas ficaram intransitáveis em toda a Baixada Santista. Passageiros de um ônibus mostraram o rápido aumento do nível da água no interior do veículo. Diversas linhas de ônibus e itinerários foram comprometidos pelo temporal.

    Houve quedas de barreira nas rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Rio-Santos e Guarujá-Bertioga, que fazem a ligação de cidades da Baixada Santista com outras regiões do Estado de São Paulo. As rodovias precisaram ser interditadas.

    Arte: Por que ocorrem os deslizamentos — Foto: Juliane Monteiro/Arte G1Arte: Por que ocorrem os deslizamentos — Foto: Juliane Monteiro/Arte G1

    Arte: Por que ocorrem os deslizamentos — Foto: Juliane Monteiro/Arte G1

    A ausência de variações de temperatura no Oceano Atlântico e o aquecimento global explicam as fortes chuvas que atingiram a região sudeste do Brasil no mês de fevereiro, segundo especialistas consultados pelo G1.

    Já no começo de março, as chuvas também continuaram castigando a região. Quatro pessoas morreram no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo no dia 2 de fevereiro.

    CHUVAS NA BAIXADA SANTISTA



    Fonte



    Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


    Lima & Santana Propaganda