cinco temas recorrentes nas séries do produtor

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Sarah Paulson e Ryan Murphy no Emmy, em 2016

Emma McIntyre/Getty Images

Arthur H. Herdy

Colaboração para Splash, de Brasília

18/10/2020 04h00

Ryan Murphy pode ser considerado um trabalhador incansável do showbiz norte-americano. Acumulando as funções de showrunner, criador, diretor e roteirista em vários projetos da TV e do cinema, sozinho ou em parcerias, ele assina mais um sucesso, desta vez no streaming: “Ratched”, da Netflix.

E a série tá bombando. A Netflix comemorou o sucesso no Twitter, revelando que 48 milhões de usuários já apertaram “play” em “Ratched” desde o seu lançamento, em 18 de setembro. O número faz dela a melhor série estreante da plataforma em 2020.

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Criada com Evan Romansky, a série conta a história da sádica enfermeira Mildred Ratched, imortalizada no livro e filme “Um Estranho no Ninho” (1975), de Milos Forman, que ganhou cinco Oscars. Neste prólogo em oito episódios, vários temas recorrentes de Murphy dão as caras.

Quem é fã, saca na hora.

Nostalgia

Em “American Horror Story”, vários períodos da História foram revisitados. Dentre eles os séculos 14 (no rápido flashback da bruxa ancestral interpretada por Lady Gaga em “Roanoke”) e 19 (com Marie Laveau e a Madame LaLaurie de “Coven”).

A antologia ainda tem capítulos nas últimas seis décadas, representadas pelos anos 1950 (“Freak Show”), 1960 (“Asylum”) e na autoexplicativa “1984”.

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A era de ouro do cinema também é uma das épocas preferidas de Murphy. “Ratched”, por exemplo, se passa em 1947, pertinho da minissérie “Hollywood”. “Feud”, cuja temática aborda a rixa de Bette Davis e Joan Crowford no set de “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” é ambientada nos anos 1960.

A era de ouro de Hollywood também aparece em “The Boys on The Band”, filme que estreou no fim do mês passado. Mais à frente no calendário, a década de 1990 foi tema das duas temporadas de “American Crime Story”: uma sobre o julgamento de O.J. Simpson e outra sobre o assassinato de Gianni Versace.

Sarah Paulson

Quando a estreia de “American Horror Story” nos apresentou à personagem Billie Dean Howard, não imaginávamos que aquela atriz participaria de quase todas as temporadas da série. Estrela de “Ratched“, Sarah se deu muito bem em outro projeto de Murphy, com quem trabalha desde “Nip/Tuck“.

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Quando interpretou Marcia Clark em “The People v. O. J. Simpson: American Crime Story”, ela acabou faturando os principais prêmios da indústria: Globo de Ouro, Emmy e mais. Na terceira etapa da série, com foco no escândalo sexual do governo Clinton, Sarah será Linda Tripp.

Isso que eu chamo de atriz-assinatura

A vingança dos nerds

Nas narrativas de Murphy, sempre há lugar para os “freaks”, “geeks” e “outsiders”. Sua primeira experiência dele na TV foi com a série “Popular” e o enredo era exatamente esse: nerd e patricinha são forçadas a conviver depois que o pai de uma se casa com a mãe da outra.

O levante dos excluídos, no entanto, nunca foi tão bem representado na filmografia de Murphy como no megasucesso “Glee”. Na série, um clube escolar reúne alunos populares e rejeitados. A série durou seis temporadas, rendeu turnê, discos com covers de sucesso e virou sensação no mundo todo.

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Mentes perturbadas

Quem ajudou a criar tantas temporadas de “American Horror Story” deve conhecer um pouco sobre a mente humana. Fazem parte da longa lista de tipos Twisty, o palhaço assassino de “Freak Show”, além de perversos criminosos reais, como Jim Jones, Aileen Wuornos, Richard Ramirez.

Fig - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Murphy também parece ser bem ligado em medicina, tendo em vista a quantidade de séries que se passam em hospitais. “Nip/Tuck”, sobre cirurgia plástica, é um caso famoso. Já no campo dos hospitais psiquiátricos, podem-se citar as temporadas “Asylum” e “1984”, de “AHS”, além de “Ratched”.

LGBTQ+

Gay, Murphy dá espaço para a diversidade. O mundo paralelo de “Hollywood”, a cena vogue de NY em “Pose”, ou no filme “The Normal Heart”, sobre o início da epidemia de HIV. O segundo ano de “American Crime Story”, apesar de ter como tema o homicídio de Versace, também tem esse pano de fundo.

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E não para por aí. O elenco das produções dele é um time dos sonhos da representatividade. Sarah Paulson e Cynthia Nixon, lésbicas, fazem parte do primeiro escalão de “Ratched”. Em “The Boys on The Band”, atores gays são destaque.

Ainda em “Pose”, outros dois bons exemplos: Billy Porter, negro e homossexual, ganhador do Emmy de melhor ator dramático em 2019, e Angelica Ross, atriz trans, integrante da nona temporada de “American Horror Story”, confirmada no próximo ano do programa.



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