Cuiabanos mantêm procura por cirurgia plástica durante pandemia | HiperNotícias

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A pandemia de Covid-19 mudou a rotina dos cuiabanos em vários sentidos e diversas restrições foram adotadas para conter a disseminação do vírus. No entanto, a procura por cirurgias plásticas revelou que, mesmo diante de uma crise sem precedentes, a preocupação com a beleza não mudou.

Reprodução

 Márcio Morroni, cirurgião plástico.

“Em Cuiabá a procura já era maior do que em outras capitais, porque aqui as pessoas se preocupam mais com o bem-estar proporcionado pela cirurgia plástica, então os procedimentos se mantiveram com alta procura”, explicou o cirurgião plástico Márcio Morroni.

Segundo o médico, o momento de “pico” da Covid-19, entre maio e julho, coincidiu com o momento de maior fluxo nos consultórios de cirurgia plástica, entretanto seguindo uma determinação do Conselho Regional de Medicina (CRM), houve uma pausa. Contudo, após a liberação o fluxo se manteve estável porque foram adotados todos os procedimentos de segurança, inclusive no pré e pós-operatório.

“Nós só paramos quando houve determinação do Conselho Regional de Medicina (CRM), mas os pacientes queriam os procedimentos e os médicos estavam preparados”, garantiu o cirurgião.

Neste período, Morroni chegou a operar pessoas que tiveram a infecção por coronavírus. De acordo com o médico, o que foi analisado era a gravidade com que a Covid-19 se apresentou no paciente.

“O que a gente tem que avaliar é a gravidade da infecção. Tem pacientes que apresentam sequelas e isso é avaliado no pré-operatório por meio de exames e história clínica. Se uma tomografia do tórax indicar sequelas no pulmão, por exemplo, a cirurgia seria adiada”, esclareceu.

O médico também lembrou que, mesmo pessoas aparentemente saudáveis que pretendem fazer algum procedimento, passam por esses filtros de avaliação.  “Se uma pessoa apresenta falta de ar para subir uma escada, provavelmente a capacidade pulmonar dela não está boa para aguentar uma cirurgia”, comentou.

Os pacientes que tiveram quadros mais graves da Covid, no entanto, podem ter que esperar meses para realizar o procedimento dos sonhos.

“Os pacientes que tiveram histórico de UTI e comprometimento de pulmão, nós orientamos a esperar alguns meses. Voltar a fazer atividade física e gradativamente, de forma natural, a gente vai saber se a pessoa tem condições de realizar a cirurgia plástica”, disse.

Covid no pós-operatório

Reprodução

marcio morroni

 

Mesmo para o médico experiente, certas questões permanecem um mistério. Por se tratar de uma doença nova, ainda não existem estudos que demonstrem os efeitos de uma infecção por Covid-19 após realizar uma cirurgia plástica e nem conclusões de como isso pode afetar o resultado dos procedimentos.

“Existe um estudo europeu recente que mostrou que pacientes que fizeram cirurgias ortopédicas e depois adquiririam Covid tiveram desfechos desfavoráveis. Mas não é possível afirmar que foi o pós-operatório que agravou o quadro. Em relação à a cirurgia plástica, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) está catalogando esses casos, mas a princípio ainda não há estatísticas”, pontuou Morroni.

Por isso, o cirurgião reforça que os cuidados no pré e pós-operatório devem ser reforçados. Tirar os calçados ao entrar em casa e desinfetá-los com álcool líquido, higienizar constantemente as mãos, superfícies tocadas com frequência e compras, utilizar a máscara constantemente e, principalmente, adotar o isolamento social.

“Na maioria das vezes quando nós fazemos essa cirurgia plástica, o paciente tem que manter um relativo isolamento, restringir o contato a quem vai acompanhar no pós-operatorio, cerca de 7 a 10 dias antes” afirmou o médico, ressaltando que, nesse período, o paciente ainda passa por exames para verificar a imunidade.

No pós-operatório, as restrições são as mesmas e, conforme o cirurgião, alguns pacientes relutam em concordar com os termos.

“O paciente que vai fazer a cirurgia e acha que não vai conseguir cumprir com as restrições, eu oriento a não fazer. Sempre vai ter o que quer fazer que, em minha opinião, são a maioria, mas tem os que não concordam, que estão com medo, e que preferem esperar até depois do meio do ano que vem”, afirmou.

O médico ainda disse que não abre mão de uma última garantia: O termo de consentimento.

“Quando eu vou fazer uma cirurgia eu explico ao paciente que ainda estamos em uma pandemia e ele assina um termo de consentimento. Há o risco de infecção e se por um acaso ele isso vier a acontecer,  ele não pode dizer que não foi orientado”, asseverou, garantindo que a equipe médica toma todos os cuidados para que casos de infecção pelo vírus não aconteçam.

“Eu tenho que garantir a segurança dos meus clientes, então eu abro mão de muita coisa. Este não é um ano propicio para o lazer, temos que fazer escolhas”, considerou.

Perspectiva para 2021

Ainda que diante de algumas desistências por conta do coronavírus, Morroni lembrou que o cenário para os cirurgiões plásticos de Mato Grosso é bom. Isso porque a procura deve continuar em alta até meados de 2021, quando muitas pessoas esperam que o surto de Covid-19 já tenha passado.



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