Defesa de jovem que mutilou e matou irmão em ‘ritual’ pede exame de sanidade mental à Justiça | Sorocaba e Jundiaí

    0
    65

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    Ao G1, o advogado Joel Fernando Ribeiro de Oliveira informou que os fatos registrados no processo trazem elementos que levam a crer que Karina poderia não estar mentalmente apta.

    “O pedido foi feito pela defesa para que não seja julgada uma pessoa incapaz como sendo capaz”, diz.

    O juiz irá analisar o pedido e o Ministério Público também deve dar o parecer sobre a defesa e a possível instauração de incidente de insanidade.

    No caso, o laudo irá apontar se ela é considerada inimputável, quando, por doença psíquica, não pode punir a ré de acordo com o processo de execução penal.

    Em 6 de maio, o MP denunciou a ré por homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra o tio, ocultação de cadáver, alteração do local dos fatos e crime ambiental, por ter mordido um cachorro, que foi salvo por pessoas que flagraram a agressão.

    Ela foi presa em flagrante e aguarda o trâmite do processo na Justiça de São Roque. A detenta está na Penitenciária Feminina “Santa Maria Eufrásia Pelletier” de Tremembé (SP).

    Casa onde o crime ocorreu fica em um bairro afastado do centro — Foto: Matheus Fazolin/G1

    Casa onde o crime ocorreu fica em um bairro afastado do centro — Foto: Matheus Fazolin/G1

    Inicialmente, Karina, de 18 anos, confessou à Polícia Militar que asfixiou o irmão Maycon Aparecido da Silva Roque com um travesseiro, na casa da família, no bairro Gabriel Pizza.

    Depois que o menino já estava morto, segundo o boletim, ela contou que furou os olhos do menino, decepou e comeu o pênis, e ainda queimou os pés dele.

    O caso foi descoberto quando a mãe dos irmãos chegou em casa e foi impedida de entrar. A mulher chamou um cunhado, que arrombou a porta, encontrando o menino morto com sinais de tortura na casa e cercado por velas.

    A jovem foi contida pelo tio, que acabou atingido por uma pedrada na cabeça pela garota. Ela ainda chegou a morder o cão da família, que avançou nela enquanto era rendida pelo parente.

    Após ser encaminhada à delegacia, Karina permaneceu em silêncio, não confirmando a versão apresentada inicialmente à PM no local do crime.

    Na ocasião, vizinhos relataram terem ouvido “gritos de desespero” vindos da casa da família, no bairro Gabriel Pizza.

    À polícia, mãe e tio disseram que a jovem se dava bem com o irmão, porém começou a apresentar um “comportamento alterado” na semana do crime. A Polícia Civil de São Roque descartou a participação de mais pessoas no assassinato do menino.

    A mãe, Daniela Cordeiro da Silva, comentou sobre o caso em uma entrevista a uma rádio local. Questionada sobre a relação de Karina e Maycon, Daniela disse que, apesar de desentendimentos corriqueiros de irmãos, os dois trocavam carinhos e se davam bem.

    O corpo de Maycon foi velado e enterrado um dia após o crime, em 5 de abril, no Cemitério da Paz em São Roque.



    Fonte



    Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


    Lima & Santana Propaganda