Deputado Wilson Santiago, do PTB, e mais seis são denunciados pela PGR | Jornal Nacional

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    A Procuradoria-Geral da República denunciou, neste sábado (21), o deputado José Wilson Santiago, do PTB, e mais seis pessoas pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. A suspeita é de desvio de recursos de uma obra do sertão da Paraíba motivou uma operação da Polícia Federal no estado e também em Brasília.

    Os policiais federais fizeram buscas em endereços ligados ao deputado Wilson Santiago. Pela manhã, eles estiveram no gabinete dele na Câmara dos Deputados e saíram com malotes e um computador. Os agentes fizeram buscas na casa de Wilson Santiago em Brasília, onde apreenderam R$ 37 mil em dinheiro e documentos.

    Em João Pessoa, onde o deputado tem um apartamento, os policiais apreenderam mais documentos.

    A PF também agiu nos municípios de São João do Rio do Peixe e Uiraúna, no sertão da Paraíba. O prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, do PSDB, foi preso. Em uma foto, ele aparece acompanhado do deputado Wilson Santiago.

    Outras três pessoas foram presas preventivamente.

    A operação desse sábado foi autorizada pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a prisão preventiva do deputado Wilson Santiago, mas o ministro não aceitou. Celso de Mello determinou o afastamento do deputado da Câmara, mas como o processo corre em segredo de justiça, ainda não se sabe se o afastamento será imediato.

    Segundo a Procuradoria-Geral da República, o deputado Wilson Santiago e o prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, cometeram os crimes de organização criminosa e corrupção passiva. Eles são acusados de desviar dinheiro da construção de uma adutora, cujo valor total é de R$ 24,8 milhões. A investigação afirma que o deputado recebeu R$ 1,2 milhão e o prefeito cerca de R$ 630 mil.

    Além da delação e planilhas, a Polícia Federal apresentou uma foto feita numa ação controlada, que mostra o prefeito João Bosco Fernandes guardando R$ 25 mil na cueca. Segundo os investigadores, era dinheiro de propina destinado ao deputado Wilson Santiago.

    A defesa de Wilson Santiago afirmou que a operação teve como base informações de um delator que buscou se favorecer e criminalizar o trabalho do deputado. E que Wilson Santiago está à disposição da Justiça.

    A assessoria de João Bosco Nonato Fernandes afirmou que o prefeito não se recusou a colaborar com as investigações, que a defesa vai provar a inocência dele, mas só vai se pronunciar depois de acessar toda a investigação.



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