Dicas práticas de o que fazer para evitar a Covid-19 ao sair de casa

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Faz quase um ano que o novo coronavírus circula no mundo e, a princípio, ainda levaremos um tempo até que o risco seja vencido. Embora a orientação de ficar em casa sempre que possível permaneça, aos poucos as pessoas estão voltando a ocupar os espaços públicos. E isso exige cuidado.

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Antes de colocar o pé para fora, é importante que todos façam um check list de itens e comportamentos que precisam estar na ponta da língua para diminuir o risco de contaminação. Afinal, tomando como exemplo os países na Europa, especialmente a França e Espanha, a doença pode estar em queda hoje, mas voltar a crescer amanhã.

Check list

Alguns itens podem até ter se tornado obrigatórios nas bolsas e mochilas da população mundial neste ano, como o álcool em gel, mas vale sempre reforçar a importância de cada um.

Confira abaixo o check list de itens e comportamentos que não podem faltar ao sair de casa, de acordo com Claudia Nunes Duarte dos Santos, pesquisadora em viroses emergentes e chefe do laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas Fiocruz-Paraná e professora de pós-graduação da Universidade Federal do Paraná; e Plinio Trabasso, médico infectologista e professor associado do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Use a máscara

Como o uso da máscara vem sendo reforçado desde o início da pandemia, pode ser cansativo receber orientações por longos meses. Mas é justamente nesses momentos de cansaço que o erro acaba surgindo e, com ele, o risco de contaminação ou de transmissão do Sars-CoV-2.

Sendo assim, de forma direta: o item não deve sair do rosto (cobrindo boca e nariz) na maior parte do tempo. A retirada só é permitida na hora de comer ou beber, e apenas nesses momentos. Se, depois da refeição, quiser conversar com um amigo, a pesquisadora em viroses emergentes é clara: cubra o rosto novamente, com uma máscara nova.

“Ela não é um acessório, mas um EPI, um equipamento de proteção individual. Não é enfeite, não é para ficar bonito, mas é um equipamento, que precisa ser usado o tempo todo e tem que ser tratado como potencialmente infectado. Não pode colocar a máscara no bolso ou em cima da mesa, porque pode contaminar, e é preciso cuidado na hora de tirar do rosto”, explica Claudia dos Santos.

O passo a passo para esse processo:

  • 1º Higienize as mãos lavando com água e sabão ou álcool em gel;
  • 2º Retire a máscara com as duas mãos, pelo elástico;
  • 3º Guarde a máscara dentro de um saco plástico e, então, dentro da bolsa, sem contato com outros itens;
  • 4º Higienize as mãos novamente, pois ela pode estar contaminada da máscara. Lembre-se sempre de tratar o item como potencialmente contaminado;
  • 5º Antes de colocar a nova máscara, higienize as mãos.

“Não pode ser qualquer máscara. Há pessoas que colocam um lenço em cima da blusa e usam como máscara, isso não pode. Devem ser usadas máscaras que sejam manufaturadas com mais um tipo de tecido, como algodão e seda, por exemplo, com várias camadas”, reforça.

Higienize as mãos sempre

Levar um frasco de álcool em gel aonde for é uma medida que, segundo o médico infectologista Plinio Trabasso, nunca será exagerada.

“Este produto será utilizado na maioria das situações onde a higiene das mãos está indicada. E a higiene das mãos é a medida mais eficaz na prevenção de doenças de uma forma geral, visto que protege a pessoa independentemente do modo de transmissão da doença”, explica o médico.

Além da praticidade, o álcool em gel deve ser usado sempre que a mão encostar em itens potencialmente contaminados, como a máscara ou superfícies. Por exemplo, em um restaurante, ao ar livre ou próximo de uma janela, antes de começar a comer, higienize as mãos. E, feita a refeição, higienize novamente.

Escolha o ambiente aberto e fique dois metros longe

Combinou de ver amigos em um restaurante? Prefira aqueles com mesas e cadeiras em uma área externa, de preferência bem ventilada, e com espaço entre as pessoas. Se o encontro for na casa de alguém, as janelas devem estar abertas e o ambiente deve estar o mais ventilado possível.

De acordo com a pesquisadora, independentemente da abertura das janelas e da circulação do ar, o distanciamento entre as pessoas deve ser mantido. “Quando for sentar à mesa, sente-se em uma posição que não fique um diretamente em frente ao outro, mas na diagonal, porque ao comer e falar, a pessoa expele gotículas, que podem conter o vírus”, explica a pesquisadora Claudia dos Santos.

É importante evitar também o uso do ar condicionado, visto que a disseminação das partículas do vírus por esse equipamento foi identificada em um estudo chinês, embora a conclusão ainda não seja clara. “Existem muitos riscos, particularmente relacionados aos sistemas de ar condicionado central, que podem estar contaminados, e não tem como saber se sim ou não. O melhor é deixar o ar condicionado desligado e abrir as janelas, mas nem sempre isso é possível (devido a crianças ou animais, por exemplo, então o risco de queda pela janela tem que ser levado em consideração e, claro, não deve-se abrir as janelas)”, destaca o médico infectologista Plinio Trabasso.

Não caia na história do “eu já tive”

Mesmo que você já tenha sido contaminado pelo Sars-CoV-2 em algum momento da pandemia, ou algum amigo que use essa informação como desculpa para encontrar todo mundo sem as medidas de segurança (máscara e distanciamento), não há garantias. Aos poucos vemos os casos de reinfecção da Covid-19 surgirem no mundo e, embora o número seja pequeno, há pessoas que, na segunda infecção, permaneceram assintomáticas.

Os testes rápidos, ou sorológicos, que verificam se aquele organismo produziu anticorpos contra o Sars-CoV-2 (o que indicaria se a pessoa teve contato com o vírus em algum momento) não são totalmente confiáveis, como lembra a pesquisadora. “Eles não permitem afirmar com certeza se você já teve ou se já está imunizado. Eles dão muito erro. É uma bobagem as pessoas se testarem, além de ser um teste caro, e não permite tomar uma decisão. Não existe essa ideia de passaporte de imunidade, porque esses testes rápidos não permitem esse tipo de conclusão”, explica.

Com relação aos testes padrão ouro, os chamados RT-PCR, que verificam a presença do vírus a partir de uma coleta por swab pelo nariz da pessoa, os resultados podem ser mais confiáveis, porém são limitados no tempo. “Você testa hoje e sai do laboratório com um resultado negativo. Entra no carro do motorista de aplicativo e se contamina. O teste ter dado negativo não garante que você está imunizado. A pessoa testa positivo ou negativo naquele momento. Duas horas depois, pode ser contaminado. A não ser que você seja testado a cada três dias, o que eu não recomendo porque não é um exame confortável”, argumenta Claudia.

Calcule sempre a aglomeração do ambiente

Uma das principais preocupações de quem precisa sair de casa para ir a um local público, por exemplo, deve ser evitar a aglomeração. Isso significa, na prática, pensar na quantidade de pessoas que estarão em um ambiente, no distanciamento entre elas (é possível manter-se dois metros distante de todo mundo?) e se será um local aberto ou fechado.

De acordo com o médico infectologista, de forma geral, espaços abertos representam risco moderado para a transmissão, enquanto que os espaços fechados são de alto risco. “Em ambientes fechados, o uso da máscara e o distanciamento social é fundamental e deve ser seguido rigorosamente. Em ambientes abertos, também devem ser seguidas as mesmas recomendações, lembrando apenas que o risco potencial é ligeiramente menor”, destaca Trabasso.

Se for necessário fazer uma viagem para outra cidade, e se precisar ficar em um hotel, ainda que esses locais tenham reduzido a quantidade de hóspedes permitida, alguns cuidados precisam ser tomados. Para começar, evite o uso do elevador.

“O elevador é um local ideal [para a contaminação]. É fechado, tem muita gente andando para cima e para baixo, não tem ventilação. E isso vale para qualquer local fechado, não só o elevador”, cita Claudia.

Deve-se ter cuidado, também, na hora de interagir com outras pessoas, como os funcionários do hotel. Manter distância, sempre usar a máscara e higienizar as mãos com frequência. “A situação que vivemos hoje ainda é muito complicado sair, mas tem pessoas que precisam, por várias razões. Vale muito o bom senso e se basear em informações confiáveis, não nas fake news que circulam pelas redes sociais”, destaca a pesquisadora.

Locais arriscados

A Associação Médica do Texas montou uma tabela de locais e situações de acordo com o risco que representam para a transmissão e contaminação do Sars-CoV-2. Confira abaixo:

Baixo risco

  • Abrir cartas, correspondência;
  • Pedir comida de restaurantes;
  • Abastecer o carro;
  • Jogar tênis;
  • Acampar.

Risco baixo a moderado

  • Fazer compras no mercado;
  • Caminhar, correr, andar de bicicleta com outras pessoas;
  • Jogar golf;
  • Hospedar-se em hotel por duas noites;
  • Ficar em uma sala de espera do consultório médico;
  • Visitar a biblioteca ou o museu;
  • Comer em um restaurante (na parte externa);
  • Caminhar no centro da cidade, com aglomeração;
  • Passar uma hora no parquinho.

Risco moderado

  • Jantar na casa de outra pessoa;
  • Ir a um churrasco no quintal;
  • Ir à praia;
  • Fazer compras no shopping;
  • Mandar as crianças para escola, creche ou acampamento;
  • Trabalhar uma semana em um prédio comercial;
  • Nadar em uma piscina pública;
  • Visitar um idoso na sua casa.

Risco moderado a alto

  • Ir ao salão de beleza ou barbearia;
  • Comer em um restaurante (na parte interna);
  • Ir a um casamento ou funeral;
  • Viajar de avião;
  • Jogar basquete;
  • Jogar futebol;
  • Abraçar ou cumprimentar com as mãos um amigo.

Alto risco

  • Comer em um buffet;
  • Exercitar-se em uma academia;
  • Ir a um parque de diversão;
  • Ir ao cinema;
  • Ir a um show;
  • Ir ao estádio;
  • Eventos religiosos com mais de 500 pessoas;
  • Ir ao bar.



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