Eles não são fofinhos! Conheça os riscos da obesidade canina e saiba como combatê-la – Jornal CORREIO

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Nina passa por avaliação para tratar obesidade (Foto: Divulgação)

O morta-fome do Bob Wilson, um buldogue inglês cabra da peste, não guenta ver pizza e já pede um pedaço da borda. A labradora Maria Nina começa a babar, latir e balançar o rabo quando sente cheiro de pão. A shih tzu Luna fica doida quando abrem um pacote de biscoito em casa. E eu? Bem, eu gosto mesmo é de salsicha!    

E como fazemos para, de vez em quando, provar alguma dessas guloseimas feitas para humanos? Fácil! Nossos tutores não resistem a nossas caras de pidões. Parece engraçado, mas, nessa brincadeira de comer um petisco aqui e outro ali, nossa saúde vai pro brejo. Estamos todos, nós quatro, de dieta! Por isso, o assunto hoje é sério, seu cabras!     

O sobrepeso e a obesidade são dois dos males mais recorrentes na espécie canina. Estima-se que 40% dos cães estão acima do peso ideal. Os tutores, que muitas vezes acham seus cães “fofinhos”, não imaginam a quantidade de problemas que isso pode acarretar. Com 42Kg, Nina desenvolveu uma doença clássica para a raça: a displasia coxofemoral, que causa umas dores do cabrunco nas articulações. Tanto que iniciou um programa de emagrecimento e tem como meta chegar a 35Kg. Força, cabrinha!

Antes da dieta rigorosa, Lucas sempre cedeu ao apetite de Nina (Foto: Divulgação)

Nina faz o tipo pidona!

“Desde filhote tem problemas com comida. Não aguentava sentir um cheiro diferente. Começava a latir, babar e até chorar. Só parava depois que eu desse um pedaço”, conta o empresário Lucas Martins, 27 anos, tutor da labradora.

“Quando ela sente o cheiro de pão parece que liga um botão de 220 volts”, entrega Lucas, que ultimamente cortou todos os “agrados ruins”. “Estou ensinando ela a gostar de outros tipos de agrado como cenoura, que ela come três vezes por semana”.

Recentemente, Nina passou por avaliação da veterinária Alessandra Monnet, que além de receitar exames laboratoriais como hemograma, bioquímicos, colesterol e triglicérides, elaborou uma dieta balanceada com ração para cães obesos e alguns alimentos naturais. “Entramos com a dieta e com protetores articulares para recuperar as articulações. Quase não estava aguentando andar”, explica Alessandra.

Qualidade de vida

O sobrepeso pode impactar diretamente na qualidade de vida e longevidade do animal. Para ser identificada (e evitada), é preciso consultar um veterinário de confiança e fazer check-ups periódicos. Algumas raças, como os buldogues, os pugs e os goldens retrievers, têm tendência a engordar. Bob Wilson estava atingindo a obesidade quando sua tutora tomou providências.

Gabriela e o faminto Bob Wilson: lascas de borda de pizza (Foto: Divulgação)

“Eles (os buldogues) são muito famintos. Vamos começar a dar a ração ligth”, diz a “mãe” de Bob, a médica Gabriela Cerqueira, 26 anos. Apesar de Bob comer ração desde o início, Gabriela admite que sempre mediu a quantidade no “olhômetro”. “Agora vamos ter que regular isso, pesar direitinho”.

“Lá em casa o povo dá uma viciada nele. Ele ama casquinha de pizza e o povo sempre dá. A gente deu uma vacilada. Ele tá no limite do peso!”, confirma Gabriela.

Bob agora vai cair de boca na ração ligth (Foto: Divulgação) 

Como se pode ver, produtos como rações ligth e para cães obesos são opções. A questão é que, para além de mudar a ração, a dieta não deve ser aleatória. O veterinário deve fazer um plano que indique a quantidade e o tipo de ração mais adequada para cada caso. “É preciso respeitar a condição corporal do cachorro para não exagerar no processo de emagrecimento”, alerta Dra. Alessandra.

Alimentação natural

Além de fazer ajustes na dieta, o veterinário também pode mudar o tipo de alimentação. Uma das alternativas que tem ganhado força é a alimentação natural, que também pode contribuir para reduzir o sobrepeso. Também aí cada caso é um caso e o ideal é buscar um especialista em nutrição.

A alimentação não é o único fator a contribuir para o sobrepeso ou obesidade. Muitas vezes o animal sofre problemas endócrinos silenciosos como o hipotireoidismo ou síndrome de cushing. Há também casos como o de Luna, em que o sobrepeso foi causado pelo uso de medicação.

“Ela tomou corticoide boa parte da vida, o que aumentou não só o peso como o apetite”, explica Alessandra, que é a própria tutora da cachorrinha. Luna tinha colesterol alto e mancava por conta da sobrecarga nas articulações. A shitzu também venceu a luta contra a balança e passou de 9Kg para 6Kg, uma redução significativa para um cão de pequeno porte.

Lampião inicia Programa de Emagrecimento

Nem o rei do cãogaço está livre das gordurinhas a mais! Esta semana dei início ao Programa de Emagrecimento do Cãogaceiro. Tenho tido dificuldades para caminhar, o cansaço nos passeios é cada vez mais evidente e a minha pança só faz crescer. Vão lá no Instagram @lampiãocaogaceiro e acompanhem como tenho me esforçado para mudar a alimentação, manter a atividade física e fugir do sobrepeso (estou quase obeso).

Rotina de exercícios

Identificado o problema do sobrepeso, é preciso, além de seguir uma dieta, realizar exercícios físicos. Há uma série de iniciativas que podem alterar a rotina do seu animal e torna-lo mais saudável: 

Caminhadas diárias devem fazer parte do programa de emagrecimento (Foto: Divulgação)

– Passear ao menos duas vezes ao dia é importante para os cães. Os passeios favorecem o fortalecimento da musculatura, melhora o metabolismo e reduz o excesso de tecido adiposo.

– Se o cachorro não tem costume de fazer passeios, comece aos poucos, com pequenas caminhadas e vá aumentando a distância e a velocidade. Não há um limite de tempo determinado para as caminhadas. Tente sentir o limite do animal para que não traga prejuízos para a articulação.

– Brincadeiras dentro de casa (com bolinha e outros brinquedos) também ajudam bastante.

– Passe a alimentar o seu Pet de forma ativa. Hoje o mercado tem uma infinidade de brinquedos que estimulam a movimentação e a caça enquanto o cachorro come.

Principais consequências da obesidade:

Problemas cardíacos – Maior pressão no coração, colesterol e triglicérides, que podem ser fatais

Sobrecarga nas articulações – Artrites e displasias

Problemas respiratórios – Cão fica mais ofegante porque pulmões têm menos capacidade de encher de ar

Diabetes – Animal pode ter que tomar injeções diárias de insulina e desenvolver doenças que causem cegueira

Tumores – Aumenta as chances de câncer

Problemas gastrointestinais – Diarreia

Como identificar que seu cão está com sobrepeso?

A obesidade canina é definida como excesso de gordura corporal suficiente para prejudicar as funções normais do organismo. Mas, como você pode desconfiar que seu cão está com sobrepeso. Formada na Unime e cursando pós graduação na Faculdade Anclivepa de São Paulo, a veterinária Fernanda Almeida diz que é preciso avaliar o cão observando-o de cima para baixo e depois tocando-o nas costelas, dorso e início da cauda. “Devemos visualizar a cintura com clareza, as costelas devem ser pouco visíveis, mas sentidas facilmente”, ensina.

“Se a barriguinha estiver muito proeminente, associada a gordura no dorso ou no início da cauda, muito provavelmente seu pet está com excesso de peso acima de 30% do ideal”.

Bem Pet Store debate alimentação saudável e obesidade canina no Shopping Barra

A loja Bem Pet Store, no Shopping Barra, organiza neste sábado (27) um debate justamente sobre alimentação saudável e obesidade. Duas veterinárias nutricionistas convidadas estarão no Bem Pet Meeting, no piso L1-Norte, em frente à Bem Pet Store. Se liguem no card abaixo. 



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