Enem 2019: hora de enfrentar as primeiras provas

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Na vspera dos testes, professores sugerem que o candidato durma bem e realize atividades tranquilas e prazerosas. (Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP.)

Chegou o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. As provas da avaliação que dá acesso às principais universidades do país acontecem neste domingo e no próximo dia 10. Atualmente, o exame é usado para a seleção de estudantes em cerca de 130 instituições públicas brasileiras, além das particulares e de universidades de outros países, como Portugal.

Em Pernambuco, 275 mil candidatos se inscreveram para a avaliação, entre eles Débora Dantas, a estudante que perdeu o couro cabeludo em um acidente de kart. As provas serão aplicadas em 584 locais espalhados por 80 municípios pernambucanos, além de Fernando de Noronha. Ao todo, serão 7.846 salas com a realização do teste no estado. A maior concentração dos estudantes será no Recife, onde estão 62 mil inscritos.

Na primeira etapa da maratona de questões, os candidatos vão encarar as provas de ciências humanas – onde serão testados os conhecimentos dos estudantes em história, geografia, filosofia e sociologia –; linguagens, com questões de língua portuguesa, artes visuais, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol), além da prova que costuma ser uma das mais esperada entre os feras: redação. A aplicação terá cinco horas e meia de duração.

Para a véspera e o dia do Enem, o conselho das psicólogas do Colégio Núcleo Soraya Matos e Adak Silva é dormir bem, ter uma alimentação saudável, realizar atividades tranquilas e prazerosas, além de praticar exercícios físicos leves, como caminhada. “No dia da prova, o ideal é acordar, fazer uma prática de meditação – há aplicativos gratuitos e vídeos disponíveis na internet com sessões guiadas – e ter uma refeição satisfatória, mas sem alimentos pesados”, pontua Soraya.

O candidato deve ainda organizar os itens que vai usar nas provas, como documento, canetas, lanche e roupa, no sábado. “O lanche pode ser chocolate e frutas, lembrando de evitar as cítricas. É fundamental também levar água. No domingo, a indicação é chegar ao local de prova com 40 ou 30 minutos de antecedência”, afirma Adak. Neste fim de semana, segundo as psicólogas, os feras devem evitar as redes sociais. “Postagens na internet podem causar ansiedade e estresse em quem vai participar do exame. Para as famílias, o conselho é evitar comparações e cobranças nestes dois dias. É hora de apoiar o estudante e incentivá-lo com palavras positivas”, completa Soraya.

Quando estiverem na sala onde farão as provas, o candidato deve respirar de forma ordenada antes de começar a responder as questões. “Comece pelas questões mais fáceis e deixe um tempo adequado (cerca de 30 minutos) para preencher o gabarito. Ao terminar as provas, evite comentar as respostas e se comparar com outros candidatos”, enfatiza Adak. “Se for possível, antes de começar a prova, alongue as pernas e os braços”, finaliza Soraya.

Sistema de correção identifica chutes

Entender o método de correção das provas do Enem é fundamental para a estratégia dos candidatos. Isso porque o sistema de avaliação divide a prova em diferentes graus de dificuldade e identifica os chutes. Adotada pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1995, a Teoria da Resposta ao Item (TRI) também é aplicada em todos os países que participam do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o principal teste educacional do mundo.

A teoria classifica as questões em fáceis, medianas e difíceis baseada em um modelo matemático. Para avaliar se as respostas estão coerentes com o desempenho no restante da prova, a TRI usa três critérios. Entre esses parâmetros, estão a discriminação, que verifica se o participante domina ou não o assunto da questão; o grau de dificuldade, que permite avaliar os estudantes em diferentes níveis de conhecimento; e a possibilidade de acerto ao acaso. É esperado que o estudante acerte uma maior quantidade de itens fáceis, seguidos de medianos e difíceis. Caso contrário, a TRI considera que houve “chute”, e a nota final será menor.

Outra característica da TRI é a escala criada pelo Inep, especialmente para o Enem, que tem como objetivo medir o conhecimento do participante nas quatro áreas. Todas as notas são calculadas dependendo do valor de referência, que representa o desempenho apresentado no ano anterior pelos concluintes do ensino médio da rede pública e o valor de dispersão, que diz respeito a uma medida de variabilidade média das notas desses concluintes em relação ao desempenho médio geral.

O cálculo das notas segue seis etapas que exigem tripla conferência envolvendo especialistas em estatística, matemática e psicometria. A única prova que não segue o método é a de redação, já que é dissertativa e avalia o candidato em cinco competências.



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