Equipa do CHUC em missão cirúrgica humanitária em Moçambique 

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De 15 a 23 de novembro de 2019, uma equipa formada por elementos do Centro de Cirurgia Cardiotorácica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, deslocou-se a Maputo – Moçambique, em mais uma missão cirúrgica humanitária. 

Cirurgiões: Manuel J. Antunes e David Prieto. Enfermeiros: Eugénia Figueiredo, Ricardo Simões e José António Ferreira.Perfusionista: Catarina Lopes

Esta missão, realizada no Instituto do Coração de Maputo, foi dirigida para o tratamento cirúrgico da patologia valvular cardíaca de origem reumática e foi a 20ª missão anual consecutiva desde que o Instituto, criado sob os auspícios das Cadeias de Esperança do Reino Unido, de França e de Portugal, foi inaugurado em junho de 2001.

Os seis elementos da equipa, liderados por Manuel J. Antunes, participaram de forma voluntária e gratuita e, além da cirurgia, prestaram formação específica ao pessoal clínico pertencente ao Instituto.

A missão contou com o apoio e o trabalho dos elementos do próprio Instituto, nomeadamente dos seus cardiologistas, do seu pessoal técnico e de enfermagem.

Manuel Antunes, chefe de missão e presidente da Cadeia Esperança Portugal, conta-nos que “o grupo de missão partiu de Lisboa ao início da noite de sexta-feira, dia 15 de novembro e chegou a Maputo cerca das 7:30 horas da manhã do dia seguinte, tendo-se dirigido diretamente para o Instituto do Coração. Reuniu-se com a equipa médica local para proceder à seleção e preparação dos doentes e para a preparação do bloco operatório e da unidade de cuidados intensivos. Foram apresentados e reavaliados clínica e imagiologicamente pela equipa médica, 20 doentes, na grande maioria crianças e jovens com necessidade de intervenção.  

O trabalho cirúrgico iniciou-se ainda ao fim da manhã de sábado, dia 16 e prolongou-se até ao dia 23. Durante este período, foram realizadas 19 intervenções em 17 doentes.”

Manuel Antunes dá-nos também conta de que “pela primeira vez naquele Instituto, foi realizada uma cirurgia coronária híbrida numa doente adulta, um tipo de intervenção apenas realizado em centros de excelência. Nestas cirurgias participaram ativamente os elementos da equipa cirúrgica local, hoje já autónoma.”

Prossegue, Manuel Antunes, dizendo que “o pós-operatório destes doentes foi efetuado na unidade de cuidados intensivos, capacitada com oito camas, e na enfermaria, com disponibilidade suficiente de camas para os doentes operados. Diariamente, foi realizada a avaliação e seguimento clinico e os cuidados de enfermagem das crianças operadas, conjuntamente com a equipa médica e de enfermagem do Instituto.”

Todos os doentes tiveram pós-operatórios favoráveis e no momento de regresso da equipa de missão a Portugal, alguns já tinham tido alta hospitalar. 

Incluindo os doentes operados nesta missão, a equipa operou, até hoje, mais de 360 doentes, com uma taxa de sucesso superior a 99%.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra facilitou e apoiou a iniciativa, também com o fornecimento de algum material específico utilizado. 

Estas missões cirúrgicas têm sido organizadas e financiadas pela Cadeia de Esperança Portugal, com sede em Coimbra. 

 



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