Hospital Metropolitano é responsável por 90% das captações de órgãos no Pará

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Hospital Metropolitano incentiva a doação de órgãos e tecidosNa Semana Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, homenageou em um evento doadores e as famílias responsáveis pelas ações solidárias. O Hospital Metropolitano, unidade de saúde do Governo do Pará, é responsável por 90% das captações no Estado. Nos últimos quatro anos foram realizadas no Hospital 112 captações de rim, fígado, coração (válvulas cardíacas) e córneas.

Em números absolutos, as doações proporcionaram transplantes de 448 órgãos e 628 córneas. Apenas no ano passado, 43 usuários foram diagnosticados com morte encefálica. Desse total, 41 foram validados como potenciais doadores de órgãos e tecidos, cujas famílias foram entrevistadas para solicitação de captação. Dessas, 56% (mais da metade) não consentiram.

Fátima Albuquerque, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott), abriu a solenidade nesta quarta-feira (25), em alusão também ao Setembro Verde, que estimula a conscientização sobre a doação de órgãos. “Estamos celebrando o amor. Cada doador é sempre o amor de alguém: um filho, um cônjuge, um pai, uma mãe. E é nesse sentimento que as famílias decidiram que a vida não precisava terminar ali, e poderia continuar em outras pessoas”, contou a coordenadora.

O diálogo com familiares é uma das principais tarefas de quem trabalha na captação de órgãosDe acordo com a médica Ana Beltrão, responsável técnica pela Central Estadual de Transplantes do Pará (CET), o Hospital Metropolitano tem um papel importante no contexto de doação, porque mais de 10% das vítimas de trauma crânioencefálico (TCE) evoluem para morte encefálica. “É um processo complexo pela necessidade de pessoal capacitado para realizar o contato com as famílias desde o início da suspeita. Aqui, no HMUE, temos um terreno muito favorável pelo perfil de doadores decorrentes de acidentes de trânsito”, informou Ana Beltrão.

Critérios legais – A Lei 9.434, de 1997, dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo para transplante e tratamento, determinando que a captação só pode ocorrer após exames de triagem de infecção, conforme normas do Ministério da Saúde. A Lei também estabelece que a constatação de morte encefálica deve ser registrada por médicos não participantes da retirada e do transplante, mediante critérios definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A doação só é possível com autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até segundo grau. Esse fator também é um desafio, pois é necessário consenso familiar e, no momento de dor, há discordâncias quanto ao tema e a vontade do possível doador em vida.

Segundo Fátima Albuquerque, ainda há barreiras sociais que impedem o salvamento de vidas. A própria incompreensão sobre a morte encefálica no início do luto é um dos impedimentos, pois os familiares entendem que a vida só acaba quando o coração para de bater. “É um momento muito delicado, pois há um conflito entre a alegria de quem vai receber a doação e a tristeza de quem perde um ente querido. Em nossa experiência, para as famílias doadoras, com o tempo o ato se torna um conforto e uma continuidade da vida”, explicou.

A supervisora de Humanização, Natália Failache, destacou as ações desenvolvidas ao longo do mês de setembro para estimular a reflexão sobre a importância da doação. “Todas as noites, as luzes verdes na fachada da unidade são acesas. Além disso, estamos visitando instituições, levando a experiência do Metropolitano para fora da unidade. E na programação ainda teremos rodas de conversa e encenação do Teatro Humaniza, do hospital, sobre o tema”, disse Natália Failache.

Atendimentos – Referência no tratamento de média e alta complexidade em traumas e queimados para a região Norte, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de outros municípios do Pará e de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.



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