Índices de obesidade infantil aumentam todos os anos

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Foto: Pixabay

Um recente estudo divulgado pela Federação Mundial de Obesidade indicou que a cada ano aumentam os índices de obesidade infantil no mundo. A pesquisa estima que 268 milhões de crianças e adolescentes devam fazer parte deste número até o ano de 2025. 

A nefrologista pediátrica pela UNIFESP e diretora da MBA Pediatria, Dra. Maria Cristina Andrade, alerta para os riscos de doenças cardiovasculares e renais neste cenário. “Pessoas obesas ainda desenvolvem uma hiperfiltração compensatória para equilibrar seu metabolismo, gerando esforço dos rins com possibilidade de comprometimento crônico, por lesão ou perda da função”, explica Maria Cristina.

Ainda de acordo com a pesquisa, a partir do aumento da obesidade infantil já é possível prever cerca de 28 milhões de futuros hipertensos, 39 milhões de portadores de gordura no fígado e 4 milhões de portadores de diabete tipo 2.

Estas doenças renais crônicas não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Atualmente já existem mais de 120 mil indivíduos com a doença no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. 

Segundo a nutricionista da MBA Pediatria, Renata Lopes, a obesidade vem se dando cada vez mais cedo, ainda em bebês, e muito em função de ainda existir o mito de que criança gordinha e cheia de dobras é saudável. “Os parâmetros saudáveis são aqueles que estabelecem um equilíbrio entre peso e altura e que são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde, devendo ser analisados em consultas de rotina com o pediatra”.

Bebês macrossômicos

A nutricionista ainda alerta para o caso de bebês nascidos com mais de 4 quilos, fruto de obesidade ou diabetes gestacional da mãe. “É importante tratar a obesidade infantil como uma epidemia mundial, tendo a ciência de que ela pode ser prevenida e combatida”, afirma a nutricionista, orientando que as futuras mães façam um pré-natal de nutrição equilibrada para evitar o excesso de peso para elas e seus filhos.

E para as crianças que já estão com o quadro de obesidade configurado, doutora Maria Cristina destaca a importância de uma atenção multidisciplinar para que elas possam reestruturar hábitos, como alimentação saudável e atividades físicas regulares, considerando que quanto mais cedo elas iniciarem, mais fácil será a adesão e manutenção destes. “É a fase em que elas oferecem menos resistência ao novo e mais abertura para seguirem com a rotina proposta”.



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