Jovem deixa cadeia após ficar um ano presa por golpe de ‘falso’ namorado | Santos e Região

    0
    44

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    Após ficar um ano e três meses na cadeia sob a acusação de tráfico de drogas, uma jovem de 22 anos foi absolvida e colocada em liberdade. Estudante de classe média e moradora em Guarujá, no litoral de São Paulo, ela foi presa em flagrante após aceitar ir com o namorado para Barueri em um carro de aplicativo. Na bagagem havia 29,7 quilos de cocaína. Ela alega que não sabia.

    “A história da minha cliente, infelizmente, é a mesma de outras jovens que confiam nos namorados sem conhecê-los direito. Ela foi usada para acompanhar o parceiro, porque um casal, em tese, não desperta tanta atenção. Porém, os policiais civis já possuíam informações sobre o transporte de cocaína que seria feito entre Guarujá e Barueri, interceptando o carro naquela cidade”, conta o advogado Armando de Mattos Júnior.

    O motorista contratado para a corrida também afirma desconhecer o conteúdo das duas bolsas que Bruno Gonçalves de Almeida, de 31 anos, namorado da jovem, colocou no porta-malas do carro. Nelas havia 15 tijolos de cocaína, totalizando os 29,7 quilos. A juíza Cyntia Menezes de Paula Straforini, da 1ª Vara Criminal de Barueri, julgou o processo no último dia 10 e condenou apenas Bruno.

    Além do motorista e da estudante negarem vínculo com o entorpecente apreendido, alegando que sequer sabiam de sua existência, Bruno admitiu ser o responsável pelo transporte da cocaína e inocentou os demais réus. A juíza condenou este acusado a seis anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado, negando-lhe a possibilidade de recorrer em liberdade.

    “Em relação aos demais corréus, a prova é frágil. O réu Bruno confessou a imputação (acusação) negando a participação dos demais”, fundamentou a magistrada. Em suas alegações finais, o Ministério Público também requereu a condenação da estudante e do motorista. O advogado Mattos Júnior e a defesa do homem vinculado ao aplicativo de transporte pediram a absolvição dos clientes por insuficiência de provas.

    Bruno tem passagem pelo crime de receptação e mora no Distrito de Vicente de Carvalho, onde também reside o motorista de aplicativo. À época da prisão em flagrante, ele vivia em união estável com outra mulher e a filha do casal. No dia 10 de abril de 2019, ele contratou uma corrida para Barueri por R$ 300 e pediu para a namorada acompanhá-lo, dizendo que seria um “bate-volta”, sem revelar maiores detalhes.

    Naquela ocasião, a jovem namorava com Bruno há três meses e não desconfiou de nada. Em juízo, ela afirmou que achou “normal” o convite. Porém, quando policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) interceptaram o automóvel em uma estrada de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, e acharam os quase 30 quilos de cocaína, a reação da estudante foi outra.

    De acordo com ela, quando já estava presa nas dependências do Deic, na Zona Norte de São Paulo, percebeu o motorista de aplicativo “chocado”, evidenciando o seu desconhecimento quanto à bagagem ilícita colocada no porta-malas por Bruno. A jovem também declarou em seu interrogatório que o namorado lhe pediu desculpas após ela dizer “você acabou com a minha vida”, já que ele apenas a usou enquanto tinha uma outra relação.

    Bruno negou ser o dono da cocaína, mas confessou que aceitou proposta para levá-la a Barueri devido a dificuldades econômicas. Pelo serviço, ganharia R$ 5 mil, mas só lhe pagaram adiantado R$ 500, dos quais gastou R$ 300 com a corrida. Não foram identificados os fornecedores e os destinatários da droga. O namorado da estudante disse que não a informou sobre o que faria em Barueri e ela não perguntou.

    O alvará de soltura da jovem foi cumprido na segunda-feira (10). Ela estava presa no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino de Franco da Rocha. O motorista de aplicativo também foi liberado na mesma data do CDP de Itapecerica de Serra. Recolhido no CDP I de Osasco, Bruno deve ser transferido para uma penitenciária em virtude da condenação, da qual ainda pode recorrer.



    Fonte



    Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


    Lima & Santana Propaganda