Médica fazia operação quando incêndio no Hospital Badim começou | Rio de Janeiro

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Quando o fogo começou no Hospital Badim, no Maracanã, na noite desta quinta-feira (12), a Dra. Narayana Serpa estava terminando de fazer uma cirurgia. O procedimento começou na unidade e terminou na Quinta D’or, em São Cristóvão.

“Foi um susto muito grande. Estava sem saber o que estava acontecendo e de repente informaram que o hospital estava pegando fogo”, disse a médica.

A cirurgia plástica foi finalizada com sucesso e a paciente teve alta nesta sexta-feira (13).

“A gente imediatamente começou a agilizar a remoção. Ela estava entubada sob anestesia geral. [A gente] providenciou para tirar o tubo na remoção. A gente desceu pela escada de emergência com a paciente já acordando. Quando a gente saiu já tinha bastante fumaça”, relatou Narayana.

Alguns pacientes do hospital não tinham médicos por perto no momento do incêndio, como a senhora Jovelina, de 67 anos, que estava com o fêmur quebrado. Sem poder se mexer, ela inalou muita fumaça. Bombeiros conseguiram resgatar a senhora depois de um pedido da filha.

Kátia, filha de Jovelina, conseguiu falar com a mãe pelo telefone e notou que ela estava abalada.

“Eu tentei entrar em contato e consegui falar com ela, mas ela já estava bem debilitada. Não conseguia respirar e só tinha fumaça. Ela sozinha, com a fratura de femur, não tinha como se locomover. Eu fiquei sem chão porque já estava chegando em Campo Grande e não tinha como fazer nada”, disse Kátia, emocionada.

O senhor Sérgio tinha acabado de passar por uma cirurgia do coração. No dia do incêndio, faziam dois dias da operação. A filha Luciane contou ao RJ2 que ele estava com fios pelo corpo.

“Ele está cheio de fios, a femoral aberta, a jugular cheio de fios. A gente se sente de mãos atadas, não tem muito o que fazer na hora”, relatou Luciane.

A neta Thamires contou que o cenário da tragédia lembrava uma guerra.

“Parecia realmente que estava ocorrendo uma guerra no meio da rua, muita ambulância, os médicos correndo, os funcionários passando mal na rua por causa da inalação de fumaça”, disse Thamires.

Durante os minutos de desespero, Rômulo tentou socorrer a espoca, mas não conseguiu entrar no hospital. Quem ajudou a salvar a sua mulher foi um amigo dele.

“Eu estava num desespero querendo entrar [no hospital], mas não havia condições. Eu preferi, depositei toda minha confiança no meu amigo que estava lá e ele conseguiu salvar ela”, lembrou Rômulo, visivelmente abalado.

Cada paciente, funcionário e acompanhante tentava escapar do fogo e fumaça dentro das possibilidades. A cuidadora de idosos, Gigiane dos Santos, mandou um áudio paro o marido em um momento de desespero pedindo ajuda.

Gigiane dos Santos acompanhava paciente e tentou fugir usando uma corda feita de lençóis — Foto: Reprodução/TV Globo

Gigiane dos Santos acompanhava paciente e tentou fugir usando uma corda feita de lençóis — Foto: Reprodução/TV Globo

“O hospital que eu estava tomando conta de uma senhora está pegando fogo. Eu tentei pular do terceiro andar, estou toda quebrada no chão, no Badim aqui no Maracanã. Pelo amor de deus, me ajuda”, diz o áudio.

Lençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV GloboLençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Lençóis amarrados na janela do Hospital Badim, que pegou fogo no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

E aos 75 anos, a paciente Maria passou o pior dia de sua vida. Ela levantou do leito em que estava sozinha e desceu as escoadas sem ajuda de ninguém.

“Chegou uma hora que eu não tive respiração, nem tive voz para gritar. Sai procurando saída, mas eu não conhecia a saída. Se eu não levanto, não estaria viva agora. Foi uma cena muito terrível, nunca imaginei de passar um sufoco tão grande que eu passei. Graças a Deus eu estou aqui contando a história”, relatou Maria.

INCÊNDIO NO HOSPITAL BADIM



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