Moradores de Botafogo reclamam da retirada de árvores no Mirante do Pasmado; veja antes e depois | Rio de Janeiro

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    A retirada de uma grande área verde com o corte de árvores no Mirante do Pasmado, em Botafogo, Zona Sul do Rio, causou indignação em muitos moradores da região. Eles mostraram nas redes sociais a transformação que ocorreu no local, por parte da prefeitura, em menos de um mês, segundo os relatos.

    Protestos e um abaixo-assinado chegaram a ser feitos para coibir a retirada das árvores. O assunto foi discutido pelo Comitê Gestor do Iphan, mas o órgão deu aval para a revitalização proposta pela prefeitura do Rio. O local vai abrigar o Memorial do Holocausto, previsto para ser inaugurado em dezembro.

    Do apartamento onde mora, a advogada Rafaela Lobato consegue ver o mirante. Ela contou que a retirada da vegetação ocorreu em agosto, de bem forma rápida, e que causou descontentamento em muitas pessoas da região.

    “Aconteceu tudo de uma forma muito rápida, em uma semana a área já estava desmatada. Moro bem em frente, minha vista dá direto para o Pasmado, espaço com proteção ambiental. Muitas pessoas ficaram indignadas. A prefeitura quer construir um memorial do Holocausto com mais destruição? Isso não faz sentido”, ressaltou Rafaela.

    Moradora de Botafogo registra transformação do Mirante do Pasmado após desmatamento

    O empresário Erick Valentim, que trabalha em Botafogo, revelou que moradores e comerciantes decidiram fazer alguns protestos contra a remoção da vegetação, mas que não adiantou .

    “A gente fica chateado, né? Uma área grande verde desmatada. Por mais que façam plantio novamente, quanto tempo vai demorar para ter uma vegetação como antes? E a gente fica na dúvida se realmente vão replantar toda aquela extensão”, comentou Erick.

    Antes e depois da retirada das árvores do Mirante do Pasmado — Foto: Reprodução

    Procurada pelo G1, a prefeitura informou que no dia 3 de julho anunciou o início de um plano de requalificação ambiental do Parque Yitzhak Rabin, no Morro do Pasmado. O plano, segundo a prefeitura, prevê a criação de uma trilha e de novos bosques no entorno do Memorial do Holocausto.

    Ainda segundo a prefeitura, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai restaurar toda a flora no topo do Morro do Pasmado (veja nota na íntegra).

    “A revitalização do local inclui a criação dos Bosques das Oliveiras e de Israel numa área de 200 metros quadrados onde serão plantadas mudas de Oliveira, Tamareira, Figueira e Cedro do Líbano. A nova área também terá uma trilha de 500 metros de extensão partindo da entrada do Parque Yitzhak Rabin, no Bosque das Oliveiras, contornando o morro pela face sul, até o novo Bosque de Israel.

    O projeto de requalificação criado pela Coordenadoria de Áreas Verdes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai restaurar ainda toda a flora no topo do Morro do Pasmado, com o plantio de mudas de Ipês, Pau Brasil, Palmito, Peroba, Cedro, Pitanga, Araçá, Bromélias, Orquídeas, e Buganvile, entre outras. Toda a vegetação rasteira do local, considerada exótica, está sendo removida e no lugar serão replantadas mudas de vegetação herbácea. Ao todo, serão replantadas mais de 7 mil mudas de espécies nativas”.

    Frutos paisagísticos em 10 anos

    Para o especialista Roberto Anderson, arquiteto e professor da PUC Rio, a discussão sobre a retirada da vegetação gira em torno da interferência na paisagem. Na opinião dele, a intervenção não gerou um desmatamento significativo.

    “Não acredito que aquela área seja de vegetação nativa, pois já foi mexida algumas vezes. A questão é até que ponto as mudanças influenciam na paisagem do local. Foi isso que movimentou as redes sociais, os protestos e o abaixo-assinado que fizeram contra a intervenção”, explicou o especialista.

    Roberto acredita que a proposta da prefeitura de aumentar a área verde na região, com plantio de novas mudas, possa trazer benefícios futuramente. Entretanto, ele ressalta que os frutos paisagísticos dessa ação só poderão ser vistos daqui a 10, 15 anos.

    “Todas as encostas são de preservação ambiental, mas houve uma licença especial para a construção do memorial. A proposta de aumentar a área verde pode ser boa. Lá em cima já tinha uma parte que servia como estacionamento, então pode ser bom ter uma vegetação nova ali. Mas os frutos paisagísticos vão demorar uns 10, 15 anos para aparecer”, acrescentou.



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