Moradores interrompem trânsito em rodovia do AP e pedem lombadas para evitar acidentes | Amapá

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    Problemas na segurança do trânsito na Rodovia JK e no fornecimento de energia elétrica no Igarapé da Fortaleza fizeram os moradores do distrito mobilizarem um protesto nesta sexta-feira (24). A comunidade, que fica entre os municípios de Macapá e Santana, na Região Metropolitana da capital, chegou a interromper o tráfego de veículos por cerca de 5 horas.

    No ato, houve queima de pneus e pedaços de madeira. Segundo a Polícia Militar (PM), que acompanhou o protesto, a situação foi resolvida por volta das 21h, com o retorno da energia e a liberação das duas pistas da rodovia, num trecho em que há escolas, moradias e uma feira com comércio de crustáceos, já próximo à entrada de Santana.

    “Identificamos engarrafamento extenso, nos dois sentidos. A crise foi solucionada com o diálogo com os membros da comunidade e fizemos um acordo de que tão logo a imprensa comparecesse, as pistas seriam liberadas”, declarou o capitão Iram Andrade, diretor adjunto de Operações da PM.

    Durante ato, engarrafamento foi registrado na região entre o Igarapé da Fortaleza e a Fazendinha — Foto: Fabiana Figueiredo/G1

    Feirante e moradora do Igarapé da Fortaleza há mais de 20 anos, Ana Lúcia Coelho, de 33 anos, conta que já viu várias crianças serem atropeladas na região, algumas até se tornaram vítimas do trânsito. Ela diz que a sinalização poderia ser melhor e, assim, evitaria mais acidentes.

    “Nossa revolta já não é de hoje. A gente pede uma lombada, para resolver esse problema porque aqui temos duas escolas com crianças e não têm guarda. A gente pede socorro pelas crianças. Pode ser uma lombada como a que fica em frente ao bioparque, aquela vai ser muito útil porque nossas crianças não vão estar mais debaixo de um carro, não vão ser mais arremessadas, vai dar tempo de frear”, comentou.

    Laudenir Cardoso, de 12 anos, foi atropelado na quinta-feira (23) — Foto: Wesley Abreu/Rede Amazônica

    Laudenir Cardoso, de 12 anos, foi uma dessas crianças. Ele foi atropelado por um carro na quinta-feira (23), quando atravessada uma faixa de pedestres no trecho e ficou com escoriações pelo corpo. O pai, Elionai Cardoso, de 38 anos, ficou surpreso ao ver o filho machucado.

    “Eu não estava perto quando ele foi acidentado. Quando eu vi, ele já estava caído. Ele se machucou na cabeça, no ombro, no braço. Ele caiu de cara no chão. A gente quer que faça lombada porque os veículos não freiam; eles vêm como se estivessem numa estrada sem faixa de pedestres. Gostaríamos que colocassem para diminuir essa velocidade”, reclamou Cardoso.

    Em dezembro de 2019, no mesmo trecho, um menino de 6 anos foi atropelado por um carro; a comunidade também fez protesto interrompendo o trânsito, mas não teve o pedido atendido. Em 2014, uma criança de 2 anos morreu e a irmã dela ficou ferida em outro atropelamento. A alta velocidade no trecho também gera mortes, como aconteceu com a ciclista Queila Morais, de 21 anos, também em 2014.

    Trecho no Igarapé da Fortaleza tem sinalização com faixa de pedestre e placa próximo a escola — Foto: Wesley Abreu/Rede Amazônica

    O local tem certa iluminação. O camaroeiro e carpinteiro Josué Leão, de 31 anos, mora no Igarapé da Fortaleza há 15 anos e criticou a faixa de pedestres pintada na região. Para ele, devido haver habitações e empreendimentos nas duas margens da rodovia, a lombada forçaria os veículos a diminuírem a velocidade.

    “Fizeram uma faixa de pedestres ali perto da ponte, o fluxo de carros aqui é muito grande, então rapidamente essa faixa sumiu. Os condutores quando passam aqui é de 100 quilômetros [por hora]. Essa é uma área urbanizada, não deveria passar em alta velocidade porque as pessoas constantemente estão atravessando aqui, inclusive crianças”, comentou.

    Empresário calculou R$ 4 mil em prejuízo com instalabilidade no fornecimento de energia — Foto: Wesley Abreu/Rede Amazônica

    Empresário e morador, Júnior da Silva, de 35 anos, disse que, com as constantes quedas de energia ao longo da semana, já acumula um prejuízo com a perda de produtos e equipamentos.

    “Queimaram dois freezers esses dias e o camarão tá todo estragado. Meu prejuízo é de mais de R$ 4 mil. A energia foi embora de manhã e agora que voltou. Foi o jeito a gente fazer manifestação porque a gente quer que façam a lombada e amenizem o problema da energia, é todo dia vai e volta”, descreveu.

    Trânsito foi liberado por volta das 21h — Foto: Wesley Abreu/Rede Amazônica

    Com o ato, o trânsito ficou parado na região, com veículos até próximo ao distrito da Fazendinha. A PM mobilizou militares do 4º Batalhão (Santana), do 5º (Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope), do 1º Batalhão (Zona Sul de Macapá) e ainda o Corpo de Bombeiros, para conter o fogo provocado no protesto.

    O G1 solicitou e, até a última atualização desta reportagem, aguardava um posicionamento do governo do Estado quanto às reivindicações dos moradores.



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