Mulher tenta lançar livro após perder 92% da visão por ‘ignorar’ a diabetes | Santos e Região

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    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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    A psicopedagoga Jenifer Pavani, de 33 anos, convive com a cegueira há cerca de 15 anos. Ela perdeu 92% da visão e tem somente 60% da capacidade pulmonar devido a complicações com diabetes, doença que enfrenta desde os nove anos de idade. Atualmente, ela busca lançar um livro para contar a sua história de superação.

    Moradora de Santos, no litoral de São Paulo, ela relata que a falta de aceitação do diagnóstico e a má alimentação foram os fatores que a fizeram ter sequelas da doença.

    “Eu fui muito rebelde na adolescência com relação a ter diabetes, e mesmo a minha mãe fazendo tudo certinho, controlando, me ajudando, eu não aceitava de jeito nenhum. Então, quando eu saía, comia muita coisa que eu não podia. Foram anos difíceis e já cheguei a ficar internada durante cinco dias na UTI. Foi quando vi muitas pessoas morrendo e passei a fazer tudo direitinho. Mas um ano depois passei a ter a perda da visão, devido a todo tempo de descuido”, conta.

    A diabetes fez com que ela desenvolvesse retinopatia diabética proliferativa nos dois olhos, perdendo toda a visão do lado esquerdo e ficando apenas com 8% da visão no lado direito. Além disso, como consequências do tempo que deixou o tratamento de lado, atualmente só tem 35% da capacidade renal e 60% da função pulmonar.

    Esporte ajudou que ela se aceitasse como pessoa deficiente, segundo relata — Foto: Arquivo pessoal

    De acordo com ela, o médico perito queria aposentá-la por invalidez, mas ela não quis, porque queria trabalhar, já que tinha acabado de ser formar na universidade. Foi quando prestou concurso público, passou, e ingressou na prefeitura em 2008, passando a atuar na Secretaria de Esportes.

    “Eu ainda tinha dificuldade de me aceitar como uma pessoa deficiente, mas comecei a praticar esportes que possuem adaptação para serem praticados por pessoas com deficiência (PCD). Foi uma forma de assumir quem eu realmente era”, relata. Mas devido a algumas complicações por conta da diabetes, ela teve que parar depois de alguns anos.

    Atualmente, ela trabalha na Escola Radical de Surfe Adaptado de Santos, coordenada pelo surfista Cisco Araña e escreveu uma autobiografia chamada “Vida que Segue”, com o objetivo de incentivar outras pessoas que também tem diabetes a superarem os desafios. “Quero que elas vejam que é possível seguir em frente”, afirma.

    Ela chegou a lançar uma campanha de arrecadação virtual para conseguir R$ 25 mil e publicar a obra. “É muito difícil perder a visão, sempre desenhei bem, sou detalhista nas coisas. Eu fiquei muito mal por um tempo. Para caminhar na rua é bem difícil. Tenho sensibilidade à claridade. Então uma coisa que eu fazia em 10 minutos, hoje eu demoro 4 horas. Mas eu faço. Porque é uma grande vitória eu me superar a cada dia”, diz.

    Jenifer ainda relata que começou a escrever para colocar para fora tudo que sentia e depois percebeu que sua história pode motivar muitas outras pessoas. “Hoje eu escrevo porque não quero que as pessoas cheguem ao nível do que eu cheguei, se descuidem. Compartilhar a minha história não significa que estou superando só minhas dificuldades, mas também motivando outras pessoas a se superarem. Porque apenas nós mesmos somos capazes de nos limitar”, finaliza.

    Autobiografia que tenta lançar conta suas diversas experiências e superações após sequelas da diabetes — Foto: Arquivo pessoal



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