Músicos que moraram em kombi com apenas R$ 50 montam estúdio dentro de casa em SP | Santos e Região

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    Dois meses em uma Kombi, 20 dias morando no veículo na praia do Itararé, em São Vicente, no litoral de São Paulo, e vários instrumentos musicais como companhia: essa foi parte da trajetória dos argentinos da família Taormina, composta por seis músicos em busca do sonho de uma oportunidade no Brasil. “Foi com uma Kombi e R$ 50 no bolso que começamos a nossa história aqui”, explica o músico Marcelo Taormina, de 61 anos.

    Filho de músicos argentinos, Marcelo nasceu no Brasil, país que os pais moraram enquanto trabalhavam no circo. Apesar de ser brasileiro, ele se mudou ainda criança para a Argentina, onde conheceu sua esposa, Silvia, e teve seus quatro filhos, Milly, Franco, Renata e Carmela. Ainda jovem, ele se apaixonou pela bossa nova e começou uma banda no país junto com colegas músicos.

    O músico explica que a ideia de se mudar para o Brasil surgiu quando os filhos começaram a ter interesse pela música. “A Milly entrava nos ensaios que eu tinha com a minha banda para aprender a tocar os instrumentos e começou com o pandeiro. Ela tocava com a gente, ganhava uns trocados e decidiu comprar uma guitarra. Depois disso, os mais novos também decidiram tocar”, explica.

    Os três filhos mais velhos começaram, então, uma banda na Argentina. Depois de receber um conselho de produtores do país sobre o mercado musical, ele decidiu se mudar para o Brasil. Em uma aventura que durou dois meses, passando por cidades argentinas, eles desembarcaram em São Vicente e moraram por 20 dias na praia do Itararé. “A gente tomava banho nas duchas da praia. Foi tudo muito divertido”, relata.

    Todos os integrantes tem alguma habilidade musical — Foto: Arquivo Pessoal

    O músico conta que eles foram morar em uma casa com a ajuda de um grupo de motociclistas. Primeiro, a família se mudou para uma kitnet e, em seguida, foram para um apartamento, alugado com a ajuda dos novos amigos. “Começamos a vida no Brasil assim. Conseguimos apresentações em quiosques e, mesmo com o valor baixo que nos pagavam, fomos construindo nosso espaço aqui”, comemora.

    Depois de sete anos no país, Marcelo relata que ainda existe dificuldade de viver da música. “Transformamos nossa casa em um estúdio e lá tem música 24 horas por dia. Mas é difícil viver disso, ainda precisamos trabalhar em paralelo com uma empresa que foi ideia da minha esposa Silvia”, conta. Apesar da dificuldade, a família Taormina ainda trabalha junto e se apresenta na região algumas vezes.

    “Poder cantar junto com eles é sempre muito bom”, comenta Marcelo. Ele conta que Milly está gravando um CD com músicas que ela mesma compõe, e que a filha Renata ensina piano para outros jovens na região. Franco toca bateria e Carmela, a mais nova, canta junto com ele nas apresentações.

    O músico relata que entende as dificuldades, mas fica feliz com a trajetória da família. “Meus filhos estão conquistando o espaço aqui e ainda quero eles como referência na música, mesmo sabendo que é complicado. Tudo que fizemos valeu a pena”, finaliza.

    Todos tocam juntos em apresentação na região — Foto: Arquivo Pessoal



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