Nações Unidas: Um em cada três venezuelanos não tem acesso aos alimentos necessários para ter uma vida saudável

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Um em cada três venezuelanos não tem acesso a todos os alimentos necessários para ter uma nutrição saudável. A conclusão é de um estudo realizado pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, divulgado esta segunda-feira. Mas há mais: 25% da população não tem um “acesso sustentável” a água potável, em 72% das casas houve problemas no que diz respeito ao fornecimento de gás, o que impediu, em quase metade dos domicílios do país, que fossem preparadas refeições.

De acordo com um estudo conduzido por uma equipa de peritos daquela organização, que foi autorizada, pelo Governo venezuelano, a realizar cerca de oito mil inquéritos no país sobre alimentação e serviços básicos, 9,3 milhões de pessoas, quase um terço da população (que é de cerca de 31.8 milhões, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas da Venezuela), vivem numa situação de insegurança alimentar “moderada” ou “muito grave” (24% e 7,9% da população, respetivamente). Para entender o que isso significa, é necessário ter presente o conceito de “segurança alimentar” das Nações Unidas, assegurada quando “todas as pessoas, em qualquer momento, têm acesso físico, social e económico a alimentos nutritivos que permitem ter uma vida ativa e saudável”.

Mesmo nas regiões mais prósperas, 1 em cada 5 venezuelanos não consegue satisfazer as suas necessidades alimentares

O que está, assim, longe de ser o caso de todos os venezuelanos, incluindo os que vivem em regiões mais prósperas onde a escassez de alimentos não era, até agora, um problema, como Lara, Cojedes e Mérida. Mesmo aí, cerca de uma em cada cinco pessoas vive numa situação de “insegurança alimentar”. Há onze estados venezuelanos com taxas acima da média nacional, dos quais se destacam o Amazonas, Falcon, Zulia e Bolívar.

“Este relatório mostra a gravidade da crise política, económica e social que se vive no nosso país”, comentou um dos líderes da oposição venezuelana, Miguel Pizarro, à Associated Press. O Governo venezuelano, que sempre se mostrou relutante em colaborar com organizações internacionais em questões humanitárias mas terá, ao que tudo indica, aberto agora uma exceção, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Escassez reflete-se em refeições mais pequenas e com menos qualidade

Ainda de acordo com o referido estudo, 74% da população venezuelana foi obrigada a adotar estratégias — como cortar na qualidade e variedade dos alimentos — para lidar com a escassez de alimentos, em 2018, ano a que reportam os dados. Em 60% das casas foi reduzida a quantidade de comida ingerida por refeição. Três em quatro famílias venezuelanas recorreram a pelo menos uma das estratégias e, em média, nos 30 dias anteriores à realização do inquérito, as famílias adotaram pelo menos quatro dessas estratégias.

Para sobreviver, 33% aceitaram trabalhar a troco de comida e 20% venderam bens da família para conseguir satisfazer as suas necessidades básicas. Seis em cada dez famílias gastaram as suas poupanças em comida. “À medida que as famílias ficam sem estratégias para assegurar um consumo alimentar básico, surge a preocupação, cada vez maior, de que não serão capazes de assegurar, ao curto prazo, as suas necessidades nutricionais”, refere também o estudo, segundo o qual os venezuelanos, devido às dificuldades que enfrentam, limitam-se a consumir diariamente “cereais e tubérculos [como é o caso da batata]” e, várias vezes por semana, “feijões e lentilhas”, não ingerindo a quantidade recomendada de peixe, carne, ovos, vegetais e fruta.

Na origem disso, está não tanto a ausência de alimentos nas prateleiras dos supermercados mas os preços elevados a que eles são vendidos e que poucos ordenados conseguem suportar — é pelo menos essa a opinião da maioria dos venezuelanos inquiridos. 37% deles afirmaram ter perdido o emprego devido à crise económica que o país enfrenta.

25% da população não tem “acesso sustentável” a água potável

Os serviços básicos são também um problema, assim mostram os números do estudo: 25% da população não tem “acesso sustentável” a água potável e quatro em cada dez famílias têm cortes diários no fornecimento de água. 72% das famílias tiveram problemas no fornecimento de gás e, em virtude disso, 43% foram obrigadas a cortar no número de refeições. Ainda em 2018, quatro em cada dez tiveram cortes de energia diários.



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