Óleo no litoral diminui procura por frutos do mar e pescadores relatam desespero | Pernambuco

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    Wilton José do Nascimento, de 43 anos, foi com os seis filhos para a praia nesta segunda-feira (28). O trabalho do dia foi limpar o barco, que já completa nove dias parado, desde que voltou da última pesca e não vendeu nada.

    “A gente quer trabalhar e não pode. Estamos comendo o que tem porque dinheiro não está entrando. Temos disposição, saúde, mas não conseguimos trabalhar. Meu sustento é pescaria, não tenho outra profissão. O que trouxe da última vez, não consegui vender. Tudo está guardado. Acabamos comendo o nosso peixe”, disse Wilton.

    Enquanto não vende peixe, Wilton José cuida da embarcação — Foto: Reprodução/TV Globo

    Enquanto não vende peixe, Wilton José cuida da embarcação — Foto: Reprodução/TV Globo

    A embarcação dele não é a única “estacionada”. O pescador Natalício Reis do Oriente está incluído na lista do Governo Federal para receber a parcela extra do seguro-defeso, mas segue preocupado.

    “A gente não está indo mais para o mar porque a Marinha está colocando os barcos na terra. A gente quer ir pescar e não pode. Faz oito dias que eu não vou no mar. É difícil porque a gente vive disso e fica preso”, afirmou.

    Entre os produtos ofertados, a variedade de quem conseguiu fazer uma última viagem antes da chegada do óleo é grande. Os frutos do mar estão entre cavala, cioba, atum, barracuda e camarões, que não vêm do mar, mas de um viveiro do Rio Grande do Norte. Nem eles estão sendo vendidos.

    “É camarão de viveiro, não tem problema nenhum, vendo o mesmo há 20 anos. Sai cerca de 50 quilos por semana, mas as pessoas não compram mais por medo. Não posso pegar novos porque não tem a quem vender. Já baixei o preço, mas não vem nenhum cliente”, contou o vendedor Amaro Ramos.

    Camarão vendido na praia de Candeias, em Jaboatão, é comprado em viveiro do Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/TV GloboCamarão vendido na praia de Candeias, em Jaboatão, é comprado em viveiro do Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/TV Globo

    Camarão vendido na praia de Candeias, em Jaboatão, é comprado em viveiro do Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/TV Globo

    Em nota, a Marinha do Brasil informou que não procede a informação de que pescadores estão sendo impedidos de entrar no mar.

    Entre o dia 17 de outubro e a sexta-feira (25), foram recolhidas 1.447 toneladas de óleo no estado. Desde setembro até domingo (27), foram atingidos 13 municípios: Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Recife, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Sirinhaém e Tamandaré.

    O desastre ambiental no litoral nordestino deixou o setor turístico apreensivo, com diminuição de reservas em hotéis de Pernambuco nos próximos meses.

    MANCHAS DE ÓLEO NO NORDESTE



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