Pet News – Jornal de Uberaba

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Moreno Pet News11 de outubro de 2020

 

Outubro Rosa Pet

 

O câncer de mama não é uma doença exclusiva em humanos, e o que muita gente não sabe é que ela, também, pode atingir os animais. Para o professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade UNG, Renato Dalcin, os tumores de mama são as neoplasmas mais frequentes em fêmeas caninas, enquanto em gatas é o terceiro tipo de tumor mais diagnosticado. “Machos de ambas as espécies raramente apresentam essa enfermidade, apenas (1%). Sua etiologia é multifatorial, estando envolvidos fatores genéticos, ambientais, nutricionais e hormonais”, explica.

Qual o animal está mais propício em ter o câncer de mama?

A incidência de tumores malignos, com capacidade de disseminação para outros órgãos, nas fêmeas caninas é de aproximadamente 70%, os carcinomas de diversos subtipos são os mais prevalentes. Em gatas, cerca de 90% são malignos. Quando malignos, podem se disseminar para sítios metastáticos como linfonodos regionais e pulmão, principalmente. Cadelas de meia idade a idosas e gatas com idades entre 10 a 12 anos, não castradas. As raças de maior incidência são Poodle, Shih Tzu, Dachshund, Yorkshire, Maltês, Cocker Spaniel, Pastor Alemão, Boxer. Em felinos a raça siamês apresenta uma maior ocorrência.

Como identificar?

Os tumores podem se apresentar como nódulos de tamanhos variados, ulcerados ou não, com ou sem reação inflamatória ou invasão linfática. A presença de múltiplos tumores, acometendo uma ou várias glândulas mamárias é frequente em fêmeas caninas, cerca de 70%. As glândulas mamárias inguinais (M5) e abdominais caudais (M4) são as mais acometidas, possivelmente pela maior quantidade de tecido mamário presente nessas mamas.

Diagnóstico e prevenção:

O diagnóstico é feito por meio do histórico, exame físico geral da paciente e exame físico específico das cadeias mamárias, por inspeção e palpação individual. A palpação dos linfonodos deve ser realizada durante avaliação da paciente. Deve-se realizar exame radiográfico de tórax para pesquisa de metástase em três projeções e estadiamento clínico, além de ultrassonografia abdominal. Exame histopatológico é fundamental para determinação do diagnóstico definitivo e avaliação do grau tumoral.

A castração antes do primeiro ciclo é a melhor forma de prevenção ou diminuição da indecência do câncer de mama, bem como a não utilização de contraceptivos. No entanto, em algumas raças, a castração precoce pode implicar no aumento de outras doenças como ósseas, musculares e em órgãos sexuais. Assim, a realização da ovariohisterectomia (OSH, castração), imediatamente após o primeiro estro (cio), pode ser a escolha mais segura. Além disso, a descoberta precoce da neoplasia favorece a diminuição do risco de metástase.

Quais os tratamentos existentes?

A intervenção cirúrgica é o tratamento de eleição dos neoplasmas mamários, com exceção do carcinoma inflamatório, o qual se relaciona com prognóstico ruim e baixa sobrevida. A ressecção cirúrgica pode ser curativa em muitas fêmeas caninas com tumores mamários, permite o diagnóstico histopatológico e em determinados pacientes é utilizada como tratamento paliativo para promover melhora na qualidade de vida.

A escolha da técnica deve ser baseada no tamanho tumoral, estadiamento clínico, drenagem linfática e localização do tumor, sendo priorizada a mastectomia radical unilateral (remoção de toda a cadeia mamaria, indicada no caso de diversos tumores ou na prevenção de recidiva), ou bilateral (felinas, todas as situações).

O procedimento para remoção da cadeia mamária contralateral, em caso de cadelas nas quais fora realizada mastectomia radical unilateral, deve ser realizado após quatro semanas da primeira cirurgia. A OSH (castração) pode ser realizada quando o tumor for removido e antes da remoção total da mana, para evitar que células tumorais caiam na cavidade abdominal. Embora a OSH não vá prevenir o futuro desenvolvimento de tumores mamários, evitará doenças uterinas e eliminará a influência hormonal feminina sobre os tumores existentes.

Hospital Veterinário da UNG e o serviço à comunidade:

O Hospital Veterinário da Universidade UNG (HOVET-UNG), presta o serviço de atendimento clínico-cirúrgico para neoplasias mamárias, sendo esta doença em questão a de maior predominância no serviço. Nestes casos é priorizada a mastectomia radical unilateral em dois tempos em cadelas e mastectomia radical bilateral em gatas, associadas à OSH, após a realização de exames hematológicos (hemograma, perfil renal e hepático), radiográfico e ultrassonográfico (para pesquisa de metástase) e cardiológico (pré-anestésico), para maior segurança das pacientes acometidas, além do estímulo à castração eletiva em pacientes jovens para prevenção da doença.

 

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Cuidado com as plantas

 

Plantas podem fazer muito mal aos cães e gatos, por isso
os tutores precisam redobrar a atenção nessa época do ano

Com a chegada da primavera, ruas e jardins ganham muito mais cor. As plantas que dão vida e deixam os espaços mais bonitos e aconchegantes, entretanto, podem fazer muito mal aos cães e gatos. Isso porque algumas delas são tóxicas!
Por curiosidade, tédio ou até mesmo para coçar os dentinhos que estão nascendo, os pets podem acabar ingerindo e se intoxicando com elas. Empresa especialista em alimentos alta qualidade para cães e gatos, preparou uma imagem com algumas das principais plantas tóxicas para os nossos amigos de quatro patas. Confira quais as mais prejudiciais:

-Comigo Ninguém Pode; Antúrio; Cora de Cristo; Copo de Leite; Lírio da Paz; Costela de Adão Tinhorão, Açucena;

Em caso de ingestão, o animal pode apresentar salivação excessiva, dor, edema, dificuldade de deglutição, vômitos, diarreias e perda de apetite. Se o seu pet apresentar algum desses sintomas, a orientação é procurar um médico veterinário.
Para evitar esse perigo, uma dica é manter as plantas em lugares altos e inacessíveis, como em cima de móveis ou penduradas em suportes. No caso dos gatos, é preciso atenção extra, pois eles são escaladores. Além disso, é importante proporcionar uma rotina e um ambiente saudável ao pet, promovendo enriquecimento ambiental e praticando exercícios físicos.
“Essas atividades diminuem o tédio e o estresse dos animais, direcionando a atenção deles para brinquedos adequados”, explica o médico veterinário Flavio Silva, supervisor de capacitação técnico-científica da empresa.
Dessa forma, o seu jardim continuará alegre na estação mais florida do ano e, principalmente: sem riscos ao seu amigo de quatro patas!



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