Pianista Nelson Freire cai e quebra o braço em calçada de pedras portuguesas sem manutenção, no Rio | Rio de Janeiro

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    O pianista Nelson Freire, de 75 anos, levou um tombo ao tropeçar na calçada de pedras portuguesas na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e precisou ser operado. O acidente foi na última quarta-feira (29), na altura do Posto 3.

    O músico fraturou o braço e passou por uma cirurgia no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde permanece internado pelo menos até segunda-feira (4). Vários concertos do pianista foram cancelados, e a previsão é que ele se recupere em dois meses.

    Na orla da Zona Sul, quem vai à praia relata a má conservação das calçadas de pedras portuguesas. Não há mais especialistas no piso em atividade na Prefeitura do Rio.

    “A gente tem dificuldade, tropeça. Tem um monte de problema, que eu acho ela bem desnivelada”, disse a aposentada Norma Mendes.

    A professora Lucimar Lobo também reclama da falta de manutenção. “Às vezes, fico chutando as pedrinhas para botar no lugar, porque eu fico com pena, porque você vê mãe com crianças no carrinho com dificuldade de passar. Velhinho não pode usar a calçada, cadeirante não pode usar a calçada porque não tem conservação”, lamentou Lucimar.

    “Às vezes, algum turista olha para o lado e tropeça, entendeu? Muito por conta do mau estado de conservação. Acho que se tivesse uma conservação melhor, não teria esse tipo de acidente”, disse o ambulante Fernando Santos.

    Quem ganha a vida com os turistas e com o lazer do carioca também reclama, e há quem teve até prejuízo.

    “Geralmente algumas pessoas idosas tropeçam e caem. Machucam os joelhos, os tornozelos, os cotovelos. Teve uma ocasião em que uma senhora idosa ia passando pelo buraco. Então, ela tropeçou e esbarrou na minha carroça. Logicamente, foi tudo ao chão”, contou o ambulante Pedro Matos.

    Risco também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Um amontado de pedras portuguesas fica perto do trecho da ciclovia na Praia do Pepê, que desabou numa ressaca no fim de julho. Enquanto sobram pedras de um lado, falta de outro, onde há buracos.

    Em 2010, o RJ1 mostrou que a prefeitura trouxe mestres calceteiros de Lisboa para capacitar técnicos no Rio.

    A manutenção das calçadas é compartilhada entre a prefeitura e estabelecimentos comerciais e residenciais. A administração municipal tem que cuidar dos calçadões, calçadas tombadas e as que ficam em frente a terrenos sem utilização ou junto a imóveis municipais.

    Atualmente, não há mais nenhum mestre calceteiro em atuação pela Prefeitura do Rio. Todos os profissionais especializados na manutenção de pedras portuguesas se aposentaram. Quem faz o serviço são operários da Secretaria de Conservação, mas não especialistas no assunto.

    A prefeitura disse que está enviando uma equipe de conservação à orla da Barra para vistoriar o trecho do calçadão onde o pianista caiu. Disse também que já notificou 35 imóveis para que façam o conserto das calçadas. E afirmou que a manutenção das outras calçadas está dentro do prazo, mas não informou que prazo é esse.

    A prefeitura não respondeu sobre a contratação ou capacitação de profissionais especializados em pedras portuguesas, os chamados calceteiros.



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