PM diz que policiais estupraram garota dentro de viatura em SP e pede expulsão | Santos e Região

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    A Corregedoria da Polícia Militar concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) e instaurou um processo regular administrativo que poderá resultar na expulsão dos PMs envolvidos no estupro de uma jovem de 19 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O crime teria ocorrido dentro da viatura policial.

    A vítima havia relatado em entrevista ao G1 que voltava da festa de uma amiga, em junho deste ano, quando pediu ajuda a dois policiais, perguntado onde encontrava um ponto do ônibus. Eles teriam oferecido carona e um dos policiais entrou com ela no banco de trás, a estuprando durante o percurso.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os dois permanecem presos, preventivamente, no Presídio Militar Romão Gomes. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande ainda segue investigando o caso em sigilo.

    “O IPM concluiu que houve crime de estupro e propôs a expulsão dos dois. A Justiça Militar é dura com esse tipo de crime. Acredito que serão condenados. A Polícia Civil, infelizmente, ainda não concluiu o Inquérito Policial, e olha que é Delegacia da Mulher. Mas sei que eles passarão pelo Tribunal da Justiça Militar”, explica o responsável pela Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, Benedito Domingos Mariano.

    O Presídio Militar Romão Gomes, onde estão os policiais militares investigados, Danilo de Freitas Silva e Anderson Silva da Conceição, é localizado na Zona Norte da capital. No local, só há PMs que tiveram prisões temporárias ou preventivas decretadas e aqueles que foram condenados pela Justiça. Caso eles sejam expulsos, deverão ser encaminhados a um presídio comum.

    Em entrevista ao G1, a vítima relatou que voltava da festa de uma amiga, em 12 de junho, quando pediu ajuda a dois policiais, perguntado onde encontrava um ponto do ônibus. “Eu estava vindo de outra cidade e tinha perdido o ponto de descida em São Vicente, onde moro. Então tive que descer em Praia Grande, por isso pedi ajuda”, contou.

    De acordo com a jovem, nesse momento, os policiais ofereceram carona até o Terminal Rodoviário Tude Bastos, na mesma cidade, afirmando que seria mais fácil para ela conseguir pegar um ônibus.

    A menina relata que sentou no banco de trás da viatura e um dos policiais sentou ao seu lado. Com o carro em movimento, ela conta que ele começou a puxar seu cabelo para que ela o beijasse. Momentos depois, ele a estuprou.

    Imagens mostram PM entrando no banco de trás de viatura em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução

    Imagens mostram PM entrando no banco de trás de viatura em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução

    A jovem relatou que ficou em estado de choque quando o policial parou de abusar sexualmente dela. “Me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido”. Com medo, ela afirma que saiu sem olhar para trás e acabou esquecendo o celular no banco da viatura. “Ele ainda teve coragem de perguntar se estava tudo bem. Eu só queria ir embora”, acrescentou.

    De acordo com a vítima, o processo de recuperação foi a parte mais difícil. “Tinham muitas pessoas me julgando, falando coisas horríveis. Me apontaram como mentirosa e falaram que eu queria fama. Até compararam com outros casos”, desabafou.

    Imagens gravadas por câmeras de segurança mostraram um dos policiais militares investigados por estuprar a jovem de 19 anos, entrando no banco de trás da viatura junto com a vítima. De acordo com a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, em depoimento a Polícia Civil, os PMs haviam relatado que ambos teriam ido nos bancos da frente do veículo.

    Os policiais militares inicialmente foram afastados. Pouco tempo depois, um laudo pericial apontou indícios de violência sexual contra a jovem de 19 anos e eles tiveram a prisão preventiva decretada.

    Jovem de 19 anos realizou exames no IML de Praia Grande para comprovar o abuso — Foto: Nina Barbosa/G1Jovem de 19 anos realizou exames no IML de Praia Grande para comprovar o abuso — Foto: Nina Barbosa/G1

    Jovem de 19 anos realizou exames no IML de Praia Grande para comprovar o abuso — Foto: Nina Barbosa/G1



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