Projeto na UFPB reabilita pacientes com deformidades na face

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Próteses em resina e silicone recuperam funções fisiológicas e autoestima dos pacientes

Um projeto de extensão desenvolvido pela Escola Técnica de Saúde (ETS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) busca promover o bem-estar e inclusão social de indivíduos com deformidade na face. O trabalho é coordenado pela professora Icléia Honorato, no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa.

No projeto denominado “Serviço de Reabilitação Bucomaxilofacial”, é realizado o atendimento clínico aos pacientes, além de orientações no campo da alimentação, higienização e saúde básica. Eles também são inseridos em rodas de conversa, visando a integração e socialização com outras pessoas. A iniciativa também realiza palestras nas escolas, abordando temas como a promoção da saúde e prevenção ao câncer de cabeça, pescoço e pele.

De acordo com a pesquisadora, a existência de mutilações na face pode ocasionar alterações na fisionomia do indivíduo, o levando a depressão, perda da autoestima, da autonomia e ao isolamento social, afetando a qualidade de vida. Dependendo da área comprometida, além do prejuízo estético, podem ocorrer outros problemas, como na comunicação, deglutição, alimentação e perda da visão.

“É crescente o número de casos de pessoas com mutilação facial, caracterizando um problema de saúde pública. Essas pessoas vivem à margem da sociedade e recebem tratamento preconceituoso e estigmatizado. Por isso, se isolam e se escondem por detrás de óculos escuros, bonés, chapéus e lenços”, relata a professora Icléia Honorato.

O serviço é referência na Paraíba e estados circunvizinhos, com atendimento de média e alta complexidade dentro dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o trabalho foi premiado por ações educativas em saúde, com valorização da comunicação e da escuta qualificada.

No dia a dia, participam das atividades professores da Escola Técnica de Saúde da UFPB e alunos dos cursos técnicos em enfermagem, prótese dentária e de graduação em Odontologia, que atuam no desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, por meio de procedimentos clínicos e laboratoriais, para a reabilitação e reintegração social dos indivíduos com mutilação facial.

Após toda parte assistencial, ocorre o processo de reabilitação facial, que consiste na construção de próteses em resina e silicone medicinal, como ocular, nasal, óculo-palpebral, de palato (intra-orais) e auricular. Todo serviço de reabilitação bucomaxilofacial é gratuito e funciona nas dependências da Escola Técnica de Saúde, vizinha ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Campus I da UFPB, em João Pessoa.

“Com essas ações educativas em saúde apresentamos aos indivíduos a possibilidade de se enxergar igual às outras pessoas e contribuir no resgate de sua identidade pessoal, elevação e sua autoestima e reinserção social”, argumenta Honorato.



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