Queda capilar na quarentena? Médicas explicam as causas – Quem

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Quixas de queda capilar aumentaram na quarentena (Foto: Divulgação)

Quem nunca se deparou com vários fios de cabelos espalhados pela casa, pelo chuveiro, pelo travesseiro durante a quarentena? O problema, que atinge homens e mulheres, tem sido uma das queixas principais aos médicos durante a pandemia do novo coronavírus. Mas o que está causando o aumento da queda dos fios? Segundo a cirurgiã plástica Juliana Sales, especialista em implante capilar, do Rio, o estresse é um dos fatores que podem levar à queda aumentada de cabelo. Isso se deve a uma alteração do ciclo do crescimento do cabelo.

De acordo com a médica, os fios vão na sua maioria da fase anágena (crescimento) para a fase telógena, que é a fase de involução, queda. “A queda normal é em torno de cem fios. Essa quantidade pode parecer maior quando se deixa de lavar o cabelo por mais de dois dias, devido ao acúmulo de perdas diárias”, explica em entrevista para a Quem.

Juliana ressalta que, como tudo em medicina, deve se considerar a individualidade. “Cada pessoa pode identificar, pelo seu volume normal de queda nas lavagens e no seu dia a dia, que houve um aumento além da média e, neste caso, um aconselhamento médico se faz necessário”, orienta.

Questionada sobre o que pode ser feito neste momento, em plena quarentena, a médica explica: “As recomendações seguem o que é definido pelos dermatologistas normalmente. Ou seja, alimentação balanceada, dormir bem, hidratação adequada, cuidado ao pentear evitando muita tração, e evitar dormir de cabelo úmido. Especificamente em relação ao coronavírus, em que a recomendação é de lavar os cabelos diariamente, deve-se evitar água muito quente, retirar sempre o excesso de xampu e, se for ficar em casa, não lavar. Prender o cabelo ao sair, mas em casa deixá-los soltos mesmo para que a tração não leve à queda”.

HISTÓRICO

De acordo com a dermatologista Paula Amorim, responsável pela área de tricologia da clínica Juliana Piquet, no Rio, antes de culpar o período de quarentena, deve-se entender o que foi feito alguns meses atrás, afinal, o que algumas pessoas não sabem é que cada fio tem seu relógio biológico e suas fases. “A de crescimento nós chamamos de anágena, a que o fio para de crescer é a catágena e a de repouso e queda é a telógena. Cada fase tem seu tempo e, para que ele caia, é preciso de 2 a 4 meses após o fator desencadeante ter acontecido, como o uso de medicações, dietas com perda de peso, doenças febris, dentre outras”, explica.

“Então, quando sentimos um aumento da queda, temos que pensar em acontecimentos que já passaram. O que muitos estão vivendo agora é uma sensação de aumento da queda de cabelos, que pode ser pelo fato de diminuirmos a frequência de lavagens e durante o banho caírem mais fios. Aumentamos a percepção da quantidade dos fios caídos, pois estamos vivendo em espaços menores e, muitas vezes, estamos responsáveis pela limpeza desses ambientes. O importante é diferenciar as duas situações e, caso haja realmente um aumento da queda com diminuição do volume, surgimento de falhas ou coceira no couro cabeludo vale consultar o dermatologista e avaliar a necessidade de realizar exames e a proposta de tratamento. É possível usar medicações orais, como nutracêuticos e suplementação vitamínica, tópicos e tratamentos no consultório, como a fotobioestimulação e o MMP (Microinfusão de Medicamentos na Pele), todos de acordo com a intensidade e a necessidade de cada paciente”, esclarece a especialista.

Cada fio tem seu relógio biológico e suas fases (Foto: Divulgação)

Cada fio tem seu relógio biológico e suas fases (Foto: Divulgação)



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