Quem coloca próteses mamárias pode adoecer? – Beleza e Estética

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A cirurgia plástica mais procurada em todo o mundo, por motivos estéticos, é a mamoplastia de aumento. Dentro das hipóteses possíveis para a realizar os implantes de silicone são, sem dúvida, a mais procurada.

As próteses mamárias têm vindo a acompanhar a evolução tecnológica, com variações nas características da cápsula, do recheio e da forma. Estamos atualmente perante a 6ª geração de próteses mamárias, mais naturais, com risco de rutura praticamente nulo e imunologicamente mais toleradas.

Mas, se por um lado, sabemos que quem coloca próteses da mama consegue diagnosticar e tratar mais cedo um carcinoma da mama – uma vez que faz rastreios mais frequentes ao realizar a vigilância das próteses, cuja recomendação internacional é a de realizar uma ressonância magnética entre o 1º e o 3º ano após a colocação das mesmas -, existem dois temas que têm sido debatidos como associados à colocação de próteses: o risco aumentado de linfoma associado às próteses e a doença do implante mamário (DIM).

A DIM é uma doença desconhecida, que se pensa ser do espectro autoimune, com características clínicas comuns à artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de Sjogren e sarcoidose. Os primeiros estudos científicos sobre este tema não verificaram relação entre os implantes e a doença autoimune (Janowsky EC, et al., 2000).

No entanto, alguns estudos mais recentes de várias fontes têm levantado a hipótese de que os implantes de silicone possam eventualmente aumentar o risco de desenvolver uma doença autoimune como uma das supracitadas (De Boer M, et al., 2016; Cohen TJW, et al., 2017; Watad A., et al, 2018).

A panóplia de sintomas possíveis inclui o cansaço, falta de memória, queda de cabelo, dores articulares, dores musculares, febre, olhos secos, boca seca – algo semelhante a uma fibromialgia. O diagnóstico não é fácil, uma vez que os sintomas são inespecíficos. Além de uma história clínica e exame físico cuidados, podem ser pedidas análises e exames de imagem.

Quanto ao tratamento, um estudo verificou que 75% das pacientes melhora dos sintomas ao longo dos 14 meses que se seguem à remoção dos implantes (De Boer M, et al., 2016).

A técnica de remoção cirúrgica inclui a explantação (termo médico para a remoção dos implantes), que inclui a totalidade da cápsula que envolve a prótese, sem que esta se rompa. Esta unidade removida é enviada para análise.

O aspeto da mama, desinsuflada, obriga à realização de uma mastopexia (ajustar a pele em excesso), muitas vezes combinada com aumento à custa de enxerto de gordura (lipotransferência).

No caso das pacientes fumadoras, ou naquelas em que a cobertura dos tecidos sobre a prótese é escassa, pode ser necessário aguardar 3 meses entre a explantação da prótese e a realização da mastopexia, a fim de prevenir a necrose (morte) do mamilo.

Texto: Dra. Sofia Santareno, Cirurgiã Plástica do Board Europeu e Directora Clínica da The DR. Pure Clinic

Dra. Sofia Santareno, Cirurgiã Plástica



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