Um Nobel da Paz contra os ataques ao multilateralismo | Blog da Sandra Cohen

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    Boa parte desses ataques vem do maior contribuidor desses organismos — os EUA capitaneados pelo presidente Donald Trump. O país anunciou a retirada da Organização Mundial de Saúde e recusou-se a integrar o consórcio mundial para a distribuição de vacinas contra o novo coronavírus.

    Outras entidades internacionais como a Organização Mundial do Comércio, o Tribunal Penal Internacional, a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos, são frequentes alvos de ataques dos EUA. O governo americano retirou-se do acordo do clima e do acordo nuclear firmado por seis potências com o Irã.

    “Nosso mundo não pode permitir um futuro em que as duas maiores economias dividam o globo em uma grande fratura — cada uma com suas próprias regras comerciais e financeiras e capacidades de Internet e inteligência artificial.”

    O recado do Comitê do Nobel corrobora esses temores, vinculando fome e guerra, multilateralismo e solidariedade. É positiva também como uma repreensão aos líderes como Trump, Putin e Xi Jinping, conforme ressaltou à CNN Dan Smith, o diretor do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI na sigla em inglês).

    “Donald Trump é a personificação do espírito de anti-cooperação e, em contraste, o Programa Mundial de Alimentos é a personificação do espírito de cooperação.”

    Os EUA são o maior contribuidor do PMA, que em 2019 prestou assistência a 100 milhões de pessoas, por dia, em 88 países. Do orçamento de US$ 8 bilhões, no ano passado, US$ 3,3 bilhões foram financiados pelos EUA.

    A direção da organização cabe a um americano — o ex-governador da Carolina do Sul David Beasley, nomeado há dois anos por Trump — que se mostrou bastante atordoado com o Nobel da Paz. Premiar um organismo internacional que tem como objetivo combater a fome no mundo pode parecer um ato um tanto quanto óbvio. Mas faz todo o sentido num ano como 2020.



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