5 maus hábitos adquiridos durante a pandemia – que devem ser evitados – Casa e Jardim

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Segundo dados da Fiocruz, 34% dos fumantes brasileiros aumentaram a quantidade de cigarros consumidos durante a pandemia (Foto: Freepik / wirestock / CreativeCommons)

A pandemia da Covid-19 desembarcou no Brasil em março de 2020, quase dois anos depois, as máscaras entraram no dia a dia da população, mas não foi o único hábito adquirido no período. Segundo pesquisas e profissionais da área de saúde, alguns comportamentos prejudiciais também passaram a ser mais comuns. Veja alguns deles.

Má alimentação

Dados do Instituto Demanda revelam que 30% dos brasileiros passaram a exagerar na comida após a pandemia. Para a nutricionista Amanda Martins, da clínica Nutricilla, em São Paulo, o aumento na ansiedade é uma das explicações de tal quadro.

“Vi e ainda vejo muito em consultório as pessoas descontando as questões emocionais no alimento, comendo mal, não praticando atividade física e, consequentemente, ganhando peso. No futuro, o aumento de peso significativo pode vir atrapalhar a saúde, caso a pessoa não comece a mudar os seus hábitos e comportamentos agora”, alerta Amanda.

Para reverter a situação, a nutricionista ressalta a importância de se alimentar de forma natural e equilibrada, beber muita água e, se precisar, procurar a ajuda de um profissional.

Sedentarismo

Outro hábito que piorou durante a pandemia foi a prática de exercícios físicos. Muitas pessoas diminuíram a frequência ou simplesmente deixaram de se exercitar. “O hábito de trabalhar em casa fez com muitas pessoas adaptassem o seu ambiente de trabalho, favorecendo posturas desfavoráveis e diminuíssem a prática de atividade física, como consequência tivemos um aumento nos problemas de coluna”, diz o neurocirurgião especialista em coluna Felipe Gargioni Barreto, da clínica Personal Ortopedia, em São Paulo.

Aumento de peso e maior risco de trombose são outras consequências negativas da falta de exercícios físicos. Entretanto, 150 minutos semanais de exercícios de intensidade moderada podem melhorar a situação. “Mas qualquer atividade já pode trazer benefícios, como aumentar o número de passos por dia e subir escadas”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Prática de exercício sem orientação

Se não praticar exercício é prejudicial à saúde, praticar de forma errada também pode acarretar problemas, como dores na coluna e lesões. Dessa forma, o ideal é buscar ajuda especializada.

Maior consumo de álcool

Não faltaram matérias nos sites e jornais, ou estudos, mostrando que o brasileiro passou a consumir mais bebidas alcoólicas durante a pandemia. Como consequência, um levantamento da agência de saúde independente Vital Strategies aponta um aumento de 18,4% no número de mortes causadas pelo consumo excessivo de álcool em 2020, na comparação a 2019, o maior índice em 10 anos.

“Os maus hábitos são mais fáceis de adquirir porque dão reforço imediato, enquanto os bons hábitos, geralmente, envolvem um período maior para você ter resultados ou recompensas”, explica o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME).

No geral, quando o assunto é bebida, o ideal é que as pessoas consumam apenas 150 ml diários de bebidas, como vinho tinto e seco.

Aumento do tabagismo

Segundo dados da Fiocruz, 34% dos fumantes brasileiros aumentaram a quantidade de cigarros consumidos durante a pandemia, o que pode aumentar a frequência cardíaca, a pressão arterial e, a longo prazo, resultar em problemas cardíacos e pulmonares.

Dessa forma, parar de fumar é indispensável para a manutenção da saúde. “Apenas 20 minutos após parar, sua pressão arterial e frequência cardíaca diminuem. Em duas a três semanas, seu fluxo sanguíneo começa a melhorar. Depois de um ano sem cigarros, você tem metade da probabilidade de sofrer com alguma doença cardíaca do que quando fumava. Após cinco anos, o risco é quase o mesmo de alguém que nunca acendeu um cigarro”, afirma o cardiologista Juliano Burckhardt, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).



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