A Carolina Gaspar é médica de profissão e vai continuar a apanhar ondas – PALAVRAS DE SAL

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A Carolina Gaspar é médica de profissão e esta entrevista foi difícil de se concretizar. A dificuldade reside no facto de que estamos num momento difícil. Evidentemente que os médicos têm direito à legislação laboral e a condições de trabalho, mas os médicos possuem um juramento. O Juramento de Hipócrates é um juramento solene efetuado pelos médicos, tradicionalmente por ocasião de sua formatura, no qual juram praticar a medicina honestamente. De forma geral, acredita-se que o juramento tenha sido escrito por Hipócrates — amplamente considerado como o pai da medicina ocidental — ou por um dos seus alunos. O juramento original foi escrito em grego jónico (século V a.C.).

Finalmente conseguimos conversar com ela.

Olá Carolina, como começaste no bodyboard? Nós lembramos-nos que tu vinhas do Porto sozinha para os BoogieChicks, não havia atletas femininas no Porto? Era difícil conciliar os estudos como bodyboard? Agora és Médica, como está a ser a luta contra o vírus?

Carolina: Eu comecei no bodyboard porque a minha família tem uma casa de férias na praia do Pedrógão, onde eu passava os verões.

Tinha 15 anos quando comecei a reparar no pessoal de lá a fazer bodyboard e comprei a Vert no quiosque da terrinha. Até que um desses dias decidi pedir ao meu pai para ir comprar uma prancha e uns pés de pato, e mandei-me para o mar. A malta acolheu-me no grupo e ensinou-me as bases. Quando voltei para o Porto no fim do Verão já estava viciada. No ano seguinte fui ao boogie chicks sozinha pois nao conhecia nenhuma rapariga bodyboarder, mas fiz logo amigas com que ainda hoje contacto.

A Escola do Manuel Centeno

Depois acabei por entrar na escola Linha de Onda do Manuel Centeno e do Nuno Azevedo, e aí já conheci outras raparigas que surfavam aqui no Norte, mas fomos sempre muito poucas. No entanto, eu sempre adorei ir para os campeonatos e para o boogie chicks e reencontrar as minhas amigas de outras praias do país. Quanto aos estudos, nunca foi difícil conciliar, eu sempre tive a consciência de que tinha de estudar e fui sempre responsável nesse aspecto. Claro que à medida que iam avançando os anos na faculdade de Medicina, o estudo foi ficando mais exigente, e a frequencia das surfadas foi diminuido.

A Vida Profissional

Agora sou médica interna de cirurgia plástica, o que me ocupa bastante tempo. Já não surfo tão regularmente mas tenho aquele bichinho que sei que nunca vai desaparecer. Nesta pandemia, não fui necessária no tratamento directo dos doentes com COVID, apenas tive que reforçar as urgências na minha especialidade. Felizmente, no meu hospital, as coisas estiverem sempre bastante controladas, e estão agora a começar a voltar à normalidade.

Surfar de Máscara vale a pena?

Não me parece que faça sentido surfar de máscara, pois estas estando molhadas não funcionam da mesma forma e, além disso, pode até ser perigoso num ambiente em que o afogamento é uma possibilidade!



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