A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA DERMATO-FUNCIONAL NO PÓS-OPERATÓRIO CIRÚRGICO – Revista NovaFisio

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Autora:
CARLA ROBERTA SIQUEIRA DE JESUS TAVARES


RESUMO

A fisioterapia estética, cuja sua nomenclatura foi atualizada para fisioterapia dermato-funcional, está progressivamente alcançando mais destaque. A eficácia de uma cirurgia plástica não decorre exclusivamente de um planejamento cirúrgico de qualidade. A precaução e a consciência das atenções no pós-operatório têm evidenciado como método profilático das possíveis complicações patológicas, e alcançando um resultado estético satisfatoriamente mais eficiente. Objetivo: Investigar e analisar através e uma revisão bibliográfica quanto a importância da fisioterapia dermato-funcional no pós-operatório cirúrgico. Métodos: A análise de literatura foi desenvolvida uma pesquisa exploratória com o intuito de realizar uma abordagem qualitativa através de um procedimento técnico bibliográfico embasada em livros, artigos e base de dados Lilacs e Scielo a fim de analisar os conceitos e propostas que emprega a fisioterapia dermatofuncional como recurso de tratamento no pós-operatório. Resultados: Foram realizados levantamento bibliográfico e documental para serem apresentados associados às intervenções com resultados satisfatórios da fisioterapia dermato-funcional realizadas no pós-operatório cirúrgico. Conclusão: As pesquisas atualizadas promovem a fisioterapia dermato-funcional como um método científico concreto e recomendado como sendo um método seguro que contribui no pós-operatório para precaução ou tratamento das possibilidades advindas dos procedimentos cirúrgicos contribuindo com a diminuição das taxas de incidência de edemas, fibroses e cicatrizes.

Palavras-Chave: Fisioterapia. Dermato-funcional. Estética. Técnicas Cirúrgicas.

1 INTRODUÇÃO

De acordo com Araújo (2014) o corpo é uma elaboração cultural, uma vez que cada sociedade é composta por diferentes corpos, através desse corpo identificamos a nossa individualidade, resultando em seres humanos. Sendo assim, o padrão de beleza é influenciado pela cultura em suas realidades de cada período e época. Essa influência pode ditar regras, ideias, alterar e reproduzir e ressignificar o que se é belo ou feio. A estética tem como definição com base a sua etimologia, “aisth” quer dizer: sensação, sentir, e “etos” que é definido como costume, moral. Sendo assim, podemos entender que o corpo estético é derivado da moral e do costume do sentimento de cada indivíduo.

Na contemporaneidade o corpo estético, corpo perfeito, corpo harmonioso, corpo saudável é valorizado e estabelecido como padrões de beleza pela sociedade, onde a feminilidade é manifestada por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, onde surge através do desejo de melhorar partes do corpo que ainda podem ser melhoradas, que desencadeia nas convicções da melhora na sua autoestima (Araújo, 2014).

Na realização de uma cirurgia plástica há uma possibilidade de lesão sobre as células, condicionando a um processo inflamatório no corpo como um reflexo fisiológico ao que ele entende como agressão submetida aos tecidos, ao término do processo inflamatório no local afetado, estas células passam a se compor por tecido cicatricial por fibras colágenas, podendo acarretar em sintomas como: um edema, seromas e a constituição de tecido cicatricial tendo a necessidade de utilização de técnicas específicas da fisioterapia dermato-funcional (VIEIRA; NETZ, 2012, p.12).

Procura-se destacar com essa pesquisa, que a eficácia da cirurgia plástica é resultante de seu planejamento cirúrgico e na utilização de cuidados pré e pósoperatórios como método profilático a fim de se evitar complicações e na efetuação de um resultado estético satisfatório e esperado. De acordo com Costa; Mejia (2014) afirma-se então que, os recursos da fisioterapia dermato-funcional é uma ferramenta de grande valia no pós-operatório de cirurgia plástica possibilitando na recuperação dos tecidos e desenvolvendo respostas ajustadas a cada organismo encaminhandose a cicatrização com menores riscos de surgimento de edemas, quadro álgico evitando aderências, hematomas, seromas e fibrose influenciando positivamente no resultado final da intervenção cirúrgica.

Neste âmbito, o atual estudo tem o objetivo geral de investigar, analisar as implicações na recuperação no pós-operatório cirúrgico e problematizar a questão destacando a importância da fisioterapia dermato-funcional. Tendo como objetivos específicos: evidenciar a importância do fisioterapeuta dermato-funcional dentro do quadro pós-cirúrgico; comprovar a importância da fisioterapia dermato-funcional no pós-operatório; outorgar a melhor compreensão da sua validade da fisioterapia dermato-funcional no pós-operatório cirúrgico como método seguro através da comprovação das pesquisas e estudos científicos e dos seus resultados.

Segundo Audino; Schmitz (2012) ao buscarmos compreender as transformações que ocorrem na nossa sociedade, quanto a preocupação com a aparência física, as modificações fisiológicas e patológicas que fogem do padrão de beleza coopera no crescimento das cirurgias plásticas, pois a imagem corporal não representa o seu ideal de beleza, podendo acarretar nas frustações e baixo estima. Enfatizando assim que, um atendimento fisioterapêutico pós-operatório da cirurgia plástica é primordial na reabilitação do paciente operado. Ademais, podem ocorrer complicações tardias à cirurgia, tendo a possibilidade de se impedir e evitar através da atuação do fisioterapeuta dermato-funcional. Muitos pacientes se submetem a tal procedimento em fases tardias, o que pode acarretar em um resultado pouco satisfatório, cabendo ao fisioterapeuta atuar com todo seu conhecimento e recursos a fim de minimizar os efeitos negativos como promover uma melhor cicatrização e bom resultado.

De acordo com a problemática desse estudo, a metodologia desenvolvida teve o objetivo nos estudos e se baseou em uma abordagem qualitativa, com a finalidade de analisar os conceitos e propostas utilizando-se de instrumentos de pesquisas na coleta por meio dos resultados classificados como bibliográficos, relacionados a pesquisas e estudo sobre a importância do fisioterapeuta dermato-funcional no pósoperatório cirúrgico. Para isso serão feitas consultas em livros, artigos e publicações, com o intuito estabelecer um referencial teórico em torno das concepções, utilizandose das pesquisas analíticas que envolvem o estudo e avaliação das informações disponíveis categorizadas em revisão, envolvendo uma análise, avaliação da literatura publicada. Foram excluídos artigos e revisões que não envolvessem a fisioterapia dermato-funcional pós-operatório, artigos e revisões que não envolvessem um período inferior ao ano de 2010. A pesquisa eletrônica utilizando das bases de dados com referência à biblioteca virtual realizou um levantamento dos artigos em periódicos nacionais foi executado via ferramenta Google Acadêmico

(http://scholar.google.com.br), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), baseando em artigos e publicações nacionais, consideraram-se os artigos e publicações por outros pesquisadores e autores, informações oficiais de órgãos especializados, que possibilitaram como base de discussões e objetivou uma análise mais específica como argumentação sobre o objeto de investigação.

2 DESENVOLVIMENTO

A cirurgia é um campo da medicina cujo seus procedimentos tem o objetivo de reparar e reconstituir lesões e doenças externas ou internas do corpo humano, através de intervenções cirúrgicas. No amplo cenário de probabilidades de procedimentos cirúrgicos, localiza-se a cirurgia plástica, que tem o objetivo de reconstituição artificial de uma porção do corpo. A cirurgia plástica é classificada como reparadora e estética. A reparadora tem o propósito de resgatar a função e restaurar a aparência danificada devido a alguma enfermidade, traumatismo ou problema congênito ou deformação. Quanto a cirurgia estética tem a finalidade do embelezamento por aprimorar a forma. Sendo que, o propósito maior de ambas as cirurgias, é de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes e uma unidade estética (LEAL, 2010).

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS) foram realizadas oficialmente mais de 1 milhão e 498 mil intervenções cirúrgicas referentes a plástica e estética no Brasil em 2019, colocando o Brasil como o primeiro no ranking mundial como o país que mais realizou cirurgias plásticas (ISAPS, 2019). Segundo o diretor internacional da ISAPS e professor universitário da PUC-RS, Dr Carlos Oscar Uebel afirma que atualmente os procedimentos mais requisitados na cirurgia plástica são: aumento de mana 15,6%, lipoaspiração 14,6%, cirurgia das pálpebras 12,5%, rinoplastia 8,1%, abdnoplastia 7,5%, elevação do seio 1%, enxerto de gordura-face 5,6%, redução de mama 4,5%, facelift 4,3%, aumento de nádegastransferência de gordura 3,1% (ISAPS, 2019).

A popularidade das cirurgias plásticas no Brasil, pode ser justificada pela alta qualidade do serviço da intervenção cirúrgica de todo o corpo médico, sendo considerado uns dos mais capacitados mundialmente com uso de tecnologias avançadas e personalizadas com valores mais acessíveis frente ao mercado internacional, e principalmente contanto com profissionais com renomes internacionais que dispõe de técnicas modernas, segura e bem-sucedidas (SPHERA, 2021).

Atualmente, com o aumento das cirurgias plásticas e a alta propagação das novas técnicas inovadoras. Fomentou a indispensabilidade de se promover aos pacientes, novas maneiras e técnicas de suportar melhor, e com mais qualidade, o pós-operatório a fim de se evitar, possíveis complicações. Fazendo que haja uma necessidade de formação de uma equipe multidisciplinar (FERNANDES, 2011).

A fisioterapia dermato-funcional tem sido extensivamente reconhecida pelos cirurgiões plásticos como proposta de método de tratamento no pós-operatório a fim de minimizar as lesões resultante do trauma cirúrgico e auxiliar no processo de recuperação do paciente. O tratamento fisioterapêutico no pós-cirúrgico não somente oportuniza a redução das possíveis complicações, bem como promove a retomada o quanto mais rápido a sua rotina diária.

É importante ressaltar que, seja qual for a intervenção cirúrgica pode ocasionar uma lesão tecidual, que provoca um reflexo na região, podendo atingir diferentes grau de intensidade, sendo de maior incidência: hematomas, fibrose, edemas, alterações transitórias de sensibilidade e pigmentação (GONÇALVES et al., 2015).

A função da fisioterapia dermato-funcional no pós-cirúrgico se refere a contenção das complicações, recuperação das regiões afetadas com hipoestesias, diminuindo a aderência tecidual e edema, beneficiando a textura da pele e dificultando no surgimento da fibrose subcutânea. A fibrose é estabelecida pelo aumento do tecido fibroso intersticial, que é caracterizado pela baixa elasticidade, ocasionando outras complicações (SANTOS et al., 2013).

O edema tem como característica uma grande quantidade de liquido no espaço intersticial, é um reflexo quanto a adição as forças que volta a retirar os fluidos do compartimento intravascular para o intersticial. Nos traumas mecânicos, como podemos exemplificar a cirurgia plástica, pode ocorrer modificação estrutural ou funcional dos vasos linfáticos, ocasionadas pela laceração ou compressão. Esse bloqueio mecânico alterará significativamente os equilíbrios das tensões causando o edema, e posteriormente podendo ocasionar hematomas, cicatrizes aderentes, tensão muscular, dor e diminuição da amplitude do movimento (SANTOS et al., 2013). A fisioterapia dermato-funcional é considerado como grande colaborador quanto aos procedimentos pós cirúrgicos. Nesta fase os recursos fisioterapêuticos, tem o objetivo de providenciar um ambiente ideal para a restauração da lesão, produzindo resultados adaptativos do organismo e direcionando ao seu pronto restabelecimento. Esses instrumentos devem ser realizados adequadamente, colaborando com a queda do tempo de repouso, reparando a funcionalidade e estimulando a recuperação do paciente (BORGES, 2016).

A organização do tratamento fisioterapêutico no pós-operatório é extensamente variável e é subordinado as características retratadas na avaliação, análise de trofismo cutâneo e muscular, do edema ou da cicatriz, ligadas a dor e sensibilidade levando-se em conta a categoria de cirurgia submetida, e do tempo de pós-operatório (MACEDO, 2011).

A fisioterapia dermato-funcional é indica como um auxílio a fim de se evitar as aderências, sendo este a maior razão do agravamento no pós-operatório, porque essas aderências obstruem a passagem normal do fluxo sanguíneo e da linfa, desenvolvendo o quadro de edematoso, atrasando a recuperação. No planejamento do tratamento mais viável e apropriado, se faz necessário, o entendimento das alterações funcionais manifestada pelo paciente (BORGES, 2010).

Conforme Agnes (2011), as intervenções pós-operatórios mais utilizados para o edema são: drenagem linfática, crioterapia, microcorrentes, corrente galvânica, cinesioterapia, massoterapia e LED.

A drenagem linfática (DLM) é uma técnica específica, cuja seu objetivo é sobre o sistema linfático superficial e toda sua estrutura anatômica e fisiológica, com a função de drenar os líquidos que estão excedentes onde circulam nas células, proporcionando a estabilidade hídrico dos espaços intersiticiais. (SOUZA, 2011). Ainda de acordo com Souza a DLM tem a função de limpar e desintoxicar o organismo, no que se tange as macromoléculas, controlando-as nos índices normais de concentração, assessorando na renovação do sistema linfático, evitando a ocorrência de alterações circulatórias, desenvolvendo a motricidade do linfangion e estimulando capilares inativos (SOUZA, 2011).

A drenagem linfática ocasiona um eminente avanço na reabsorção dos edemas através dos vasos venosos e linfáticos, reduzindo os hematomas e edema, assessora quanto ao processo de restauração do tecido por conta do fibrogênio incluso na linfa, evitando possíveis fibroses e aderências, ocasionando uma renovação de dos capilares linfáticos que foram lesionados, proporcionado também um resultado analgésico (SANTOS, 2013).

O tratamento da DLM pode ser iniciado na fase aguda, por se conferir as reações e alterações vasculares na fase inicial (edema), poderá ser praticada 48h após a intervenção cirúrgica. Mesmo considerando que, a cicatrização ainda tenha ocorrido a pouco tempo, sendo assim o uso da técnica deverá ser o mais ameno possível, com o intuito de se evitar o deslizamentos e trações no tecido em cicatrização. A drenagem linfática não apresenta nenhum risco para o paciente no pós-operatório de cirurgias, apenas se foi posto em prática inadequadamente utilizando-se de muita força, rapidez excessiva, ou direção errada (GUIRRO, 2004, p.74 apud COSTA, 2014, p.8). Outra técnica importante que podemos destacar é o Ultrassom Terapêutico (US), de acordo com seus efeitos térmicos e não térmicos proporciona a aceleração da velocidade da reparação dos tecidos e cura das lesões, ampliação do fluxo sanguíneo, acréscimo da extensibilidade do tecido, diluição dos depósitos de cálcio e diminuição da dor, através da modificação da condução nervosa e modificação da permeabilidade da membrana celular. Também auxilia na finalidade de se evitar as fibroses através da reabsorção de hematomas, essencial na primeira fase do tratamento pós-operatório (MIGOTTO et al., 2013).

Nesse sentido Millani (2006) diz que o uso do ultra-som no pós-operatório é com a finalidade da cicatrização, obtendo a força tênsil normal e podendo se evitar cicatrizes hipertróficas e queloides. Sendo assim, o uso do ultra-som promove substancialmente um acréscimo de fibroblastos, ordenamento perfeito para contração da ferida e na rapidez da fase inflamatória. No sentido a aceleração na reparação tecidual da pele aconselha-se a utilização do ultrassom no modo pulsado (Relação 1:5, 20%), baseando-se em uma frequência 3 MHZ, com intensidade inferior de 0,5 W/cm², na fase proliferativa (3 dias depois da lesão), efeito térmico do ultrassom pulsado de intensidade de 0,5W/cm², com acréscimo de 30% da concentração de colágeno.

Dentre as técnicas que oportunizam uma otimização quanto a recuperação do pós-cirúrgico podemos citar a Crioterapia, na qual sua aplicação é baseada no resfriamento do local, originando uma vasoconstricção, reduzindo o extravasamento sanguíneo e contribuindo com a diminuição da dor. Fazendo uso também da endermoterapia, visto que afastam as fibroses produzindo um tecido mais uniforme. O resfriamento instantâneo diminui a temperatura tecidual restringindo, consequentemente o trauma tecidual. A vasoconstrição decorre através do estimulo das fibras simpáticas e da queda da pressão oncótica, integrado a redução da permeabilidade da membrana que conduzem a uma diminuição do edema. A diminuição do edema, junto com a aplicação da crioterapia após uma lesão aguda, pode ser conferida à vasoconstrição imediata das arteríolas e vênulas, que diminui a circulação até a área, e com isso diminui o extravasamento de líquido para o espaço intersticial. Este resultado é corroborado com a diminuição do metabolismo celular assim como as substâncias vasoativas, como por exemplo a histamina (KITCHEN, 2003, p. 10 apud COSTA, 2014, p.9).

Seguindo os estudos de Agne (2017), para se conceituar a técnica de Microcorrente, é necessário diferenciá-la das correntes polarizadas, em destaque a microgalvânica, porque supostamente a confusão entre as correntes deve advir em razão das suas intensidades de corrente serem baseadas em microamperagem µA.O uso das correntes de baixa intensidade é relacionado às correntes polarizadas, as microgalvanoterapia embora seus efeitos são bem próximos à microcorrente. Contudo é importante se fazer a distinção entre elas, devida as indicações de polaridades, que poderão ser repetidas ou não quando relacionada a corrente monofásica contendo efeitos polares, já a microcorrente se refere a correntes alternadas.

O controle das frequências da microcorrente necessitam seguir as propriedades celulares em condições normais, número extremamente baixos, normalmente inferiores a 5 Hz, pois deverá a chegar próximo à corrente endógena no qual denominamos de corrente biológica, a corrente de baixa intensidade é fundamental para recuperação tecidual, a utilização de polaridade contrária não só não contribui com a recuperação pós-operatório como complica a reparação. O objetivo dessa técnica é a capacitância celular, essencial para o desenvolvimento e existência da célula, adiante os efeitos cicatrizantes onde se compreende os processos circulatórios (microcirculação, sanguínea e linfática), inflamatórios e regenerativos como diminuição de edema, regularização da coloração da pele e melhora da amplitude dos movimentos (AGNES, 2017).

Conforme Agnes (2017), a Corrente Galvânica pode ser aplicada em duas intensidades bem opostas, uma elevada com o auxílio da miliamperagem e a outra com intensidade mais baixa o que se refere a microamperagem.

Procura-se mediante a estimulação da corrente elétrica polarizada associada com a perfuração de uma pequena agulha contendo medicamentos com ação singular ao tratamento pós-cirúrgico, tais medicamentos podemos exemplificar: a dexametasona com reação anti-inflamatória, a hialuronidase indicados para edemas e fibroses, o óxido de Zinco como antisséptico com ação cicatrizante (MACEDO: OLIVEIRA et. al, 2014).

A cinesioterapia é baseada em exercícios planejados, com o objetivo de viabilizar a autonomia funcional, neste caso específico aos pós-cirúrgicos estéticos. As cirurgias plásticas modificam a função pulmonar e consequentemente as trocas gasosas por diminuir os volumes quanto a capacidades respiratórias, de acordo com as possibilidades a dor da incisão, as possíveis reações quanto a anestesia e o período de permanência no leito (SILVA et. al. 2013).

A cinesioterapia pode evitar ou diminuir os efeitos nos tecidos, por utilizar movimentos e exercícios de todo o corpo, evitando os acometimentos quanto a disfunções de segmentos corporais. O recurso terapêutico pode ser introduzido com cinesioterapia respiratória para beneficiar a função respiratória, a compreensão do padrão respiratório, desenvolvendo a oxigenação, as trocas gasosas e a reexpansão dos pulmões, tendo a possibilidade do paciente possui desconforto respiratório pela queda da ventilação nas bases pulmonares (SILVA et. al. 2013).

Na fase pós-cirúrgico é primordial introduzir atividades que possibilite o paciente a ficar mais autônomo e independente, para auxiliar o paciente na adaptação as suas funções rotineiras. Recomendasse o alongamento dos músculos abdominais, grande dorsal, ilocostal, longíssimo da coluna, espinhal e quadrado lombar. Conduzindo a mobilização da cintura escapular, com uso da pompagem para liberar todos os músculos, devido à enorme tensão muscular e a amplitude de movimento em que o paciente fica submetido no pós-cirúrgico, não ocorrendo a dissociação entre partes do corpo da cabeça e o tronco, evitando o movimento em bloco do paciente (SILVA et. al. 2013).

Na visão de Milani (2006), a massoterapia consiste em conjunto de massagem que possui a capacidade de realizar a estimulação mecânica nos tecidos através dos movimentos rítmicos de pressão e estiramento, produzindo uma sensação de relaxamento, o que promove uma melhor circulação venosa e linfática, e a absorção de substâncias produzidas nos tecidos.

Ainda pela ótica de Milani (2006), a massoterapia pode ocasionar o estiramento dos tecidos subcutâneos, produzindo uma atenuação quanto o sentimento de dor por conta ao estímulo do toque nos receptores de pressão da pele; uma ampliação da circulação da região tratada; estiramento da fáscia; a reparação da mobilidade dos tecidos moles e a disponibilização de aderências. A massoterapia deverá ser realizada de forma prudente e somente será indicada a partir da fase de maturação. Existe uma possibilidade onde os movimentos podem ocasionar um deslocamento tecidual, adiando o pronto restabelecimento. Uma vez que, os tecidos foram descolados na cirurgia e necessitam se aderir para que se promova sua restauração. Portanto se faz necessário dispensar o máximo de atenção na prática da massoterapia convencional, porque pode ocorrer o risco de seromas e hematomas tardios.

Segundo Agnes (2017), o uso de alguns tipos de luzes e radiação para o propósito terapêuticos promovem as comunicações com as células especificas produzindo um desfecho seguro e satisfatório. Os aparelhos emissores de laser e LED – emissão de luz por iodo, produzem luzes com um único comprimento de onda, denominado de monocromático. Portanto, os equipamentos ditos monocromáticos produzem uma única luz, independentemente de sua visibilidade, serão absorvidas pelas suas células específicas, tais equipamentos possuem filtros notadamente preciso para impossibilitar a emissão massiva de luz concedendo a passagem apenas daquelas que serão imprescindíveis.

Os aparelhos que específicos de baixa potência (LASER e LED) não causam concentração térmico e exclusivamente a fonte de luz (espectro) que impulsionará os fotorreceptores não especializados ocasionando as reações de fotobioestimulação dando início a conversão da energia luminosa em energia bioquímica, ou impedindo a transferência de dor ou impulsionando os seguimentos de regeneração tecidual (AGNES, 2017).

A terapia com LED pode resultar em um efeito biomodulador positivo na reparação cutânea, porque diminui a reação inflamatória e desenvolve o acúmulo de colágeno com o crescimento na produção dos miofibroblastos em feridas cutâneas auxiliando beneficamente no processo de cicatrização e no inflamatório (AGNES, 2017).

3 CONCLUSÃO

Este estudo pode nos informar a importância que a fisioterapia dermatofuncional tem alcançando reconhecimento no campo da medicina quanto a cirurgia plástica, isto se deve a popularização das cirurgias plásticas no pais e aos recursos terapêuticos que auxiliam e promovem o pronto restabelecimento e um resultado estéticos muito mais satisfatório no pós-cirúrgico, evitando e diminuindo eventos teciduais e complicações comuns as cirurgias plásticas.

Foi possível concluir que a fisioterapia dermato-funcional apresenta um melhor prognóstico no tratamento no pós-operatório e tem sido cada vez mais difundido e amplamente recomendado, como ferramenta para proporcionar uma reabilitação mais rápida. O processo de recuperação no pós-cirúrgico é fundamental dado a possibilidade do aparecimento de: edemas, hematomas, fibrose e inflamações. A fisioterapia dermato-funcional não se refere tão somente a natureza de tratamento estético, mas sim ao tratamento reparador do paciente. O tratamento estético se baseia na reabilitação das lesões teciduais. Enquanto, o tratamento reparador tem o propósito da construção e na prática de tratamento de reparação de tecidos que foram lesionados oriundos dos traumas patológicos ou obtidos por agentes externos, com transtornos físicos e psicológicos como efeito no prognóstico. Desta forma, a fisioterapia dermato-funcional abrange não só aspectos estéticos, a recuperação física e a saúde, mas também a questão do bem-estar.

Os recursos fisioterapêuticos pós-cirúrgicos mais indicados pelo atual estudo foram: drenagem linfática, crioterapia, microcorrentes, corrente galvânica, cinesioterapia, massoterapia e LED.

A fisioterapia dermato-funcional é extremamente colaborador aos procedimentos que sucedem à cirurgia. Neste momento, as ferramentas fisioterapêuticas, tem a função de auxiliar quanto ao restabelecimento da área lesionada, providenciando e impulsionando as respostas adaptativas do corpo no objetivo de cura. Tais ferramentas quando utilizados corretamente, não somente diminuem no tempo de repouso, como restabelecem a funcionalidade e aceleram quanto a recuperação do paciente e ao resultado mais satisfatório.

É extremamente importante que o paciente que irá se submeter a qualquer cirurgia plástica, tenha pleno conhecimento que dos cuidados exigidos no pré e póscirúrgicos e das possibilidades de complicações que podem suceder nesse procedimento. É imprescindível toda a preparação física, mental e emocional e o paradigma reabilitador a tais pacientes. Cabendo ao fisioterapeuta dermato-funcional avaliar e escolher o instrumento mais eficaz para o tratamento no pós-operatório de uma cirurgia plástica, é fundamental neste momento, o amplo conhecimento nos recursos fisioterapêuticos, planejando a diminuir as intercorrências para um pronto restabelecimento mais eficiente e funcional quanto ao pós-operatório.

REFERÊNCIAS

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Fonte