Adolescente descobre gravidez de risco por causa de pedra nos rins e passa por cirurgia: ‘Quase morreu’ | Mais Saúde

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    Uma adolescente de 16 anos descobriu uma gravidez nas trompas após ser diagnosticada com cálculo renal e infecção urinária, em Santos, no litoral de São Paulo. Gabriela Rocha Alexandrino Marques chegou a ter alta após descobrir que estava grávida, mas, com a persistência das dores, a família da jovem decidiu procurar outro hospital, onde foi realizada uma cirurgia de emergência. “Ela quase morreu. Por pouco não perdi minha filha”, desabafou a mãe, Ilayza Rocha Vaz, de 39 anos.

    Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (6), Ilayza explicou que a filha reclamava de dores e estava com a barriga muito inchada, com uma coloração arroxeada. Ela passou a levar a jovem à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas a partir de 30 de outubro.

    Os primeiros exames confirmaram uma infecção de urina, e o médico disse à mãe que se tratava de pedra nos rins. A jovem fez diversos exames e, apenas no último sábado (1º), a família descobriu a gravidez nas trompas de falópio. Apesar do diagnóstico da gravidez de risco, ela foi liberada a voltar para casa e aconselhada a procurar um hospital para realizar o pré-natal.

    Ilayza relata que, apesar de a gravidez ser de poucos dias, a barriga da jovem estava grande e inchada, e as dores abdominais não passavam. Desesperada, a mãe procurou o Hospital dos Estivadores para tentar um tratamento. “Quando chegou ao hospital, ela foi levada direto para cirurgia, e [os médicos] falavam que ela poderia morrer”, relembra.

    A cirurgia foi delicada, segundo a mãe, e foi necessário retirar o ovário e as trompas da jovem. Ela ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. Ilayza explica que a filha teve hemorragia durante o procedimento e precisou receber sangue depois da cirurgia.

    “Pensei que ia perder ela. Eu nunca vou esquecer o doutor chegando e falando que poderia perder minha filha. Me ajoelhei no banheiro do hospital e pedi muito para Deus. Não desejo isso para nenhuma mãe”, diz Ilayza.

    Depois do procedimento, a paciente segue estável, conforme a mãe. Após passar por essa situação, ela lamenta o fato de a filha ter recebido alta a primeira vez, mas comemora a recuperação da jovem, que conseguiu identificar o problema a tempo. “Os médicos do segundo hospital salvaram a vida da minha filha, vou ser eternamente grata a eles”, finaliza.

    Em nota, a Fundação do ABC, entidade que faz a gestão compartilhada da UPA Central com a Secretaria de Saúde, informou que a paciente foi atendida adequadamente pelas equipes assistenciais da unidade, que seguiram todos os protocolos assistenciais pertinentes ao quadro clínico.

    De acordo com a fundação, a paciente deu entrada na UPA no dia 30 de outubro, com queixa de dificuldade para urinar e dor abdominal. Ela passou por atendimento médico, colheu exames e retornou no dia seguinte para ter os resultados, que confirmaram os diagnósticos de infecção urinária e de cálculo renal, cujos tratamentos sintomáticos tiveram início de imediato.

    Quando a paciente retornou, em 31 de outubro, para buscar os exames, passou novamente com a equipe médica e relatou sensação de aumento do abdômen. Diante da informação, foram solicitados novos exames, inclusive de gravidez. Com os resultados dos novos exames, a gravidez foi confirmada e a paciente foi orientada a iniciar o pré-natal na rede de saúde municipal para o adequado acompanhamento ginecológico.

    Vale ressaltar que os diagnósticos de infecção urinária e de cálculo renal estavam corretos. Adicionalmente, graças à identificação da gravidez pela UPA e à orientação para a busca de um serviço de ginecologia, a paciente descobriu em tempo a gravidez nas trompas, cujo procedimento terapêutico geralmente é cirúrgico e realizado por serviço especializado.

    No dia 1º de novembro, a paciente procurou o Pronto-Atendimento Obstétrico do Complexo Hospitalar dos Estivadores, unidade da Prefeitura de Santos, e passou por avaliação da equipe multiprofissional, sendo identificada a necessidade de internação para realização da cirurgia. O hospital não está autorizado a divulgar informações sobre o estado de saúde da paciente.



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