Alimentos coloridos oferecem mais nutrientes e um prato bem atrativo Diário da Região

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Em agosto comemora-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno. No Brasil, são realizados vários eventos para promover a amamentação natural, que deve ser exclusiva até os seis meses de idade. O tema deste ano é “Empoderar mães e pais, favorecer a amamentação: hoje e para o futuro!”. Paralelamente à campanha, muitos especialistas estão também alertando sobre os cuidados com a alimentação durante toda a vida. O objetivo é que as crianças desenvolvam uma relação saudável com a comida desde cedo.

Tudo começa com a introdução dos alimentos sólidos. As papinhas salgadas devem conter, por exemplo, um cereal, como arroz e macarrão; ou um tubérculo, como batata e inhame; uma proteína, como carne e frango; um legume, como feijão e grão de bico; um ou mais legumes, como cenoura e beterraba, e uma ou mais verduras, como couve e espinafre. Neste período, estabelecer horário para as refeições é um dos princípios fundamentais para a alimentação saudável. O leite materno também deve ser mantido como alimentação complementar até os dois anos ou mais.

A nutricionista Sizele Rodrigues, da Codeagro (Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios), afirma que o ideal é que não se use sal durante a preparação, já que a criança ainda não possui paladar para esse tempero. “Já temperos naturais como alecrim, manjericão, cebolinha, salsinha e tomilho podem e devem ser utilizados para dar sabor à comida”. Para que haja estímulo da mastigação, não é indicado bater a comida no liquidificador ou passar numa peneira. O correto é apenas cozinhar os alimentos e amassá-los com um garfo.

Desde sempre, o cardápio das crianças deve ser variado, respeitando a idade certa. Quanto mais colorido for o prato do seu filho, mais saudável e rico em nutrientes ele será. O Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria revela que o cardápio deve respeitar os hábitos da família e as características regionais. Crianças em período escolar devem ingerir alimentos para prover energia e nutrientes em quantidade e qualidade adequadas ao crescimento, ao desenvolvimento e à prática de atividades físicas. No entanto, é preciso evitar o consumo de refrigerantes, frituras e guloseimas.

O ideal é que a criança tenha uma alimentação equilibrada, que priorize alimentos naturais como frutas, verduras e carnes magras, e isso inclui uma guloseima de vez em quando, como por exemplo comer brigadeiro em uma festa infantil. O que não é indicado é colocar bolacha recheada todos os dias na lancheira da escola. Crianças menores de dois anos, no entanto, não devem comer doces.

Independentemente da idade, salsicha, suco artificial, macarrão instantâneos, sopas de pacote, salgadinhos de pacote e mel falso devem ser eliminados do cardápio. A chef de cozinha Amilcar Azevedo, do Gourmetzinho, afirma que os alimentos ultraprocessados são grandes vilões da alimentação infantil. “De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, as comidas ultraprocessadas de bebês costumam ter vegetais mais adocicados, o que implica em uma mudança no paladar das crianças. Além disso, esses alimentos possuem calorias vazias, ou seja, não agregam valor nutricional ao produto.”

Pais que têm hábitos alimentares ruins devem, pelo menos, permitir que ao menos os seus filhos desenvolvam novos padrões em relação ao que está na mesa. A criança pequena também vai fazer sujeira quando for comer. E a bagunça, com bom senso, é importante, porque a criança cria repertório quando é a protagonista na hora do almoço ou jantar e explora as sensações, sentindo o cheiro, a textura e o sabor do alimento. Os pais também devem levar as crianças à feira ou ao supermercado, deixando que elas toquem os alimentos e participem da escolha.

A alimentação adequada evita o surgimento de doenças antes exclusivas de adultos, como diabetes tipo 2, pressão alta e obesidade. A nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Carolina da Cruz Marques, afirma que as crianças têm o paladar diferente dos adultos, tendo normalmente preferência por doces. “No entanto, alguns estudos mostram que o paladar é formado de acordo com o hábito alimentar da família, da região em que vivem e condições financeiras. Não é tarefa fácil introduzir novos alimentos na dieta habitual, porém com insistência e criatividade é possível. Não precisa proibir os doces, mas fazer com que a criança entenda que deve ser consumido moderadamente e numa dieta equilibrada”.

O Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com o Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), preparou um material ilustrativo voltado aos pais e pediatras para esclarecer dúvidas sobre o colesterol. “Na infância, a principal causa de colesterol alto se deve a uma alimentação rica em gorduras, ao excesso de peso e ao sedentarismo”, revela o conteúdo. “É preciso dar preferência ao consumo de verduras, legumes e frutas, peixe e frango, leite, queijo branco e brincadeiras ao ar livre, corridas e a prática de esportes”, orienta o endocrinologista Crésio Dantas Alves.

O Manual de Sucos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que pode ser baixado no site www.codeagro.agricultura.sp.gov.br, revela que a coloração dos alimentos é determinada pela predominância de nutrientes específicos, que são benéficos à saúde. Quanto maior a variedade de alimentos e cores no prato, mais rica em nutrientes será a refeição.

Os alimentos verdes como o pimentão e o salsão, por exemplo, são fontes de antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce e ricos em vitaminas A e C. Já os vermelhos, como morango, tomate e maçã, auxiliam na prevenção da degeneração das células e ajudam na circulação sanguínea. Cenoura e manga, alimentos de coloração alaranjada, são fontes de betacaroteno e cardioprotetores, além de beneficiarem o sistema imunológico.

Há também os alimentos brancos, que auxiliam na formação e manutenção dos ossos, caso do leite, queijos e iogurtes. Os roxos, como a beterraba e as uvas, que têm atividade anti-inflamatória, e os marrons, como os feijões, nozes, castanhas e cereais integrais, são fontes de fibras e regulam o trânsito intestinal.

Flávia Cesar, nutricionista ortomolecular e coach de saúde integrativa, afirma que as cores dos alimentos revelam substâncias que são capazes de proteger e prevenir o corpo contra diversas doenças. “Quanto mais colorido for o prato, mais saudável e rico em nutrientes ele será. Isto acontece porque cada cor é dada por um pigmento específico e associado a este pigmento nós teremos alguns nutrientes e substâncias funcionais que terão ação benéfica específica no organismo.”

Segundo Flávia, as pessoas de todas as idades devem incluir em suas refeições alimentos amarelos e alaranjados diariamente. “Eles têm esta tonalidade porque são ricos em betacaroteno. Alguns exemplos são a cenoura, mamão, damasco e abóbora, que entre tantos benefícios é antioxidante e atua na proteção da pele, cabelo e unhas.”

Os corantes intensificam a cor dos alimentos e são amplamente utilizados pela indústria. No entanto não fazem bem para a saúde, segundo Flávia. “O pigmento deve vir da cor natural dos alimentos e não do produto artificial. O corante, ao invés de proteger, faz com que o organismo use as próprias defesas para combater o corante artificial.”



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