Artigo – Efeito da Drenagem Linfatica em Diversas Patologias

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EFEITOS DA MASSAGEM DE DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL EM DIVERSAS
PATOLOGIAS
EFFECT OF THE MASSAGE OF MANUAL LYMPHATIC DRAINING IN DIVERSE
PATOLOGIAS
CUNHA, N. D.
Graduanda do 8º termo do Curso de Fisioterapia das Faculdades Adamantinenses Integradas-
FAI.
BORDINHON, M. T.
Professora Mestranda da Disciplina de Dermato-Funcional das Faculdades Adamantinenses
Integradas – FAI
RESUMO
A drenagem linfática manual é um método terapêutico que visa aumentar a capacidade de
condução da linfa, pelos vasos linfáticos favorecendo assim, em muito, a distribuição de
líquidos intracelulares. Tem por objetivo aprimorar algumas das funções do sistema linfático,
trazendo vários benefícios, como redução de edemas linfáticos, edemas pós-operatórios,
linfedemas, celulite, retenção hídrica, acne, entre outros problemas. Ao mesmo tempo
proporciona a regeneração e a defesa dos tecidos, aumentando a diurese e a eliminação de
toxinas, desenvolvendo o equilíbrio do organismo. Este estudo teve como objetivo avaliar os
efeitos da massagem de drenagem linfática manual corporal em diversas patologias, já citadas
anteriormente. Para a realização deste estudo aplicou-se um questionário contido de 12
questões. Concluiu-se que os efeitos mais comumente encontrados eram a diminuição do
edema, melhora do grau de celulite, aumento da diurese e melhoras do funcionamento do
intestino; diminuição da dor, diminuição do edema pós-operatório, equimoses e hematomas
no pós-lipoaspiração.
PALAVRAS-CHAVE
Drenagem linfática, sistema linfático, massagem, linfa
ABSTRACT
The manual lymphatic draining is a therapeutical method that it aims at to increase the
capacity of conduction of the lymph, for the lymphatic vases thus favoring, in very, the
distribution of intracellular liquids. It has for objective to improve some of the functions of
the lymphatic system, bringing some benefits, as reduction of edemas lymphatic, edemas
postoperative, linfedemas, celulite, hídrica retention, acne, among others problems. At the
same time it provides to the regeneration and the defense of fabrics, increasing the toxin
diurese and elimination, developing the balance of the organism. This study it had as
objective to evaluate the effect of the massage of corporal manual lymphatic draining in
diverse patologias, already cited previously. For the accomplishment of this study a contained
questionnaire of 12 questions was applied. It was concluded that the found effect more were
the reduction of edema, improves of the degree of celulite, increase of diurese and
improvements of the functioning of the intestine; reduction of pain, reduction of edema after-
oporatório, equimoses and hematomas in the one after-lipoaspiração.
KEY-WORDS
lymphatic Draining, lymphatic system, massage, lymph
INTRODUÇÃO
A massagem de drenagem linfática manual é um método de massagem altamente
especializado, realizado com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o
trajeto do sistema linfático (Awada, 2003), mobilizando a linfa até os gânglios linfáticos.
(Garcia, 2004). Ela drena o líquido acumulado em determinadas regiões, melhorando a
circulação e a oxigenação desse tecido, seja abdome, coxa, glúteos, etc. (Bassalobre, 2004).
O método de drenagem linfático foi descoberto pelo casal dinamarquês Estrid e Emil Vodder
entre, 1932 e 1936. Dr. Vodder fisioterapeuta, começou experimentalmente a tratar pacientes
acometidos de gripes e sinusites, manipulando seus gânglios linfáticos do pescoço através de
movimentos suaves e rotativos; tornando-se um grande desafio do casal Vodder. Os trabalhos
práticos em clientes forneceram a prova da viabilidade do método.(Winter, 1973).
A drenagem linfática pelo método Dr. Vodder utiliza pressões graduadas e constantemente
alteradas, imitando as contrações próprias da musculatura lisa dos vasos linfáticos e
acompanhando o ritmo dos mesmos; objetivando diretamente o aumento do volume de linfa
admitido pelos capilares linfáticos e o aumento da velocidade de seu transporte através dos
vasos e ductos linfáticos.
Atualmente a drenagem linfática manual está representada principalmente por duas técnicas: a
de Leduc e a de Vodder. Ambas são baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e
linfonodos, associando basicamente três categorias de manobras: 1) manobras de captação, 2)
manobras de reabsorção e 3) manobras de evacuação. A diferença entre elas reside somente
no local da aplicação.(GUIRRO, 2000, p. 74).
Captação: é realizada sobre o segmento edemaciado, visando aumentar a captação da linfa
pelos linfocapilares.
Reabsorção: as manobras se dão nos pré-coletores linfáticos, os quais transportarão a linfa
captada pelos linfocapilares.
Evacuação: o processo de evacuação ocorre nos linfonodos que recebem a confluência dos
coletores linfáticos.
Leduc (2000) preconiza a utilização de cinco movimentos que, combinados entre si, formam
seu sistema de massagem: drenagem de linfonodos, círculo com os dedos, círculo com o
polegar, movimentos combinados (polegar e dedos), pressão em bracelete.(GUIRRO, 2000, p.
76).
Dentre as manobras de massagem propostas por Vodder, distinguem-se quatro tipos de
movimento: círculos fixos, movimentos de bombeamento, movimento do “doador”,
movimento giratório ou de rotação. (GUIRRO e GUIRRO, 2002, p. 77).
SISTEMA CIRCULATÓRIO E SISTEMA LINFÁTICO
O sistema sangüíneo está intimamente relacionado anatômica e funcionalmente ao sistema
linfático. (Guirro e Guirro, 2002).
Sistema Circulatório
A função básica do sistema circulatório é a de levar material nutritivo e oxigênio às células. O
sangue possui ainda células especializadas na defesa orgânica contra substâncias estranhas e
microorganismos.
O sistema circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído
por tubos, no interior dos quais circulam humores. Os tubos são chamados vasos e os humores
são o sangue e a linfa. Para que estes humores possam circular através dos vasos, há um órgão
central – o coração, que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. As trocas entre o
sangue e os tecidos vão ocorrer em extensas redes de vasos de calibre reduzido e de paredes
muito finas; os capilares.
Divisão do Sistema Circulatório
O sistema circulatório está constituído por:
a) Sistema sanguífero, cujos componentes são os vasos condutores do sangue (artérias, veias,
e capilares) e o coração (o qual pode ser considerado como um vaso modificado);
b) Sistema linfático, formado pelos vasos condutores de linfa (capilares linfáticos e troncos
linfáticos) e por órgãos linfóides (linfonodos e tonsilas).
c) Órgãos hemopoiéticos, representados pela medula óssea e pelos órgãos linfóides (baço e
timo). (Dangelo e Fattini, 2000).
Sistema Linfático
O sistema linfático é composto por uma rede complexa de vasos e gânglios. Compreende as
vias linfáticas e o tecido linfático ou linfóide; o tecido linfático está presente em certos órgãos
como o intestino.(Gardiner et al., 1988). O líquido transportado pelos vasos linfáticos é
chamado de linfa.
Diferente do sistema circulatório, o sistema linfático não apresenta um órgão central
bombeador, além de ser microvasculotissular.
Esse importante sistema possui funções importantes como: retorno do líquido intersticial para
a corrente sangüínea, destruição de microorganismos e partículas estranhas da linfa, e
respostas imunes específicas, como a produção de anticorpos. (Guirro e Guirro, 2002).
Linfa
A linfa desempenha um importante papel no transporte de algumas substâncias, ajuda a
eliminar o excesso de líquido e produtos que deixaram a corrente sangüínea, tendo ação
imunológica, isto é, a linfa é enriquecida por anticorpos, funcionando como uma verdadeira
“lixeira” do organismo. Quando o sistema circulatório e/ou linfático não cumpre corretamente
suas funções, o corpo fica sobrecarregado por excesso de líquido que não consegue absorver.
Na maioria dos casos, esse fenômeno se traduz por sintomas como celulite, retenção de
líquidos, peso nas pernas e aparecimento de edema (inchaço), mais conhecido como
linfedema. (Bassalobre, 2004).
O surgimento de edema está ligado à circulação linfática, seja diretamente em conseqüência
do aumento do aporte líquido ou, indiretamente, em conseqüência de uma patologia linfática
específica.
Em pessoas sedentárias ou com uma alimentação muito tóxica, a linfa é mais espessa e o
fluxo se torna mais lento, levando a formação de edemas, celulites e até uma baixa
imunológica geral.
Freqüentemente, essas diferentes causas de surgimento do edema são simultâneas,
consideradas como uma patologia mista, na qual se observa uma insuficiência venosa ligada a
uma insuficiência do próprio sistema linfático. A grande adaptabilidade do sistema linfático
que drena normalmente cerca de 2 a 2,5 litros de linfa a cada 24 horas permite, caso
necessário, a evacuação de até 20 a 30 litros em 24 horas. Em muitos casos, essa
complacência da rede linfática permite evitar o edema. Diante disso, fica evidente que o
edema é a prova de uma insuficiência linfática. ( Leduc, 2000).
A linfa absorvida pelos capilares linfáticos é um líquido claro e incolor, e divide com os
outros líquidos extracelulares a responsabilidade de manter constante o meio interno do
organismo. (Gardiner et al., 1988).
É formada por uma parte líquida e uma carga linfática obrigatória; a parte líquida se origina
nos espaços intersticiais, sendo seu componente líquido o líquido intersticial, o qual se
assemelha ao plasma sangüíneo, contem um número muito grande de leucócitos, linfócitos e
muitas hemácias. A quantidade de líquido transportado pela linfa de pende das condições
hídricas do tecido de origem, porém podemos definir esta quantidade como líquido excedente.
A carga linfática obrigatória é constituída por substância que precisam ser retirados do
interstício para garantir a homeastase, os capilares linfáticos representam a única
possibilidade de retirada.
Trata-se de macro-moléculas, principalmente de proteínas, mucopolissacarídeos,
lipoproteínas, ácidos graxos complexos, mas também de bactérias e fragmentos de células.
A linfa também contém células de linfócitos (principalmente), granulócitos, alguns eritrócitos,
macrófagos e eventualmente células cancerosas.(Winter, 1973).
Os linfócitos estão presentes em todos os tecidos linfóides, no sangue, no tecido conjuntivo,
na linfa e na medula óssea; os linfócitos T são originados ou modificados no timo, os
linfócitos B parecem originar-se na medula óssea. Os linfócitos exercem um papel importante
na defesa imunológica. (Winter, 1973).
Os macrófagos originam-se de monócitos, e tem a capacidade de fagocitose. O fibrinogênio
também está presente na linfa, e ele é responsável pela coagulação dessa linfa.
Durante o período de inatividade de uma área ou parte, o fluxo da linfa é relativamente lento.
A atividade muscular provoca o aparecimento de fluxo mais rápido e regular. A circulação da
linfa cresce durante o peristaltismo e também com o aumento dos movimentos respiratórios e
da atividade cardíaca. Cresce com a elevação da pressão venosa, mas é pouco afetada pela
elevação das pressões arteriais. Pode ser aumentada por massagem, movimentação passiva, e
até certo grau, pelas pulsações das artérias adjacentes. A obstrução do fluxo da linfa de uma
dada área tem como conseqüência o acúmulo, nessa área, de quantidades anormalmente
grandes de líquido tecidual formando o chamado linfedema. (Gardiner et al., 1988).
A temperatura tem um papel importante sobre o sistema linfático; pois aumenta a freqüência
das contrações rítmicas, o aumento da pressão hidrostática interna do segmento linfático
aumenta tanto a freqüência quanto à intensidade da musculatura da linfa; a freqüência das
pulsações aumenta sob o estímulo de neurotransmissores como, acetilcolina, adrenalina e
noradrenalina.
Vias linfáticas
As vias linfáticas são compostas de capilares, vasos e troncos.
Os capilares linfáticos terminais tem uma estrutura peculiar adequada á sua função coletora,
além disso, eles se unificam para formar os vasos linfáticos. Possuem grande permeabilidade,
permitindo a passagem de água, proteínas, cristalóides, graças á sua estrutura
especial.(Winter, 1973). São encontrados na maioria das áreas nas quais estão situados os
capilares sangüíneos (Gardiner et al., 1988).
As vias linfáticas começam no tecido intersticial por uma rede de capilar que se encontra
sempre na proximidade de capilares sanguíneos. Os capilares linfáticos unificam-se,
formando vasos linfáticos que percorrem um ou mais gânglios linfáticos antes de se reunirem
em troncos linfáticos. O ponto final das vias linfáticas é o ângulo venoso, onde os troncos
linfáticos despejam a linfa para dentro da circulação venosa.(Winter, 1973). São divididas
numa rede periférica que compreende os capilares e vasos linfáticos situados anteriormente
aos gânglios linfáticos, e numa rede central que abrange todos os vasos linfáticos posteriores
aos linfonodos. Elas têm grande importância no transporte de proteínas de alto peso molecular
dos tecidos para os vasos (Awada, 2003). A rede de reabsorção é constituída pelos capilares
linfáticos que coletam o líquido da filtragem carregados de dejetos do metabolismo celular. A
progressão da linfa no nível dos capilares é facilitada por pressões exercidas pelas contrações
dos músculos vizinhos e pela pulsação arterial.
Vasos Linfáticos
Os vasos linfáticos formam-se pela confluência de vários capilares linfáticos. Eles possuem
válvulas que impedem o refluxo da linfa. Os vasos podem ser divididos quanto a sua função:
capilares linfáticos capturam a linfa, pré-coletores linfáticos dão início à movimentação da
linfa levando-a aos coletores linfáticos, de maior calibre, que transportam a linfa até os nodos
linfáticos.
Linfonodos
A função essencial do gânglio linfático é a preservação do organismo contra qualquer
agressão de substâncias estranhas. (LEDUC, 2000, p. 7). São considerados órgãos efetuadores
das reações imunológicas, e se desenvolvem sob estímulo imunológico, principalmente
através do canal alimentar; eles servem de reservatório para pequenos linfócitos, além de
apresentarem condições ideais para sua multiplicação e diferenciação. (Winter, 1973).
Os gânglios linfáticos são chamados também de linfonodos, e se encontram no trajeto da
corrente linfática, geralmente estão dispostos em cadeias, onde existem gânglios linfáticos
superficiais e profundos. São estruturas imunologicamente ativas. Participam de dois
mecanismos distintos de defesa imunológica do organismo: resposta humoral e resposta
célula-mediadora. (Winter, 1973).
No homem existem cerca de 600 a 700 gânglios linfáticos, forma de feijão, esférica ou
elepsóide.(Guirro e Guirro, 2002). Outras regiões que apresentam acúmulo de gânglios
linfáticos são as axilas, virilha e região poplítea (região posterior do joelho). (Winter, 1973).
O gânglio linfático é envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso, a qual contém
uma musculatura lisa que possibilita a contração do linfonodo para o transporte da linfa. Neles
existem células reticulares (fagocitose e pinocitose-absorção), macrófagos, plasmócitos e
linfócitos médios que são fixos; e linfócitos pequenos que são móveis.(Winter, 1973).
Troncos Linfáticos
Os vasos aumentam progressivamente seu calibre e formam por último, os troncos linfáticos à
esquerda o canal torácico e a direita canal linfático direito.
A circulação linfática após passar pelos vasos linfáticos retorna ao sistema sangüíneo através
do ducto torácico
Os troncos linfáticos são: o ducto torácico, o ducto esquerdo e o ducto direito. O ducto
torácico recebe a linfa dos membros inferiores e dos órgãos abdominais. Dirige-se em direção
ao pescoço – diafragma, sobe pelo tórax adiante da coluna vertebral, na altura da clavícula faz
uma curva para o lado esquerdo, passando próximo à artéria carótida esquerda, do nervo vago
e da veia jugular interna, inclina-se para baixo para desembocar no ângulo venoso esquerdo
(junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular esquerda) e recebe a linfa do ducto
linfático esquerdo. O ducto esquerdo é formado pela junção do tronco jugular esquerdo, que
traz a linfa da parte esquerda da cabeça, com o tronco subclávio esquerdo, provindo do braço
esquerdo. Os dois troncos reúnem-se pouco antes de penetrarem no ducto torácico. O ducto
direito consiste na junção do tronco jugular direito com os troncos subclávio direito e
brancomediastinal ascendente (que traz a linfa da parte superior do tórax direito. A junção dos
três troncos dá-se próximo à clavícula).(Winter, 1973).
Transporte da Linfa
Contração dos músculos vizinhos: O aumento da pressão força uma maior quantidade de
líquido para dentro dos capilares linfáticos, modificando a pressão interna do capilar,
desencadeando uma seqüência de contrações, que também serão transmitidas para segmentos
subsequentes. A intensa atividade muscular eleva também a temperatura da região, levando a
um aumento das contrações da musculatura lisa dos capilares linfáticos.
A ação do diafragma sobre o transporte da linfa: A respiração provoca uma mudança de
pressão na caixa torácica; onde na inspiração, esta se dilata e seu volume aumenta
consideravelmente pela descida do diafragma, mudanças pelas quais estão acompanhadas por
uma pressão negativa em relação à pressão atmosférica. Assim o vácuo parcial que se forma
na caixa torácica não somente impele o ar para dentro dos pulmões, como também facilita o
avanço do fluxo linfático.
A pulsação das grandes artérias: Os vasos linfáticos se encontram quase sempre nas
proximidades dos vasos sangüíneos, de modo que a pulsação das grandes artérias repercute
também nos vasos linfáticos, fatos este coadjuvante na motricidade dos vasos linfáticos.
(Winter, 1973).
EFEITOS DA MASSAGEM DE DRENAGEM LINFÁTICA
As manobras de drenagem linfática exercem influência sobre algumas estruturas e funções
biológicas, direta e indiretamente, tais como:
– Estimula a contração da musculatura lisa dos vasos linfáticos, aumenta a velocidade de
transporte da linfa, aumenta a capacidade de processamento da linfa no interior dos
gânglios linfáticos, melhora as condições de absorção intestinal, melhora a atuação do
sistema nervoso vegetativo, aumenta a captação de oxigênio pelos tecidos, fornece a
nutrição celular pelo maior aporte sangüíneo, fornece a eliminação dos produtos finais
resultantes do metabolismo tecidual, aumenta a absorção dos nutrientes e princípios ativos
através do trato digestivo, aumenta a quantidade de líquidos a serem eliminados.(Winter,
1973).
 Em conseqüência de todos estes fenômenos temos:
– Aumento do grau de hidratação e nutrição da célula, aumento da velocidade de
cicatrização de ferimentos pelo aumento da vascularização arterial e venosa, aumento da
capacidade de absorção de hematomas e equimoses, melhora do retorno de sensibilidade
em cirurgias plásticas, diminuição de retenção de líquido nos tecidos prevenindo a
formação de celulites, produz relaxamento. (Bassalobre, 2004).
 A drenagem linfática manual é indicada em;
– Linfedema primário e secundário, celulite, linfedema de braço posterior a mastectomia,
edema pós-operatório e pós- traumáticos, problemas circulatórios, pós-cirurgia plástica,
pós-lipoaspiração, sinusite, rinite e otite, enxertos, varizes e pernas cansadas, edemas da
gravidez e síndrome pré-menstrual, enxaquecas, artrose, artrite e gota,
tendinite;tratamento de acne e rosácea, envelhecimento cutâneo.(Winter, 1973; Guirro,
2000)
 As contra-indicações são:
– Trombose venosa profunda, tromboflebites, erisipela,infecção aguda, neoplasias malignas
e diagnosticadas em atividade, insuficiência cardíaca congestiva (descompensada),
história de hipertensão arterial e sintomas vagotômicos, asma brônquica de evolução
grave e crises freqüentes, arteriosclerose em processo avançado, hipertireoidismo.(Winter,
1973; Guirro, 2000).
OBJETIVO
O presente estudo tem por objetivo identificar os principais efeitos da massagem de drenagem
linfática manual em diversas patologias; assim como o índice de satis…



Fonte