Assembleia aprova lei que garante informação e segurança a diabéticos | Momento Assembleia Paraná

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    Silencioso e crônico, o diabetes afeta 16 milhões de brasileiros. A doença ocorre devido à produção insuficiente ou má absorção da insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Sem controle, pode afetar a visão, os nervos, o coração, os olhos e os rins. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. Diante da gravidade da patologia e do aumento do número de diabéticos em todo o Brasil, a Assembleia Legislativa do Paraná já debateu e aprovou leis que tratam justamente da prevenção e do combate à doença, e também sobre o descarte correto das seringas e agulhas utilizadas pelos pacientes que sofrem do diabetes.

    É o caso da lei 18.495/2015, que institui a Semana Estadual da Conscientização, Prevenção e Combate à Diabetes. A legislação foi criada para estimular que o poder público e a iniciativa privada promovam campanhas de alerta aos cuidados para evitar a doença. De 9 a 18 de novembro, anualmente, são feitos atendimentos, exames, palestras e atividades específicas em hospitais, escolas, universidades e empresas. A data coincide com o Dia Mundial da Diabetes, dia 14 de novembro.

    A lei pretende estimular ações do Poder Executivo Estadual, em conjunto com as demais entidades que se relacionam com a prevenção, combate e tratamento da doença. Anualmente, desde a criação da data, a Assembleia promove palestras e audiências públicas para debater as políticas e ações de combate e prevenção ao diabetes.

    A melhor forma de prevenir e controlar o diabetes é a adoção de hábitos de vida saudáveis, com a prática regular de atividade físicas, a manutenção de uma alimentação saudável priorizando o consumo de verduras, legumes e frutas e reduzindo o uso de sal, açúcar e gordura.

    Depois do diagnóstico, além de manter esses hábitos saudáveis, alguns diabéticos contam com a ajuda de medicação específica para o controle da glicose no sangue, incluindo o uso da insulina injetável. A estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes é de que 1 milhão de pessoas façam o uso de agulhas para o controle da doença, gerando um volume enorme de resíduos que exigem descarte adequado.

    Uma lei aprovada pelos deputados na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2020, instituiu a Semana Estadual de Conscientização do Descarte Correto do Lixo Gerado no Tratamento do Diabetes e outras doenças, realizada anualmente no início de março. A lei 20.130/2020 surgiu com o objetivo de alertar a população paranaense e, claro, as pessoas que fazem uso frequente de materiais como as seringas e agulhas.

    O descarte inadequado de agulhas usadas no tratamento do diabetes e de outras doenças pode contaminar o meio ambiente e ferir gravemente quem trabalha com a coleta e separação do lixo, como aconteceu recentemente no município de Araucária, quando um trabalhador da limpeza pública teve contato com um saco plástico com várias seringas para insulina. Além disto, há ainda a possibilidade da transmissão de doenças como hepatites e HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).

    Materiais como agulhas, seringas, lancetas, canetas e tiras não devem ser descartados no lixo comum. Depois do uso devem ser acondicionados em recipientes de plástico resistente, como por exemplo, embalagens de amaciante. As garrafas pet, como as de refrigerante e água, não devem ser usadas, pois não oferecem a resistência necessária.

    Esse material deve ser entregue nas farmácias administradas pelo estado nas 22 regionais de saúde ou na unidade de saúde mais próxima do domicílio de onde serão encaminhadas para o descarte adequado.

    O diabetes pode apresentar diferentes tipos, mas as variações mais frequentes costumam se manifestar causando fome e sede excessiva e vontade de urinar diversas vezes ao dia. Pacientes com diabetes tipo 1 ainda pode ter queixas de perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito. Já no tipo 2 as reclamações são de formigamento nos pés e mãos, infecções na bexiga, rins e pele, feridas que demoram para cicatrizar e visão embaçada.

    Também é importante ficar alerta aos fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como pressão e colesterol altos, alterações na taxa de triglicerídeos, sobrepeso, doenças renais crônicas, histórico familiar, síndrome dos ovários policísticos, apneia do sono e o uso de alguns tipos de medicamentos.



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