Ataque suicida no Afeganistão deixa mortos e mais de 90 pessoas feridas | Jornal Nacional

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    Vinte e sete pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas na noite de sexta-feira (30), em um ataque suicida no leste do Afeganistão.

    O governo afegão responsabilizou o Talibã pelo atentado. Mas o grupo não assumiu a autoria. Foi um atentado suicida. O motorista do caminhão carregado de explosivos morreu. Uma hospedaria cheia de estudantes que se preparavam para o vestibular desmoronou.

    Há meses o Talibã não fazia atentados, cumprindo um acordo fechado com os americanos. Sábado (1º) é a data em que os americanos prometeram que deixariam o Afeganistão, mas o governo Biden adiou o final dessa retirada para 11 de setembro – quando os atentados de 2001 completam 20 anos.

    Este 1º de maio virou a data oficial para o início da retirada. Desde que Biden anunciou a nova data, o Talibã declarou que os americanos descumpriram o acordo e ameaçou retaliar.

    Nos últimos 15 dias, segundo o governo afegão, morreram 120 soldados, 65 civis e 300 talibãs com a intensificação dos combates. Neste sábado mesmo já houve uma escalada, um ataque com foguetes a uma base americana em Kandahar. Os americanos responderam com um bombardeio aéreo contra território ocupado pelo Talibã, que controla mais da metade do país.

    Vai ser difícil o governo afegão sobreviver quando os americanos forem embora. Mas depois de quase 20 anos de guerra, a opinião pública daqui apoia a retirada.

    Desde a invasão de 2001, Washington tentou transformar o Afeganistão numa democracia, apoiando e armando um governo local. Isso custou US$ 2,5 trilhões aos contribuintes americanos, com quase nenhum resultado.

    O governo afegão é considerado um dos mais corruptos do mundo. A tentativa de criar uma força afegã para resistir ao Talibã fracassou. E os americanos finalmente vão embora, ao fim de mais uma guerra malsucedida.



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