Ave migratória com anel de identificação do Reino Unido é encontrada morta em Florianópolis | Santa Catarina

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    Em menos de 30 dias, 25 pássaros migratórios da espécie bobo-pequeno foram encontrados mortos ou debilitados em praias de Florianópolis, segundo a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/R3 Animal). Um deles chamou a atenção após o resgate: tinha uma anilha de identificação do Reino Unido colocada em 2005.

    A ave com a anilha foi encontrada morta na Praia Brava, no Norte da Ilha de Santa Catarina, durante monitoramento diário das praias, no dia 31 de outubro.

    De acordo com o órgão de anilhamento britânico, ela tinha pelo menos um ano de vida quando recebeu a identificação, em 30 de julho de 2005. O anel foi anexado na Ilha de Bardsey, em Gwynedd, País de Gales, a 9,9 mil quilômetros de distância de Florianópolis.

    Ao avistar um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue 0800 642 3341.

    De hábitos oceânicos, essas aves estão em rota migratória e podem ser vistas em alto mar, no litoral catarinense, entre setembro e novembro. Quando encalham nas praias é sinal que estão debilitadas ou enfrentaram algum evento climático extremo.

    “Sua presença em áreas costeiras e praias se dá principalmente quando debilitadas ou trazidas por ventos em condições climáticas extremas”, comenta Suelen Goulart, bióloga e assistente técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/R3 Animal).

    Os bobos-pequenos (Puffinus puffinus) possuem tubos nasais acima do bico, uma das características mais notáveis da espécie, e medem entre 30 e 38 centímetros de comprimento.

    “É uma ave migratória que se reproduz em ilhas do Atlântico Norte, se distribuindo em áreas da Islândia até Portugal e ainda na costa leste do continente americano”, diz Suelen.

    Anilha em aves resgatadas

    Todas as aves marinhas voadoras reabilitadas e liberadas pelas ações da R3 Animal através do PMP-BS recebem uma anilha (anel de identificação). A marcação é constituída por um código alfanumérico único e que permite o reconhecimento do indivíduo, caso seja resgatado novamente.

    No Brasil, quem administra o Sistema Nacional de Anilhamento (SNA) e fornece as anilhas é o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), órgão ligado ao ICMBio.

    Observando e identificando as anilhas, é possível rastrear o deslocamento, onde a ave foi anilhada e qual o destino do indivíduo, assim como obter informações importantes sobre migração, tendências populacionais e uso dos habitats naturais das espécies.

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