Bagunça hormonal pode ser um motivo para dificuldade de emagrecer; entenda

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Especialista explica como a bagunça hormonal trava o emagrecimento do corpo

Hoje, às 15:00



Priorize os alimentos mais nutritivos do planeta e faça deles a base da dieta Foto:Banco de Imagem/Getty Images

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“Você precisa ficar saudável para emagrecer de vez”, é com essa frase que Rodrigo Polesso, especialista certificado em nutrição pela San Diego State University, na Califórnia (EUA), leva milhares de pessoas a assistirem a seus vídeos nas redes sociais


Ele é criador do projeto Tribo Forte, maior evento de saúde, boa forma e estilo de vida da América Latina, que aconteceu nos últimos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo, e autor da obra ‘Este Não É Mais um Livro de Dieta’ (Editora Gente, R$ 34,90). 




Na publicação, ele derruba alguns conceitos das dietas e fala sobre estilo de vida alimentar. Para o profissional, a ideia de que as pessoas precisam ficar magras para terem saúde não é real. 

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“É uma grande falácia acreditar que precisamos enxugar para ficar saudável. Por isso, tanta gente cai em armadilhas e promessas buscando perder quilinhos extras a todo custo. O resultado disso todos já sabemos: efeito rebote, frustração e metabolismo desajustado”, analisa em conversa com a AnaMaria. 


Para transformar o corpo, Polesso acredita que seja preciso destravar cadeados emocionais e transformar o corpo em uma máquina de queimar gordura.


Dica: evite o que o profissional chama de substâncias comestíveis (refinados, processados e ultraprocessados), ou seja, as que travam o processo de queima. Exemplos: todo tipo de açúcar, bebidas adoçadas, farináceos.

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QUANTO MAIS NATURAL MELHOR! 

Segundo Rodrigo, emagrecimento é uma mera consequência de mudanças de estilo de vida alimentar na direção correta. “Um corpo estabilizado hormonalmente e metabolicamente queima gordura até chegar [sem esforço] ao peso ideal. Um sinal de que você está na direção certa: sentir-se bem durante o processo de regime. Emagrecer não precisa e, na verdade, não deve ser sofrido. Esta é a base da filosofia da alimentação forte que prego, em que foco mais na qualidade do que comemos e não tanto na quantidade”, pontua Polesso.


OS TAIS CADEADOS QUE TE IMPEDEM DE SECAR E COMO ABRI-LOS 

“O corpo é mais complexo do que imaginamos e a solução para o emagrecer vai além da visão simplista de que precisamos comer menos e nos exercitar mais”, explica. 


E ele continua: “Todo mundo já sabe disso e, mesmo assim, continuamos engordando e adoecendo cada vez mais. Vários mecanismos metabólicos e hormonais são importantes nesta questão e destaco a ação da insulina, da glicemia e do cortisol, os cadeados que travam a queima de gordura”. Entenda por que a bagunça desses hormônios infla você e o que fazer para mantê-los trabalhando a favor do seu emagrecimento.


FORA DE CONTROLE 

Se você tem um corpo com glicemia alta ou normal, porém, com insulina elevada cronicamente (ou seja, você é resistente a esse hormônio), tenderá a estar no caminho de doenças metabólicas e obesidade. Somando o estresse de dietas e da rotina, temos o cortisol fora de controle, o que por si só agrava o quadro, provocando mais elevação de glicose no sangue e, consequentemente, a piora na resistência à insulina.


A CONSEQUÊNCIA 

O organismo resistente à insulina é intolerante à glicose. Em termos práticos, terá extrema dificuldade em perder peso mesmo que se exercite mais e coma menos.


A SOLUÇÃO 

“Para destravar esses cadeados, precisamos mudar qualitativamente a alimentação, ou seja, mudar o que comemos e não necessariamente o quanto comemos, inclusive porque o que comemos definirá, em grande parte, o quanto comemos”, avalia. 


Isso se faz por meio de uma dieta rica em alimentos não processados ou minimamente processados, naturalmente nutritivos e saborosos como carnes, peixes, frutos do mar, laticínios integrais, ovos, oleaginosas, frutas de baixo índice glicêmico, legumes, folhas e gorduras boas.


CÓDIGOS ALIMENTARES QUE O ESPECIALISTA CRIOU PARA QUEM QUER ENTRAR EM FORMA


  1. Alimentação Forte: evitar qualquer tipo de processados.
  2. Densidade nutricional: priorizar os alimentos mais nutritivos do planeta e fazer deles a base da dieta. Um corpo bem nutrido é um corpo saudável e que emagrece.
  3. Jejum intermitente: feito de forma correta somente após a adaptação dos dois primeiros pilares. Ele pode acelerar e potencializar os resultados do emagrecimento entre outros benefícios à saúde, principalmente na reversão da resistência à insulina. De acordo com o especialista, comer de 3 em 3 horas é mito, pois, segundo ele, o corpo é capaz de ficar sem comer por um longo tempo e assim se abastecer da gordura corporal.

     



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