Bebês atendidos na Santa Casa com mielomeningocele ganham órteses

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A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará vem desenvolvendo um projeto inovador através da utilização de uma órtese posicional confeccionada em EVA (Etileno Acetato de Vinila). Atualmente, ela é usada em bebês portadores de mielomeningocele (MMC), durante o pós-operatório e o pré-operatório, que auxiliam na recuperação dos pés dos bebês portadores de MMC, uma anomalia congênita que ocorre na coluna vertebral do bebê durante o seu desenvolvimento.

Órtese posicional confeccionada em EVA (Etileno de Acetato de Vinila)A fisioterapeuta da Fundação Santa Casa, Aurenir Araújo, relata que as órteses são confeccionadas com o que a instituição tem e explicou que o objetivo desse trabalho é dar todo o suporte para que as mães façam o tratamento em casa, pois a maioria dessas mulheres não têm condições de ir e vir com frequência até a Santa Casa, já que residem no interior do Estado.

A fisioterapeuta Aureni Araujo“Utilizamos os conhecimentos que temos em biomecânica e fisiologia somado à nossa criatividade para melhorar a situação dessas crianças. Atualmente, a gente vem trabalhando com órteses que são confeccionadas de caixinhas de papelão, conforme a alteração do pé do bebê, e orientamos a mãe a ficar observando a evolução para ver se está inchando ou não o pezinho”, explicou. 

Aurenir diz que as mães são orientadas para que seus filhos fiquem 12 horas com esse aparato nos pés, para acompanharmos a evolução. É importante destacar que a maior parte das crianças atendidas na área cirúrgica são do interior e precisam dessa órtese posicional, confeccionada em EVA, para continuar o tratamento em casa. A equipe de neurocirurgia tem acompanhado o processo e está gostando dos resultados, além da família dessas crianças. 

“Todo o trabalho que a gente faz aqui é baseado na literatura, com práticas em evidências. Para fazer esse estudo das órteses, neste ano de 2021, selecionamos vários artigos com abordagens sobre a situação vividas por essas crianças e como a gente poderia trabalhar com elas, de modo que a gente possa publicar um artigo no futuro sobre nossa ação na Santa Casa”, esclarece a fisioterapeuta Aurenir. 

Órtese posicional confeccionada em EVA (Etileno de Acetato de Vinila)Jeici Leia Vieira da Silva, moradora de São Félix do Xingu, sul do Pará, está com o filho, Antony Vieira da Silva, internado na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), após uma cirurgia de correção. Ela conta que a órtese tem ajudado muito na correção do pezinho de seu filho e elogiou o atendimento recebido na instituição. “Ele nasceu com a perninha bem tortinha para trás, aí após a cirurgia desentortou, mas os dois pezinhos ficaram tortos, aí a fisioterapeuta Aurenir fez essas botinhas e ele começou a usar”.

Jeicicleia Vieira da SilvaJeicicleia diz que já faz um pouco mais de um mês que ele está usando as botinhas. Essa já é a terceira, e já estou vendo muita melhora, muito mesmo. Principalmente nesse pezinho que era bem tortinho e agora já percebo que melhorou. 

A mãe disse estar muito feliz com o resultado do tratamento e o que mais lhe surpreendeu foi o atendimento recebido. “O atendimento do povo aqui é maravilhoso, principalmente das técnicas e da equipe de enfermagem. O neurologista que está acompanhando a gente também é maravilhoso, todos são profissionais excelentes”, destaca Jeicicleia.



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