Brasileiros que vivem na Alemanha relatam segundo lockdown: ‘Alemães respeitam as regras’ | Santos e Região

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    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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    Brasileiros que vivem na Alemanha e tiveram suas vidas afetadas pelas medidas de prevenção à Covid-19 relataram em entrevista ao G1, nesta terça (3), como está o clima no país após a volta do lockdown parcial, adotado na segunda-feira (2).

    O governo alemão determinou o fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos. Comércios e escolas podem abrir, mas as autoridades reforçaram as recomendações para que as pessoas permaneçam em casa. Além disso, os encontros sociais ficam limitados a até dez pessoas de famílias diferentes.

    As novas medidas ocorrem em uma semana de forte alta nos casos de Covid-19 na Europa, com mais diagnósticos do que os registrados na onda mortal vista no primeiro semestre. O intuito é evitar o colapso de hospitais, como ocorrido meses atrás, no começo da pandemia.

    Beatriz, de Santos (SP), mora atualmente na Alemanha. Ela e o marido tiveram que se readaptar para o trabalho remoto durante a pandemia — Foto: Arquivo Pessoal/Beatriz Romero

    A publicitária Beatriz Romero Karnauchovas, de 29 anos, que é natural de Santos, no litoral paulista, mas mora em Düsseldorf, diz que o último fim de semana antes da volta do lockdown parcial foi para aproveitar as opções de lazer. “Foi o último fim de semana de liberdade, digamos assim”, comentou.

    Apesar de não ser obrigatório o uso de máscaras em vias públicas, em diversas regiões da cidade de Düsseldorf, Beatriz afirma que os alemães estão usando o equipamento nas ruas espontaneamente. “Só é necessário em estabelecimentos e em lugares fechados. Mesmo assim, você vê bastante gente na rua usando”, conta.

    “O alemão, de forma geral, respeita bastante todas as regras, muito difícil ver alguém indo contra as recomendações de saúde”.

    Rodrigo, do interior paulista, relata que aproveitou a reabertura de bares e restaurantes — Foto: Arquivo Pessoal

    O respeito pelas medidas de restrição por parte dos cidadãos alemães também é notado pelo writing manager Rodrigo Romanini, de 30 anos, que é do interior paulista, mas mora em Hamburgo. “Onde é obrigado usar máscara, você não vê ninguém discutindo para desrespeitar”, conta.

    Além disso, ele notou um aumento da força policial fiscalizando os metrôs da cidade onde vive, garantindo que os alemães usem a máscara de proteção facial. “Tiveram algumas passeatas em junho, quando bares voltaram a abrir, porque tem uma lei que é proibido dançar nesses lugares”, conta.

    Passeatas pelo fim das restrições

    No fim de agosto, a polícia de Berlim chegou a prender duas pessoas e suspender manifestações contra as restrições de combate ao novo coronavírus. Segundo a organização, os manifestantes não cumpriram as regras de distanciamento mínimo e de usar máscaras, informou a imprensa alemã à época. Os protestos haviam sido permitidos judicialmente.

    Manifestantes têm ido às ruas da capital da Alemanha desde pelo menos o início deste mês. Cerca de 18 mil chegaram a se reunir em locais do centro de Berlim, segundo o jornal alemão “Die Welt”, como o Portão de Brandemburgo e a Friedrichstrasse.



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