Chefe do mega-assalto em Araçatuba pediu depósito de R$ 5 mi pelo WhatsApp – Folha da Região

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Detalhes sobre os crimes e seus executores estão sendo reveladas pela Polícia Federal, que tem feito as investigações sobre o caso

Um dos suspeitos de comandar o mega-assalto que aconteceu em Araçatuba no último dia 30 de agosto, preso em setembro após apresentar documento falso em uma blitz da polícia em Tremembé (SP), está também sendo apontado como líder de outros ataques no interior e de pedir parte do dinheiro por meio de troca de mensagens. Outro membro do bando foi preso neste domingo em Ponta Porã (MS).

Ontem, com base em documentos da Polícia Federal, o site de notícias UOL publicou que este suspeito teria negociado, pelo WhatsApp, com um comparsa, o depósito de R$ 5 milhões em uma agência bancária. A troca de mensagem se referia a um dinheiro de um crime igual ocorrido na cidade de Araraquara em novembro de 2020 e outros crimes.

Detalhes sobre o mega-assalto e seus executores estão sendo reveladas pela Polícia Federal, que tem feito as investigações sobre o caso. O diálogo, segundo a reportagem, foi anexado a uma investigação da Polícia Civil.

“É 5 palito? [gíria para se referir aos R$ 5 milhões, segundo a investigação]”, perguntou o acusado às 23h23 de 7 de janeiro deste ano, pouco mais de um mês após o crime. Com a confirmação do comparsa, o criminoso respondeu: “Já tou falando com ele aqui”.

No momento da abordagem que resultou na sua prisão, o acusado tentou quebrar o aparelho celular. Mas ele já vinha sendo monitorado por agentes federais, que rastrearam fotografias dele com pacotes de dinheiro, máquinas para contar cédulas, armas e os próprios diálogos da negociação para a transação bancária envolvendo o valor roubado.

Ele foi indiciado, segundo a reportagem, por tentativa de homicídio (porque a quadrilha atirou em policiais), organização criminosa, roubo, explosão, danos ao patrimônio, posses de explosivos e de armamento de uso restrito. Outros suspeitos de integrar o mesmo grupo também já foram presos.

CIRURGIA

 Preso em Ponta Porã (MS), neste domingo (4), o outro acusado de participar do crime disse, durante audiência de custódia, que estava na cidade fronteiriça há menos de um mês, junto com a esposa, que também foi capturada. Ambos foram presos em ação conjunta entre a Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai. Ele é apontado como um dos cabeças na região do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa à qual é atribuída a organização de assalto cinematográfico ocorrido em Araçatuba.

Ao juiz Fabio Fischer, responsável pela audiência de custódia, o casal disse estar em Ponta Porã para que a suspeita passasse por cirurgia plástica de lipoaspiração. Os dois deram essa versão. Disseram ter alugado casa na cidade para esperar pelo procedimento, que “custaria bem menos do que em São Paulo”.

Segundo ele, no estado de origem uma cirurgia do tipo custaria R$ 30 mil e em Ponta Porã pagariam R$ 13 mil. O casal entrou em contradição quando indagado sobre o carro usado pelo homem. A mulher disse que é um veículo financiado. Já ele disse ter alugado na agência pertencente a um conhecido.

Ela fez silêncio quando o procurador pediu a ela que dissesse o apelido do marido. Depois, optou por não responder. Ele confirmou que é chamado de “Tuca”, admitiu já ter sido preso e atribuiu sua vinda para a região fronteiriça ao Paraguai à necessidade de acompanhar a esposa no tratamento estético cirúrgico.

Os dois não têm trabalho fixo, o que foi salientado pela promotoria. A esse respeito, disseram estar vivendo de economias feitas, ela com uma loja on-line de roupas, ele com o trabalho de pintura de obras.

Ao analisar a prisão, o juiz entendeu que não houve irregularidades e decidiu manter os dois encarcerados. A autoridade do Judiciário solicitou vaga no presídio federal de Campo Grande para Anderson e no sistema estadual para a mulher, além da escolta pelo Comando de Operações Especiais (COT) da PF, que participou da prisão no domingo.

 A defesa do casal manifestou-se pela concessão de liberdade, alegando que eles têm endereço fixo, mas o magistrado não aceitou essa argumentação. Ambos tinham prisão temporária decretada como parte da investigação da Polícia Federal. Foram pegos, numa casa que, de acordo com as apurações policiais, citadas pelo juiz na audiência, era uma espécie de QG do PCC em Ponta Porã.

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