Cineasta Carla Camuratti reúne as memórias do Brasil democrático em documentário | Fantástico

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    Essa é a parte da nossa história que começou em 1985, depois de 20 anos, o Brasil estava finalmente livre da Ditadura Militar. Nesse ano, uma jovem atriz fazia sucesso na novela das seis da Globo: Carla Camuratti tinha 25 anos quando o Brasil começou a reconstruir a democracia. A atriz seguiu a carreira na frente e atrás das câmeras, enquanto o Brasil ia assistindo a uma troca democrática de presidentes.

    Aos 62 anos, a agora cineasta Carla Camuratti reúne as memórias da nova República em pouco mais de duas horas de documentário. “Essa é a história da nossa vida, então eu achei que era muito importante que a gente fizesse esse recorte, onde todos estamos aqui ainda”, afirma Carla.

    “Oito presidentes. Um juramento”, lançado esta semana, é um mosaico de sons e imagens que marcaram o nosso tempo. O acervo jornalístico de três emissoras – Globo, Band e TV Cultura – ajudou a resgatar essa memória da nossa história recente. Muitos profissionais ainda estão na tela e muitos personagens nunca saíram de cena.

    O nome do documentário veio de um gesto comum entre todos os presidentes da história recente do país – o juramento que é feito no dia da posse.

    O maranhense José Sarney – eleito indiretamente para a Presidência da República – como vice de Tancredo Neves – foi o primeiro brasileiro a tomar posse na Presidência Da República no período da redemocratização. “Até as minhas mãos tremiam mostrando o meu estado de espírito, eu jurava num momento em que nós estávamos debaixo de uma tragédia que era a morte do Tancredo. E coube a mim governar num tempo em que a história se contorcia, não existiam instituições ainda consolidadas, nós estávamos num período de transição”.

    O primeiro presidente eleito pelo voto direto depois do regime militar inaugurou no Brasil a era do marketing político, e o presidente americano George Bush o chamou de Indiana Jones.

    “Eu achei que era a melhor opção, que o filme não criticasse, não entrevistasse ninguém exatamente pra que todo mundo pudesse sentar na cadeira, e assistir a história do país independente das suas convicções” , explica Carla.

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