Cirurgião plástico é denunciado por crimes sexuais contra 18 mulheres – Rio Grande do Sul

0
21

Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ofereceu uma denúncia contra o cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck, preso preventivamente, em Gramado, no dia 16 de julho. O médico foi acusado, na sexta-feira (3), de cometer, ao menos 34 vezes, os crimes de estupro, violação sexual mediante fraude, antigo delito de atentado violento ao pudor – vigente à época de alguns fatos –, importunação sexual e assédio sexual contra 18 mulheres. Os crimes teriam acontecido entre entre 2005 e 2021.

O Jornal NH tenta contato com a defesa do médico.

“As vítimas o procuravam por ser um especialista em bioplastia de glúteos. Elas chegavam ao consultório e, diante de uma sumidade na área da cirurgia plástica, não imaginavam que aquele médico respeitado, com tantas clientes bonitas, abusaria delas. Pensavam estar imaginando coisas. Muitas vezes ele passava a mão nas partes íntimas. Em outras, o ato ficava explícito, como quando, por exemplo, ele propunha sexo como forma de pagamento e, muitas vezes, estuprava diante da negativa”, explica a promotora Claudia Regina Lenz Rosa.

A denúncia foi oferecida após análise de 10 inquéritos policiais encaminhados pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital, contendo mais de 140 depoimentos, entre vítimas e testemunhas. 

Crimes prescritos e outras medidas

Dos 80 registros constantes nos 10 inquéritos policiais, 58 deles, apesar de apresentarem indícios de autoria e materialidade, já se encontram prescritos, conformenormativas vigentes nas datas dos fatos e anteriores à entrada em vigor da Lei 13.718/2018.

Em relação às quatro vítimas adolescentes à época dos crimes, O MP solicitou ao Poder Judiciário que seja encaminhada cópia dos depoimentos para análise da 6ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, competente à análise dos fatos.

Além disso, foio pedido aoPoder Judiciário é também que sejam expedidos ofícios aos Conselhos Regional e Federal de Medicina, visando instruir procedimento administrativo ainda não instaurados, ou em andamento, contra o médico.

Gostou desta matéria? Compartilhe!





Fonte