Cirurgias em áreas inusitadas como joelhos e axilas corrigem irregularidades

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RIO — Não é novidade que o brasileiro adora uma
cirurgia plástica
e que a cada ano aumenta a procura por esse tipo de procedimento. O dado mais atual, divulgado em agosto pela
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástic
a (SBCP) sobre as intervenções feitas em 2018 mostra um aumento de 25,2% em comparação com 2016. Das
intervenções com fins estéticos
mais realizadas no país estão o aumento de mama, com quase 19%; a
lipoaspiração
, com mais de 16%; e a
abdominoplastia
(retirada de excesso de pele e gordura), com cerca de 16%.

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Apesar de ainda não aparecer em números tão expressivos,
cirurgias em locais inusitados
também são cada vez mais procuradas, segundo especialistas. Entre elas estão intervenções no joelho, axila, furo da orelha, rejuvenescimento íntimo, no mamilo e na pálpebra.

De acordo com o cirurgião plástico Luiz Victor Carneiro Jr., membro das sociedades Brasileira e Americana de Cirurgia Plástica, é comum que pacientes façam esses procedimentos considerados menores junto com cirurgias mais complexas. Foi o caso da atriz Luana Piovani, que recentemente chamou a atenção ao divulgar em uma rede social que após colocar prótese de silicone no seio iria retirar gordura da axila.

— Muitas pessoas não sabem que até mesmo as pequenas imperfeições podem ser corrigidas por meio de cirurgia plástica e quando chegam no consultório e se queixam de determinados incômodos descobrem que em alguns casos é possível até aproveitar a gordura excessiva de um lugar para fazer enxerto em outro, por exemplo. Geralmente são procedimentos simples, mas que para o paciente faz toda a diferença — diz.

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Carneiro ressalta que é preciso tomar os mesmos cuidados de qualquer cirurgia:

— É preciso realizar todos os exames prescritos, risco cirúrgico e principalmente saber se o procedimento é indicado para o seu caso. Não basta apenas querer. É preciso avaliar, por exemplo, se o procedimento pode de alguma forma afetar a função do órgão. Além disso, ter toda a cautela necessária com o pós-operatório, que costuma ser mais rápido.

Insatisfeita com alguns quilinhos extras após uma gestação, a técnica de enfermagem Ilka Moraes chegou ao consultório de Carneiro, em Ipanema, com o objetivo inicial de fazer uma abdominoplastia. No entanto, ela conta que, no fim, o procedimento realizado foi o de retirada de gordura do joelho.

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— Eu contei para ele o que me incomodava, mas eu nem sabia que era possível fazer cirurgia no joelho. Ele sugeriu que eu tentasse perder gordura sem intervenção cirúrgica e se eu não conseguisse faríamos os procedimentos. Foi quando eu voltei a fazer atividade física e emagreci o que eu queria, mas a gordura no joelho continuou me aborrecendo. Mesmo mais magra eu não usava roupas que deixassem o joelho aparente, me sentia desconfortável — detalha. — A cirurgia foi muito simples e aumentou muito a minha autoestima. Hoje eu não tenho neura com roupa, com foto. Para algumas pessoas pode parecer um detalhe, mas para mim representa muito além disso.

Doutora Delane com sua paciente Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Doutora Delane com sua paciente Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

 

No caso de intervenção na região axilar, a cirurgiã plástica Delane Cavalcanti diz que é comum a gordura extra na axila começar a incomodar as pacientes depois de uma cirurgia no seio.

— A mamoplastia valoriza as mamas e elas acabam notando que é essa gordura que incomoda por exemplo quando colocam camisetas.

Brasil é líder em intervenção na região genital feminina

Embora também não apareça entre as principais cirurgias realizadas por aqui, o Brasil é líder mundial em cirurgia íntima feminina. Segundo um levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) realizado em 2017, o país está em primeiro lugar no ranking de ninfoplastias, como é chamada a cirurgia da região genital feminina, com o registro de 21 mil intervenções por ano.

De acordo com a cirurgiã plástica e especialista em cosmiatria (estética) Juliana Sales, a cirurgia íntima teve um aumento considerável nos últimos tempos devido, principalmente, ao maior conhecimento das mulheres, que antigamente desconheciam que existia a possibilidade de correções na área genital.

— A diminuição dos pequenos lábios pode ter finalidade estética ou até mesmo melhorar desconfortos decorrentes de roupa apertada, prática de bike etc. O enxerto de gordura para aumento de volume pubiano também melhora a aparência local e com isso eleva a autoestima da paciente — diz ela.

Juliana conta que já realizou a cirurgia íntima em muitas mulheres adeptas do chip da beleza (implante hormonal). Ela ressalta que o chip pode levar a algumas complicações que devem ser consideradas.

— Devido à diminuição do percentual de gordura, um dos efeitos desejados do chip, pode haver diminuição dos grandes lábios, o que leva a um aspecto pouco jovial e feminino e pode gerar exposição dos pequenos lábios. Pode haver também aumento de clitóris e dos pequenos lábios, que podem ficar expostos, e essa alteração pode causar naturalmente desconforto estético e até funcional, com incômodo durante a relação sexual e realização de atividades físicas, uso de roupas apertadas e até aumento da incidência de infecções locais. Neste caso, a cirurgia pode ser indicada — explica.

Outra intervenção cirúrgica que vem ganhando grande adesão, segundo a especialista, é a de mamilos hipertróficos (grandes) ou invertidos:

— Está frequente, principalmente em associação com a cirurgia de mama. Tem caráter estético e funcional, uma vez que mulheres com mamilos invertidos podem ter dificuldade de amamentar.

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