Cirurgias mudam o visual de 175 pessoas por dia no Estado

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Em busca de mais autoestima, saúde e bem-estar, muitas pessoas recorrem a diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos.  Levantamento feito pela reportagem de A Tribuna aponta que, no Estado, em média, 175 pessoas por dia fazem cirurgias plásticas, bariátricas (redução de estômago) ou odontológicas que mudam o visual de alguma forma.

A estimativa foi feita com base em dados das sociedades médicas, profissionais, hospitais do Estado e órgãos de saúde. Os procedimentos cirúrgicos estéticos ou reparadores representam o maior número.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Espírito Santo, Ariosto Santos, em 2019, quando foi realizado o último levantamento, o Estado registrou cerca de 43 mil cirurgias.

“Operamos muitas pessoas de outros estados e até de outros  países, como Estados Unidos, Portugal e Itália. Com isso, temos uma proporção maior de cirurgias em relação a outros estados do País”, disse.

Implantes de prótese de mama, lipoaspiração  e abdominoplastia são as mais pedidas, como ressalta o cirurgião plástico Humberto Pinto. “Geralmente, os  pacientes buscam o rejuvenescimento e formas mais esguias e enxutas”.

Segundo o cirurgião plástico Gustavo Mello, especialista em transplante capilar, a procura por esse tipo de procedimento também tem sido crescente.

“Com o resultado, as pessoas vão percebendo que o paciente está mais novo, sem saber muito bem o porquê. As mulheres têm procurado também, para diminuir a testa”, observou.

Indicada para perda de peso de pessoas com obesidade mórbida (acúmulo excessivo de gordura no corpo), a cirurgia bariátrica, além de melhorar a saúde, muda o corpo, transforma a autoestima e reabilita o paciente às atividades sociais e de trabalho do dia a dia, afirma o coordenador de Cirurgia Bariátrica do Hospital das Clínicas (Hucam) e da Rede Meridional, cirurgião Gustavo Peixoto.

Na odontologia, a estimativa é de que sejam realizadas por ano no Estado 20 mil cirurgias que mudam o visual dos pacientes, segundo os dentistas. “As pessoas precisam ter um sorriso bonito no mercado de trabalho, por exemplo. Dentes alinhados são capazes de passar credibilidade”, destaca o cirurgião dentista Marcelo Nobre.

Mais de 2 mil na fila para procedimento de graça

A obesidade atinge quase 20% da população do Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos que ajuda o paciente a perder até 90% do excesso de peso.

No Estado, há três hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o procedimento de graça. São mais de duas mil pessoas esperando na fila.

O coordenador de  Cirurgia Bariátrica do Hospital das Clínicas (Hucam), cirurgião Gustavo Peixoto, diz que o número de obesos mórbidos que não têm acesso ao tratamento é grande.

“A pandemia impactou bastante. O normal seria operar quatro pacientes por semana no Hucam, mas estamos fazendo apenas duas cirurgias. Não por falta de capacidade, mas porque o grande gargalo tem sido realizar os exames pré-operatórios no sistema público”, explicou.

Coordenador do Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, o cirurgião André Mattar diz que o tempo de preparo no SUS seria de em torno de seis meses.

“Mas, como a fila é grande, esse tempo da primeira consulta até a cirurgia pode levar um ano. Com a pandemia, paralisamos cerca de sete meses e a estimativa é que tenham cerca de 800 pessoas na fila”, disse.

No Hospital Evangélico de Vila Velha, também houve impactos devido à pandemia. Em 2020, foram feitas 103 cirurgias pelo SUS, menos da metade das realizadas em 2019, quando ocorreram 214.


“A mudança é nítida e eu me sinto bonita”


Juliana Brasil mudou o visual (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

A empresária Juliana Brasil mudou totalmente o próprio visual depois de algumas cirurgias. A primeira foi a bariátrica, há 12 anos. A última ocorreu há quatro meses, durante a pandemia, quando colocou uma nova prótese de silicone nos seios.

Juliana antes da cirurgia  (Foto: Acervo pessoal)Juliana antes da cirurgia (Foto: Acervo pessoal)

“Perdi muito peso e a primeira cirurgia reparadora foi na mama e no abdômen. Depois disso, fiz gluteoplastia (no bumbum), dermolipectomia de coxas e nas costas, para retirar o excesso de pele. Aproveitei a pandemia para me recuperar melhor. A mudança é muito nítida e eu me sinto muito bonita”, comemora Juliana.


Mapa da cirurgia


  • 1.493.673 cirurgias no Brasil em 2019

  • 43 mil no ES

  • 1 cirurgião para cada 4.500 moradores de Vitória. É o maior número do Brasil

  • 5,5% das cirurgias são feitas em pacientes estrangeiros

Top 3


Ranking dos procedimentos


1º Lipoaspiração 231.604 (15.5%)

2º Aumento de mama 211,287 (14.1%)

3º Abdominoplastia 154,663 (10.4%)

4º Cirurgia da pálpebra 145,346 (9.7%)

5º Aumento do bumbum 115,531 (7.7%)

6º Lifting da mama, sem silicone 114.389 (7,6%)

7º Reduções de mama 87.640 (5,8%)

8º Rinoplastia (nariz) 72.433 4(,8%)

9º Enxerto de gordura no rosto 61.072 (4,08%)

10º Lifting no rosto 59.870 (4%)


Procedimentos por sexo


Mulheres

  • Lipoaspiração

  • Aumento de mama

  • Abdominoplastia

  • Aumento do bumbum

Homens

Cirurgias em queo Brasil está em 1º lugar no mundo

Bariátrica

  • 1.384 cirurgias bariátricas foram realizadas no Estado em 2019.

  • 3 hospitais realizam a cirurgia pelo SUS no Estado.

  • 40 ou mais deve ser o índice de massa corporal (IMC) para fazer cirurgia bariátrica.

Odontologia

Fonte: Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, Sociedade Bras. de Cirurgia Plástica no ES, Sesa, hospitais e especialistas consultados.



Fonte