Cobertura vacinal contra a Covid no RJ chega a 38% com 1ª dose, ocupação de leitos diminui, mas variante delta preocupa | Rio de Janeiro

    0
    17

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O painel de monitoramento da Covid do governo do estado mostra que a vacinação contra a doença no estado já atingiu pelo menos 38% da população com uma dose, e quase 15% com duas aplicações do imunizante.

    O número representa mais de nove milhões de doses aplicadas, e segundo especialistas em saúde, existe uma relação direta entre o aumento da cobertura vacinal e a queda da taxa de ocupação de leitos.

    Essa queda também aparece no painel do governo do estado, que mostra as taxas de ocupação de leitos a partir de agosto do ano passado.

    • O menor índice de ocupação de leitos de enfermaria, 14%, foi registrado na semana entre os dias 2 e 8 de agosto;
    • A taxa de ocupação de leitos de UTI foi menor na semana seguinte, de 9 a 15 de agosto;
    • Na semana de 4 a 10 de abril deste ano, a taxa de ocupação de UTI foi a mais alta da série histórica: 91%;
    • Atualmente, a taxa de ocupação está em 60% para UTI e 39% para enfermaria.

    A campanha de vacinação no estado começou em 18 de janeiro com um evento no Cristo Redentor. Nesta quinta-feira (15), a capital imunizou homens de 38 anos.

    Na sexta-feira (16), a vacinação será para mulheres de 37 anos, e no sábado (17), para homens da mesma idade.

    A Secretaria Municipal de Saúde do Rio ainda não divulgou como ficará o calendário para a próxima semana.

    A chegada da variante delta à capital preocupa as autoridades de saúde, já que um homem de 27 anos e um outro de 30, moradores de Vila Isabel e da ilha de Paquetá foram infectados.

    Onze pessoas que tiveram contato com eles ainda permanecem sendo monitoradas. Sem sinais de contaminação, por enquanto.

    “Isso de fato confirma a transmissão comunitária aqui na cidade do Rio de Janeiro. Significa que a variante delta, uma das que mais circulam no mundo, também está confirmada com a circulação aqui na cidade do Rio”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Sonraz.

    Além da capital, a variante delta foi detectada em Seropédica e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Em Campos, também houve um caso, mas a pessoa se infectou durante uma viagem à Índia.

    “O que chama a atenção na variante delta é que ela é muito mais transmissível do que o vírus original. Cerca de 90% mais transmissível. Então nos preocupa muito porque nós estamos tratando de uma variante que se reproduz muito mais fácil do que o vírus original. O vírus original já causou tanto estrago, imagina uma variante que consegue se reproduzir numa velocidade muito mais rápida. Ainda não temos evidência na literatura para afirmar se esta variante é ou não mais letal do que o vírus original. O que pode acontecer é uma visão relativamente otimista, mas bem plausível é que já que tem mais gente vacinada, e tem muita gente vacinada, ela consiga infectar mais pessoas, mas não cause um aumento tão grande de mortalidade. Ela definitivamente é mais transmissível mas pode ser que ela não se torne mais agressiva, justamente por causa do sucesso das campanhas de vacinação”, diz o epidemiologista Pedro Hallal.

    Delta tem sintomas de gripe comum

    Especialistas alertam que os sintomas da infecção pela variante delta são muito parecidos com os da gripe comum ou de uma crise alérgica: dor de garganta, escorrimento nasal e dor de cabeça.

    Quem tiver esses sintomas deve ficar em casa e tentar fazer um teste de Covid. A testagem em massa é considerada uma arma eficiente.

    “Quando começam essas síndromes gripais numa epidemia, a grande maioria dos casos acaba sendo Covid. É muito difícil diferenciar clinicamente, você precisa fazer teste para saber se a pessoa tem Sarscov2 ou outro vírus”, diz a imunologista Ester Sabino.

    O momento ainda é de manter os cuidados.

    “Sigam com as medidas restritivas, com o uso de máscara, o uso de álcool gel e evitando aglomerações, mantendo o distanciamento até que possamos ter número ainda melhores dessa pandemia”, diz o vice-presidente da Sociedade de Infectologia do estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Lins.



    Fonte