Colombiano que fez hidrolipo em diarista que morreu tinha autorização

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Acusado de negligência pela morte da diarista Maria Jandimar Rodrigues, 39, o médico colombiano Brad Alberto Castrillon Sanmiguel possui autorização para realizar o procedimento conhecido como hidrolipo. A intervenção estética foi feita na última sexta-feira (17), dia em que a mulher passou mal e morreu momentos após ser atendida.

Formado em 2007, na Universidade San Martin, na Colômbia, Brad Castrillon teve o título revalidado no Brasil com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) em fevereiro de 2017.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que Brad Castrillon não possui anotações criminais e que apresentou, na delegacia, documentos que comprovaram que a clínica na qual atua está regular. O local onde o procedimento foi realizado foi interditado pela Polícia Civil, após a morte da diarista.

Nos sites do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro é possível ver que a situação do médico está regular.

O médico também realizou um curso de especialização em cirurgia geral na UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro) entre março de 2016 e fevereiro de 2018. Ele também fez especialização em cirurgia plástica na UFF (Universidade Federal Fluminense) de março de 2018 a fevereiro de 2021. Esse certificado último lhe dava a autorização para realizar a hidrolipo.

A hidrolipo é uma cirurgia plástica indicada para retirar gordura localizada. O procedimento é feito com a presença de um cirurgião plástico, através de uma anestesia local. É feito um corte na região e, com um microtubo, a gordura é sugada.

Família acusa médico de negligência

A diarista Maria Jandimar Rodrigues morreu após sessão de hidrolipo em clínica no Rio

Imagem: Reprodução

A família da diarista acusa Brad Castrillon de negligência ao tentar, segundo parentes, fugir da clínica onde trabalha, na Zona Norte do Rio, após Maria Jandimar passar mal durante o procedimento estético.

Ainda no início da sessão, a diarista passou mal, sofreu uma convulsão e foi retirada do local pela porta dos fundos do prédio usando apenas um roupão, segundo a família. Ela morreu no chão do estacionamento, por volta de 13h de ontem. O corpo só foi retirado por volta das 20h.

A filha, Brenda Rodrigues Rocha, 21, esperava a liberação da mãe quando viu toda a cena. Ela começou a filmar a paciente sendo reanimada, só não imaginava que aquela mulher era sua mãe.

“Ele passou por mim, eu perguntei se ele era o médico, e ele negou, disse que era um funcionário do prédio. Ele já estava com uma mala entrando no táxi. Ele chegou a alegar que [o táxi] era para o socorro para a minha mãe, mas era para ele. Minha mãe já estava lá no chão, morta”, disse Brenda.

Maria Jandimar Rodrigues foi enterrada hoje pela manhã no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Durante o sepultamento, a filha precisou ser amparada por familiares. A expectativa da polícia é de que o médico preste depoimento ao longo desta semana.

Ao UOL, o advogado de Brad Castrillon, Hugo Novais, disse que o médico prestou socorro e que o mesmo está colaborando com as investigações. A defesa informou ainda que “aguarda o resultado do exame de necropsia para se manifestar, mas que se solidariza com a família da paciente”.



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