Conheça método que te ajuda a “secar” 10% do seu peso em apenas um mês

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Mais que abalar a saúde mental, a quarentena, o medo do futuro e a ansiedade que vieram junto à pandemia de coronavírus também deixaram efeitos no corpo e no bem-estar. Dados recentes divulgados pela empresa de pesquisa Ipsos confirmaram o que muita gente já tinha notado ao encarar o espelho: 52% dos brasileiros declararam ter ganhado peso desde o início da disseminação da Covid-19.

Esse percentual colocou o Brasil em primeiro lugar em um ranking de 30 nações nas quais a população mais engordou nesse período. A média é de 6,5 kg a mais em solo tupiniquim. Mais que uma questão estética, essa elevação repentina no padrão de gordura corporal compromete a saúde e o bom funcionamento do organismo, algo que, bem se sabe, é crucial, sobretudo no atual contexto em que vivemos.

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O plano, então, é se comprometer em uma mudança de padrões que fuja de radicalismos ou de dietas da moda. Uma das possíveis “saídas” surgiu há 30 anos mas, agora, se tornou mais atual que nunca. Trata-se do Método Ravenna, criado pelo argentino Máximo Ravenna.

Segundo Moema Soares, diretora das clínicas brasileiras do centro terapêutico, a realidade contemporânea mostrou a gravidade da obesidade e de processos inflamatórios.

“Observamos que os isolamentos estão provocando nas pessoas um relaxamento quanto à questão do corpo. Você é menos vista, troca menos de roupa, usa menos roupas formais e acaba usando peças mais confortáveis nas quais é mais difícil entrar em contato com a própria imagem”, defende. “A referência do olhar do outro nos provoca uma percepção de nós mesmos”, salienta.

Seguido sem furos, o Ravenna é capaz de reverter esse quadro. Ela pode fazer com que mulheres percam de 5% a 7% do peso. Nos homens, a eliminação das gordurinhas pode chegar a 10%.

Como funciona

Antes de começar a dieta em si, o paciente se submete a uma série de exames e uma avaliação transdisciplinar com médico, psicólogo e nutricionista. Uma vez analisado o quadro clínico e constatado o grau de obesidade (ou, no caso de quem deseja apenas melhorar a boa forma, as metas de hipertrofia), são traçados planos de curto, médio e longo prazo.

Todos são pautados por três lemas: corte, medida e distância.

“O corte diz respeito a limitar tudo que é excesso na vida e que te faz mal, principalmente o excesso alimentar. Quando alinhamos os cortes de excessos dos alimentos que não te fazem bem, o excesso de estresse, o sedentarismo e os hábitos ruins, o emagrecimento acontece de forma plena, segura e duradoura”, explica Laís Argôlo, nutricionista formada pela Universidade Federal da Bahia e que trabalha com o método há seis anos. “O pilar da medida é treinado todos os dias para que, na manutenção de peso, se encontre a medida individual do bem-estar. E a distância é o fortalecimento diário de sua certeza na escolha pela saúde”, complementa.

Dieta rígida

Quando o propósito é “secar”, a dieta tem início com uma ingestão diária de baixa caloria, entre 800 a 1.200 por dia. As refeições principais são divididas em quatro etapas, o que ajuda a dar saciedade e torna o momento de comer mais lento – e prazeroso.

Começa-se por um caldo (ou chá, ou mesmo um líquido bem gelado). Na sequência, come-se a salada, o prato principal e, por fim, a sobremesa.

“Quando separamos as etapas da refeição em quatro pratos, tem-se a noção da porção que promove a saciedade, e um controle nutricional da ingestão de volume alimentar e calorias”, diz a nutricionista.

Nada de chocolates e derivados: um dos diferenciais do Ravenna é que você não passa fome, mas precisa se submeter a algumas escolhas mais inteligentes. São proibidos carboidratos de alto índice glicêmico. Na conta, entram todo tipo de doce, açúcar, arroz, massas, pães e até alguns tubérculos, como a batata-doce. Bebidas alcoólicas também são terminantemente proibidas.

A ideia é que o corpo entre em um processo de cetose, e passe a fazer da gordura seu principal combustível. “Os principais benefícios dessa queima de gordura no corpo é a inibição da fome e maior saciedade, diurese dada pela alimentação e manutenção da massa muscular ao longo do tratamento, além de melhoras significativas nas taxas metabólicas”, emenda Laís Argôlo.

Terapia e atividade física

Mais que cuidar da alimentação, é preciso se comprometer a uma rotina de exercícios físicos e, também, a frequentar os grupos de apoio, agora realizados on-line, por conta da pandemia.

A priori, as atividades físicas precisam se adaptar ao novo protocolo de alimentação. Como há poucas calorias disponíveis, elas tendem a ser mais “moderadas”, e com foco em funcional ou musculação, que tem efeito crucial no aumento da massa magra.

“Dentro da dieta Ravenna, que diminui a reserva de glicogênio muscular por conta da ingesta calórica reduzida, o paciente deixa de ter essa reserva de energia imediata. Na primeira fase, não podemos fazer exercícios muito intensos que vão requerer esse estoque”, conta Valéria Leonhardt, educadora física e mestre em fisiologia humana. É ela quem coordena o núcleo de atividade física no DF.

Com o passar do tempo e a elevação da ingestão diária, outras modalidades, como os aeróbicos, começam lentamente a entrar em cena. “Nessa fase, já temos a reintrodução alimentar que permite que o paciente volte a ter reserva de glicogênio muscular”, pondera Valéria.

Tratamento a distância

Em Brasília, a sede do Ravenna fica no Brasil 21. Apenas os serviços essenciais, como os retornos com os experts e algumas aulas, foram mantidos presencialmente nesse período.

A maior parte da metodologia, aliás, pode ser feita a distância, sem prejuízos ao resultado. Foi assim, por exemplo, que Dilma Rousseff aderiu ao método, com o qual perdeu 13 kgs em poucos meses. Ela não foi a única personalidade a se render ao protocolo, que já fez outros políticos e celebs perderem medidas.

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